quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010



Que 2010 seja o ano de realizações pessoais e profissionais para todos, com tudo de bom!
Feliz 2010!!

Bichos - Miguel Torga


Resolvi ler este livro, porque nunca tinha lido nada de Miguel Torga e achei que um livro que faz parte do Plano Nacional de Leitura (PNL) era um bom ponto de partida.
No entanto, e apesar de ter partido para a leitura sem nenhumas expectativas, não gostei do que li.
É um livro de contos, cujo tema principal é a morte de animais.
Lê-se rapidamente, mas não gostei. Achei que as histórias não faziam grande sentido e mostravam uma crueldade para com os animais, que não fui capaz de ultrapassar. Porventura, as histórias devem ter transmitir aos leitores alguma mensagem, mas sinceramente, não atingi.
Não gostei e fiquei sem perceber como é que faz parte do PNL, para crianças/jovens.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Frankenstein - Mary Shelley


Frankenstein conta a história de Victor Frankenstein, um jovem estudante, que a partir de corpos de seres humanos que obtinha em cemitérios e hospitais consegue dar vida a um monstro que se revolta contra a sua triste condição e persegue o seu criador até à morte.
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Quando ouvia falar de Frankenstein, associava sempre a ideia de um monstro verde, grande, horrível e assassino, mas a história é muito mais do que isso. Sendo, o maior erro que normalmente se faz é julgarmos que Frankenstein é o Monstro, quando na verdade é o nome do seu criador, e curiosamente o Monstro não tem nome, sendo referido ao longo do livro como Criatura ou Monstro.
O livro começa com cartas escritas por Robert Walton à sua irmã, que lhe conta a sua tentativa de alcançar o Pólo Norte, e o seu encontro com um homem fragilizado – Vitor Frankenstein. É nesta altura que temos outra história dentro da história – a vida de Vitor e da sua criação.
Vitor é um jovem estudante que partiu para a Alemanha a fim de completar os estudos, após a morte da sua mãe. Lá, decide criar uma criatura com pedaços de cadáveres, no entanto, quando acaba a sua “obra” apercebe-se da monstruosidade da criatura e acaba por abandonar a criatura. O Monstro vê-se assim rejeitado pelo seu próprio criador e acaba por fugir, mas na sua fuga, cada vez que tem contacto com seres humanos, acaba por ser rejeitado pelo seu aspecto físico, sem verem a sua bondade. Assim, o Monstro começa a ganhar sentidos de ódio e acaba por perseguir o seu criador. (Não me vou alongar mais na história, para não criar spoilers)
É uma história actual, no sentido em que todos nós ou julgamos ou somos julgados, apenas pela nossa aparência, como somos ou excluímos alguém pelo seu físico, o que sentimos ou o que essa pessoa sente? Essa é a visão que nos é mostrada pelo Monstro, que a única coisa que procura é ser aceite e ser amado pelos outros, mas é repudiado pelos outros devido ao seu aspecto. Quantas vezes as pessoas que são repudiadas pelo seu aspecto, apesar de terem bom coração, não se tornam vingativas?
A Criatura é-nos apresentada como um ser humano, com sentimentos, e cuja sua luta para ser aceite e amado, nos faz ter pena dela. Apesar de termos as duas perspectivas da história: o criador e a sua criação.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Revolutionary Road - Richard Yates


O primeiro romance de Richard Yates, Revolutionary Road, tornou-se um clássico logo após a sua publicação em 1961. Nele, Yates oferece um retrato definitivo das promessas por cumprir e do desabar do sonho americano. Continua hoje a ser o retrato da sociedade americana. Um casal jovem e promissor, Frank e April Wheeler, vive com os dois filhos num subúrbio próspero de Connecticut, em meados dos anos 50. Porém, a aparência de bem-estar esconde uma frustração terrível resultante da incapacidade de se sentirem felizes e realizados tanto no seu relacionamento como nas respectivas carreiras. Frank está preso num emprego de escritório bem pago mas entediante e April é uma dona de casa frustrada por não ter conseguido seguir uma promissora carreira de actriz. Determinados a identificarem-se como superiores à crescente população suburbana que os rodeia, decidem ir para a França onde estarão mais aptos a desenvolver as suas capacidades artísticas, livres das exigências consumistas da vida numa América capitalista. Contudo, o seu relacionamento deteriora-se num ciclo interminável de brigas, ciúmes e recriminações, o que irá colocar em risco a viagem e os sonhos de auto-realização.
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Sendo considerado um dos melhores 100 romances e depois de ter lido opiniões bastante positivas sobre o livro, resolvi finalmente lê-lo, no entanto, tenho que dizer que não me encheu as medidas.
O livro conta-nos a história de um jovem casal April e Frank Wheeler, e que vivem numa aparente felicidade.
A história está dividida em três partes. A primeira serve como apresentação do casal, o que fazem, como vivem, com quem convivem e quais os seus sonhos, no entanto achei muito enfadonha, pois verificamos que o casal vive de forma acomodada. Na segunda parte, o casal começa a fazer planos para partirem para França e onde parece existir uma coexistência pacifica entre Frank e April. Na terceira e última dá-se uma alteração de planos e um desfecho que é tudo menos feliz.
Na minha opinião, mostra-nos uma visão cruel do casamento, em que o adultério surge como forma de escape das pressões e que consequências que uma gravidez indesejada e um aborto podem trazer. E que as nossas escolhas influenciam a nossa vida e a nossa felicidade, e somos que temos a possibilidade de tornar a nossa vida mais feliz.
Apesar de achar que é um bom livro, com as boas opiniões que li, esperava mais do livro.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Rebecca - Daphne du Maurier


Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o enredo se desenvolve, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos…
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Comprei este livro por causa de todas as opiniões positivas que li no fórum Estante de Livros e não me desiludiu.
A narradora, é uma jovem dama de companhia de uma senhora que se encontra em Monte Carlo e pretende travar conhecimento com todas as pessoas importantes que lá se encontram. É aí, que a jovem conhece o viúvo Maxim de Winter, que depressa sentem empatia um pelo o outro, terminando com um pedido de casamento, rapidamente aceite pela jovem.
Após a lua-de-mel, passada em França e Itália, o casal chega a Manderley, a mansão de Maxim. Aí a recentemente Mrs. de Winter, começa a sentir que a presença da primeira mulher de Maxim, Rebecca, está presente em toda a casa, quer pela decoração, pela escolha das refeições, pelos próprios cães de companhia e pelos criados da casa, nomeadamente Mrs. Danvers, a governanta.
A jovem Mrs. de Winter começa então a ter uma curiosidade cada vez maior em saber como Rebecca morreu, e como todos parecem amar Rebecca e achá-la maravilhosa, a jovem começa com dúvidas quanto ao seu casamento, pois até Maxim parece algo ausente de afecto. Mas, às tantas o livro dá uma reviravolta, e tudo o que parece, efectivamente não o é.
O livro tem uma escrita muito fluida, em que a autora não torna as descrições maçudas, mas extremamente visíveis para quem o está a ler e a imaginar os locais. Fez também ler o livro de forma continuada, sem o querer largar por nenhum bocadinho, prova disso é que li o livro apenas num dia e já passava da 1h da manhã quando o acabei.
Muito, muito, muito bom. Um dos melhores livros que li este ano. AMEI!!
Leiam porque vale mesma a pena.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Símbolo Perdido - Dan Brown



Washington, D. C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros.
Robert Langdon reconhece-os: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.
Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.
Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.
Trama de história veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller surpreendente e arrebatador que nos surpreende a cada página.
O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos…
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Comecei ontem e já acabei, não conseguia parar de ler…
É o quinto livro do autor e também o que leio. Gostei bastante deste novo livro, em que na minha opinião é tão bom como os “Anjos e Demónios” (o meu preferido de Dan Brown) e desta vez não consegui descobrir quem era o vilão =D
A acção passa-se alucinantemente num período de 12 horas, em que somos confrontados com sociedades e locais secretos em Washington, em paralelo com símbolos e mensagens por descodificar e o mundo da maçonaria. Temos também presente a ligação entre ciência e fé/religião, com “discussões” muito interessantes.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

1984 - George Orwell



1984 apresenta-nos um mundo dividido em três super-potências: Oceânia, Eurásia e Lestásia.
Acompanhamos a história de Winston Smith, um funcionário do Ministério da Verdade da Oceânia, que vive num mundo rodeado de telecrãs que “espiam” permanentemente as pessoas, espalhando o medo, sem liberdade de expressão, em que o simples acto de pensar é condenado e em que o passado é alterado em função dos acontecimentos presentes. Foi também criado a Novilíngua, cujo seu objectivo é impedir as opiniões contrárias ao regime.
No entanto, Smith começa a pensar que a vida pode e deve voltar a ser o que era antes da revolução, e tenta encontrar outras pessoas que pensem como ele, algo que se pode tornar fatal nesta sociedade.
É uma sátira sobre os regimes totalitários, em especial sobre Estaline (à semