sexta-feira, 24 de julho de 2009

Os Cem Melhores Livros de Sempre

Tem havido muitas listas sobre os 100 livros que devem ser lidos, mas normalmente têm os títulos originais e como recebi esta listagem por email, com os títulos em português, achei útil divulgar...

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Os Cem Melhores Livros de Sempre


Começámos por seleccionar 10 listas diferentes dos melhores livros que julgamos representar uma mistura ecléctica dos gostos dos leitores e não apenas uma lista limitada dos Grandes Livros do Mundo Ocidental. Para ser considerada, a lista tinha que ser de livros escritos em inglês ou traduzidos para inglês. As listas que seleccionámos vão desde as muito eruditas (a do St. John's College ) às muito mais acessíveis (o Clube de Livros de Oprah e os livros mais vendidos da Wikipédia ).
Algumas apresentavam apenas romances, enquanto outras incluíam uma mistura de ficção e não ficção. Umas continham apenas obras do século XX e outras iam até aos primórdios da civilização ocidental. O nosso objectivo foi o de tomar em consideração um conjunto de factores - incluindo o impacto do livro na história, a sua contribuição intelectual para a nossa cultura, a sua relevância actual e popularidade continuada. Não pretendeu ser uma lista abrangente dos melhores livros de sempre, mas antes um reflexo das paixões e apreciações de leitores e críticos inteligentes do nosso tempo.
A lista completa das 10 listas anteriormente publicadas em que nos baseámos inclui 110 melhores livros/A Biblioteca Perfeita do "The Telegraph ", 100 melhores livros do "The Guardian ", Clube de Leitura da Oprah , a lista de leitura do St. John's College , a lista dos livros mais vendidos de sempre da Wikipédia , os livros do século da New York Public Library , a lista dos 100 melhores romances do século XX do Radcliffe Publishing Course , os 100 melhores romances e as 100 melhores obras de ensaio da Modern Library . Os 100 melhores romances em língua inglesa desde 1923 até ao presente, da "Time ", e a lista da "Newsweek " das suas 50 escolhas actuais.
Depois de todas as listas serem seleccionadas e de todos os títulos serem introduzidos numa base de dados, criámos um sistema de ponderação para que cada título individual fosse pontuado igualmente, quer viesse de uma lista grande ou de uma lista pequena, de uma lista de ficção ou de géneros mistos, ou de uma lista que incluísse apenas livros escritos no século XX ou títulos de um passado mais remoto. A ponderação ajustou estas diferenças individuais entre listas. No resultado final, o livro com maior pontuação combinada é o nº 1 da lista, o segundo é o nº 2 e por aí adiante até ao fim da lista. No caso de empate - e houve muitos - desempatámos atribuindo o valor mais alto ao livro que obteve maior número de resultados no Google, numa busca por autor e título.
Na nossa metaclassificação, anotamos que livros foram recomendados em que lista ou listas. Se clicarmos em cada uma das listas, veremos em que lugar cada livro aparece na respectiva lista (embora em algumas dessas listas os livros estivessem classificados e ordenados e noutras não, o que foi tomado em conta ao atribuirmos uma classificação a cada livro).

Peter W. Bernstein, Annalyn Swan (ASAP Media)
Análise estatística: Courtney Kennedy

OS CEM MELHORES LIVROS
1. Guerra e Paz , Lev Tolstoi, 1869
2. 1984, George Orwell, 1949
3. Ulisses, James Joyce, 1922
4. Lolita, Vladimir Nabokov, 1955
5. O Som e a Fúria, William Faulkner, 1929
6. O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952
7. Rumo ao Farol, Virginia Woolf, 1927
8. Ilíada e Odisseia, Homero, século VIII a.c.
9. Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813
10. A Divina Comédia, Dante Alighieri, 1321
11. Os Contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer, século XV
12. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift, 1726
13. A Vida Era Assim em Middlemarch, George Eliot, 1874
14. Quando Tudo se Desmorona, Chinua Achebe, 1958
15. À Espera no Centeio, J. D. Salinger, 1951
16. E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell, 1936
17. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967
18. O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald, 1925
19. Catch 22, Joseph Heller, 1961
20. Beloved, Toni Morrison, 1987
21. As Vinhas da Ira, John Steinbeck, 1939
22. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie, 1981
23. Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932
24. Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf, 1925
25. O Filho Nativo, Richard Wright, 1940
26. Da Democracia na América, Alexis de Tocqueville, 1835
27. A Origem das Espécies, Charles Darwin, 1859
28. Histórias, Heródoto, 440 a.c.
29. O Contrato Social, Jean-Jacques Rosseau, 1762
30. O Capital, Karl Marx, 1867
31. O Príncipe, Nicolau Maquiavel, 1532
32. Confissões, Santo Agostinho, século IV
33. Leviatã, Thomas Hobbes, 1651
34. História da Guerra do Peloponeso, Tucídides, 431 a.c.
35. O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, 1954
36. Winnie The Pooh, A. A. Milne, 1926
37. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, C. S. Lewis, 1950
38. Passagem para a Índia, E. M. Forster, 1924
39. Pela Estrada Fora, Jack Kerouac, 1957
40. Por Favor Não Matem a Cotovia, Harper Lee, 1960
41. A Bíblia Sagrada
42. Laranja Mecânica, Anthony Burgess, 1962
43. Luz em Agosto, William Faulkner, 1932
44. As Almas da Gente Negra, W. E. B. Du Bois, 1903
45. Vasto Mar de Sargaços, Jean Rhys, 1966
46. Madame Bovary, Gustave Flaubert, 1857
47. O Paraíso Perdido, John Milton, 1667
48. Anna Karenina, Lev Tolstoi, 1877
49. Hamlet, William Shakespeare, 1603
50. Rei Lear, William Shakespeare, 1608
51. Otelo, William Shakespeare, 1622
52. Sonetos, William Shakespeare, 1609
53. Folhas de Erva, Walt Whitman, 1855
54. As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain, 1885
55. Kim, Rudyard Kipling, 1901
56. Frankenstein, Mary Shelley, 1818
57. Song of Solomon, Toni Morrison, 1977
58. Voando Sobre um Ninho de Cucos, Ken Kesey, 1962
59. Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway, 1940
60. Matadouro Cinco, Kurt Vonnegut, 1969
61. O Triunfo dos Porcos, George Orwell, 1945
62. O Deus das Moscas, William Golding, 1954
63. A Sangue Frio, Truman Capote, 1965
64. O Caderno Dourado, Doris Lessing, 1962
65. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust, 1913
66. À Beira do Abismo, Raymond Chandler, 1939
67. Na Minha Morte, William Faulkner, 1930
68. O Sol Nasce Sempre (Fiesta), Ernest Hemingway, 1926
69. Eu, Cláudio, Robert Graves, 1934
70. Coração, Solitário Caçador, Carson McCullers, 1940
71. Filhos e Amantes, D. H. Lawrence, 1913
72. All The King's Men, Robert Penn Warren, 1946
73. Go Tell It on The Mountain, James Baldwin, 1953
74. A Menina e o Porquinho, E. B. White, 1952
75. O Coração das Trevas, Joseph Conrad, 1902
76. Noite, Elie Wiesel, 1958
77. Corre, Coelho, John Updike, 1960
78. A Idade da Inocência, Edith Wharton, 1920
79. O Complexo de Portnoy, Philip Roth, 1969
80. Uma Tragédia Americana, Theodore Dreiser, 1925
81. O Dia dos Gafanhotos, Nathanael West, 1939
82. Trópico de Câncer, Henry Miller, 1934
83. O Falcão de Malta, Dashiell Hammett, 1930
84. Mundos Paralelos, Philip Pullman, 1995
85. Death Comes for the Archbishop, Willa Cather, 1927
86. A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud, 1900
87. A Educação de Henry Adams, Henry Adams, 1918
88. O Livro Vermelho, Mao Tsé Tung, 1964
89. As Variedades da Experiência Religiosa, William James, 1902
90. Reviver o Passado em Brideshead, Evelyn Waugh, 1945
91. A Primavera Silenciosa, Rachel Carson, 1962
92. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, John Maynard Keynes, 1936
93. Lord Jim, Joseph Conrad, 1900
94. Goodbye to All That, Robert Graves, 1929
95. A Sociedade da Abundância, John Kenneth Galbraith, 1958
96. O Vento nos Salgueiros, Kenneth Grahame, 1908
97. A Autobiografia de Malcolm X, Alex Haley e Malcolm X, 1965
98. Eminent Victorians, Lytton Strachey, 1918
99. A Cor Púrpura, Alice Walker, 1982
100. Memórias da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, 1948


ESQUECIDOS
Os dez livros que faltam
As listas dos 'melhores' livros de sempre são como as sondagens: valem o que valem. No top-100 da "Newsweek", à subjectividade que qualquer escolha deste tipo sempre acarreta, juntam-se dois factores que lhe limitam o alcance e a utilidade: a desproporção de referências literárias anglófonas (81% dos títulos), que remete o resto do mundo a uma injustíssima quase inexistência, e o facto de alguns autores estarem representados por dois ou três livros. Para um europeu, é incompreensível que estejam ausentes nomes como os de Camões, Cervantes, Balzac, Eça de Queirós, Oscar Wilde, Pirandello, Pessoa, Camus, Beckett, Italo Calvino, Yasunari Kawabata, Elias Canetti, Julio Cortázar, J. M. Coetzee, Orhan Pamuk, por troca com autores menores como W. E. B. Du Bois, Ken Kesey, James Baldwin, E. B. White ou Willa Cather. Entre as grandes obras que esta lista ignora, contam-se estas dez:
Orlando Furioso, Ludovico Ariosto, 1516
Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões, 1572
Dom Quixote, Miguel de Cervantes, 1605-1615
Tristram Shandy, Laurence Sterne, 1759-1767
Crime e Castigo, Dostoiévski, 1866
Contos, Tcheckov
A Montanha Mágica, Thomas Mann, 1924
O Homem Sem Qualidades, Robert Musil, 1943
Ficções, Jorge Luis Borges, 1944
O Quarteto de Alexandria, Lawrence Durrell, 1960

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Dos 100 livros apenas li 5 livros *blush*:
4. Lolita, Vladimir Nabokov, 1955
35. O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, 1954
43. Luz em Agosto, William Faulkner, 1932
61. O Triunfo dos Porcos, George Orwell, 1945
63. A Sangue Frio, Truman Capote, 1965

Tenho já em casa à espera de serem lidos:
2. 1984, George Orwell, 1949
9. Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813
45. Vasto Mar de Sargaços, Jean Rhys, 1966

Há mais uns quantos que gostaria de ler, talvez para o ano defina como objectivo pessoal ler alguns livros desta lista ;-)

E vocês, quantos leram?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ilha Deserta



Como era bom ter uma ilha deserta para poder escapar, durante uns 6 mesinhos (no mínimo) =P
Ando muito cansada, quer física quer psicologicamente, ando irritadiça e sem paciência… e no entanto, parece que paira um nuvem negra por cima de mim.
Gostava de pegar nas malas e ir para uma ilha deserta, com uma “cabanazita” com água quente, electricidade, uma bela cama e um jacuzzi =)
Levaria todos os livros que tenho por ler, e uns filmes e séries para ir estando entretida, enquanto apanharia uns bons belos banhos de sol e bebia uns suminhos naturais.
Levaria também um pequeno grupo de pessoas, que ficariam na outra ponta da ilha, e quando eu se sentisse sozinha, chamava-os para me fazerem companhia, e quando precisasse de ficar sozinha, lá iam eles embora.
Digam lá se não era uma óptima ideia? XD

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Esse blog compartilha leituras de qualidade!

Quero agradecer à White_lady do blog Este Meu Cantinho por me ter presenteado com este selinho.




Regrinhas:

Divulgar o link do blog que te presenteou o selinho.
Responder a pergunta: "Qual leitura marcou mais sua vida?" (pode ser livros, textos, crônicas, etc).
Quem receber o selinho deverá indicar seis blogs que compartilham leituras de qualidade para ganhar.


Ora bem, o que me mais me marcou? Não pretendo copiar a resposta da White_lady, mas sem dúvida que A Lua de Joana marcou a minha adolescência e percebi que podemos tirar dos lviros lições de vida =)

Quanto aos 6 blogs, quem não tem o selinho ainda, sinta-se à vontade que ficar com ele ;-)

Drácula - Bram Stoker



Mais uma leitura conjunta no Fórum da Estante de Livros e desta vez o livro escolhido foi Drácula de Bram Stoker.
Este era um livro que tinha muita curiosidade, pois é um clássico. E também, como ainda não tinha lido nenhum sobre vampiros, pensei que seria um bom livro para se começar.
Achei a primeira fase da leitura, bastante boa, com muita acção e fiquei entusiasmada com a leitura. Já a 2ª fase, tinha momentos mais mortos, tirando talvez a descrição da viagem do Drácula e os ataques a Lucy. No entanto, as duas últimas fases deixaram muito a desejar. Na minha opinião, foi uma leitura mais parada e com alguns enche-chouriço pelo meio.
Houve também alguns aspectos mal explicados e a personalidade das personagens não se manteve a mesma...ora mt inteligente, e no momento seguinte burrinha que nem uma porta?!
Lamento o facto de não ter participado mais activamente nas "discussões", mas este período tem sido muito complicado, e nem me concentrar conseguia, daí, que se não fossem os comentários dos outros membros, haveria detalhes que me passariam ao lado.
Acho estas experiências de leitura, muito enriquecedoras, já é a terceira que participo, principalmente para mim que sou uma despistada.

Agora, seguindo a sugestão de outros membros, quero ver o filme realizado por Coppola em 1992 ;-)

(Adaptei um pouco o texto que fiz para a opinião final do livro no fórum =) )

domingo, 19 de julho de 2009

Colecção As Gémeas no Colégio de Santa Clara - Enid Blyton



Mais uma colecção de Enid Blyton que desconhecia até ter começado a frequentar o Fórum do Mistério Juvenil.

Esta colecção é sobre duas gémeas Patrícia e Isabel O'Sullivan, que começam a frequentar o colégio de Santa Clara.
Inicialmente, estas duas jovens, vão para o colégio contrariadas e são um pouco mimadas, sendo apelidadas pelas colegas como as "gémeas emproadas". No entanto, após algumas partidas que as colegas lhe pregam, acabam por ser rapidamente integradas.
Em cada livro temos novas raparigas que começam a frequentar o colégio, algumas mais agradáveis do que outras, acompanhamos as partidas que pregam às professoras, as desventuras e a forma como as raparigas vão solucionando os problemas que se deparam.
Temos também agradáveis e deliciosas descrições de piqueniques realizados pelas jovens do colégio, que para além dos pormenores da comida, têm a particularidade de se realizarem à meia-noite =)

Fazendo a inevitável comparação com a colecção do Colégio das Quatro Torres, em termos de história acabam por ser muito parecidos, afinal, a linha condutora é mesma: um grupo de jovens num colégio interno.
Nos 4 primeiros livros, gostei mais da forma como foram estruturados os livros da colecção As Gémeas, pois o gap entre livros é existentes, acompanhamos os 3 períodos referentes ao 1º ano e o 1º período do 2º ano. O que ao contrário das Quatro Torres, cada livro se referente a um novo ano, e em que tínhamos referências a colegas que tinham entrado para o colégio num período que não tínhamos acompanhado.
No entanto no 5 livro da colecção, as gémeas encontram-se no 3º ano e no último livro, as jovens estão no 5ºano, e segundo percebi já prestes a passar para o 6ºano.
Na colecção das gémeas, verificamos também um pouco mais de liberdade das jovens, pois têm permissão para saírem algumas vezes, como indo ao circo, ao cinema e fazendo passeios. São também mais animadas, com mais piqueniques à meia-noite.

O grande ponto negativo da colecção continua a ser a revisão, com erros ortográficos e os nomes das jovens que mudam de livro para livro e que me deixaram algo baralhada.

Se gostei mais das Quatro Torres ou das Gémeas?! Hum, boa pergunta, gostei das duas colecções, no entanto, não esperava os "saltos temporais" nos dois últimos livros das Gémeas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Gárgula - Andrew Davidson


O belo e atormentado narrador de A Gárgula conduz numa estrada sinuosa quando é ofuscado pelo que parecia ser uma saraivada de setas. Despenha-se numa ravina e acorda numa unidade de queimados, sofrendo as torturas dos condenados. É agora um monstro. A sua vida acabou.
Mas está apenas a começar: um dia, Marianne Engel, uma encantadora e indomável escultora de gárgulas, entra no seu quarto e revela-lhe que foram amantes na Alemanha medieval: ele, um mercenário que sofrera terríveis queimaduras; ela, uma freira escriba no famoso mosteiro de Engelthal, onde lhe prestara cuidados de enfermagem.
À medida que se desenrola a sua história, qual Scherazade, e relata outras histórias igualmente fantásticas de amor imortal no Japão, Islândia, Itália e Inglaterra, o narrador é devolvido à vida e, por fim, ao amor.
A Gárgula é um romance extraordinário que levará o leitor numa metamórfica e original viagem. Fá-lo-á acreditar no amor, em milagres e na rendição.
O mais extraordinário romance de estreia da última década: uma fascinante história de amor sobre o poder libertador do sofrimento, que transcende os limites do nosso tempo e espaço.
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A história gira à volta de duas personagens: o narrador, cujo nome nunca nos é revelado; e Marianne Engel, escultora de gárgulas.
O narrador é um jovem, bonito, actor e empresário de filmes pornográficos, viciado em álcool e drogas, que no inicio da história sofre um grave acidente de viação e que fica gravemente queimado. Assim, é internado numa unidade de queimados e onde acaba por conhecer pessoas diferentes das que se relacionava antes do acidente. Uma das pessoas é Marianne Engel, que segundo os médicos é esquizofénica e maníaco-depressivo, no entanto, ela afirma ter nascido em 1300 e que conhece o narrador deste essa época.
Ao longo do livro acompanhamos quer a recuperação do narrador, quer as histórias que Marianne lhe conta: onde cresceu, como se conheceram e viveram os dois e ainda muitas histórias trágicas de amor, com desfechos diferentes, mas todas cheias de ternura.
Achei também muito interessante a introdução do “Inferno de Dante”, pois o elemento fogo está intensamente presente ao longo do livro e historicamente, o fogo era visto como uma forma de salvação.

Certamente pessoas com “ estômagos fracos” poderão não gostar do livro, pois é um livro muito gráfico, nomeadamente no que respeita às queimaduras, aos seus tratamentos e aos castigos que no Séc. XIV eram aplicados aos mercenários que desertavam. No entanto, a imagem que nos fica do “Inferno” está muito bem conseguida em termos descritivos.

É um romance diferente, mas muito bom! Quer a história principal, quer as sub-histórias são maravilhosas e inesquecíveis para quem lê. Eu gostei particularmente da história de Sei =)
O livro agarrou-me do inicio ao fim… e afinal não é importante saber o nome do narrador nem onde se passa a história principal, mas simplesmente, que nos agarra e envolve de uma forma única.

Só posso dizer mais uma coisa:
Primeiro estranha-se, depois entranha-se!

domingo, 5 de julho de 2009

Colecção Colégio das 4 Torres - Enid Blyton


Este fim-de-semana dediquei-me à leitura juvenil e escolhi a Colecção das 4 Torres. Da Enid Blyton só conhecia cerca de 4 ou 5 livros dos Cinco que pertenciam à minha mãe, no entanto, desde que comecei a frequentar o Mistério Juvenil que decidi completar colecções, tais como os Cinco, Uma Casa na Pradaria, Patrícia e Uma Aventura, e começar outras: 4 Torres, As Gémeas e A Aventura... Mas ainda não me tinha decidido a ler os livros todos por ordem.

Gostei de conhecer esta colecção, um pouco diferente dos Cinco. Neste caso, conhecemos várias raparigas que estão num colégio interno, e acompanhamos as suas peripécias durante 6 anos. Diverti-me com as suas partidas, os seus momentos de descontracção e gostei da forma como resolverem os seus problemas e "colocam na ordem" as alunas mais problemáticas, tais como Ludovina.
Foi agradável conhecer Diana, Celeste, Alice, Irene, Belinda, Clarisse, Guida, Ludovina, Felicidade, Júlia e tantas outras... tais como as professoras.

O único senão foi mesmo a diferença de nomes entre livros, Guida ou Bill, Júlia ou June, Constança ou Corina, Matilde ou Moira, Zilda ou Zerelda. Tal como alguns erros gramaticais, como capitoa lololol, que penso terem sido originados pela presa de editar os livros em Portugal, afinal de contas, tenho os livros da edição dos anos 70.

Algo que achei curioso quando me iniciei no primeiro livro... acho que Rowling foi buscar alguma inspiração a Blyton, para escrever o Harry Potter... Afinal de conta, em as 4 torres, há um comboio próprio para levar as alunas ao colégio, e no colégio as alunas são distribuídas por 4 torres, onde têm os seus dormitórios e refeitórios... parecido heim?! No entanto, Harry Potter é mais fantasioso =)

Só mais uma coisa, antes de terminar... com tantas peripécias fiquei com vontade de ter estado num colégio interno eheheheh

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Beleza Assassina - Chelsea Cain


Após dez anos no encalço de Gretchen Lowell, o detective Archie Sheridan é raptado e torturado durante dez dias pela lindíssima serial killer. Mas, no final, ela decide, misteriosamente, libertá-lo e entregar-se às autoridades.
Gretchen é condenada a prisão perpétua, enquanto Archie é condenado a outro tipo de prisão: viciado em vários medicamentos, não é capaz de regressar à sua antiga vida e não consegue esquecer aqueles dez dias de tortura...nem Gretchen.
Quando outro assassino começa a raptar e assassinar raparigas adolescentes de Portland, Archie é convidado a voltar ao activo e a liderar a equipa que vai investigar os crimes recentes.
A nova investigação dará início a um jogo mortal entre Archie, o nosso assassino e... Gretchen Lowell.
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Li este livro em menos de 3 dias e simplesmente adorei! Era ler páginas atrás de páginas.
Gretchen é uma serial killer brutal, quer pela sua inteligência quer pela brutalidade dos assassinatos que comete. E Archie, o detective que cai na sua cilada vive numa verdadeira prisão psicológica, e o seu cativeiro mudou sem dúvida a sua vida e a forma como se relaciona com os outros. E a relação entre Archie e Gretchen, agarra-nos do início ao fim.
Ao longo do livro, temos duas acções: a actualidade, em que existe um assassino que anda a matar jovens adolescente; e flash-backs do rapto de Archie, ocorrido há 2 anos.
Este livro encontra-se perto do estilo de séries que gosto de ver: CSI e Mentes Criminosas, e temos ainda uns "cheirinhos" do perfil do assassino =)
Os últimos capítulos foram excitantes e o final ficou um pouco em aberto... e segundo o que já li online, prende-se com o facto de este livro ser o primeiro de uma série... Ora bem, lá vou eu que ter que acrescentar mais uns livros à minha wishlist =D

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Anjos e Demónios - Filme



No sábado vi finalmente o filme...e o que dizer?
Estava com algumas expectativas, afinal de contas tinha gostado bastante do livro, e apesar de já ter lido que não era 100% fiel ao livro, queria vê-lo =)

Não podemos dizer que é um filme parado, antes pelo contrário, a acção decorre super rápido (deduzo que tenha sido para o filme caber em 2h) e nestas 2h percorremos Roma e o Vaticano. Se eu já tinha vontade de ir a Itália, depois de ver o filme ainda fiquei com mais ;-)

Apesar de ter gostado do filme, acho que retiraram muitos aspectos do livros, alguns dos quais que eu considerava importantes e sobre os quais não vou falar para não spoilar. Recomendo que quem queira ver o filme e ainda não tenha lido o livro, que o leia primeiro e só depois veja o filme.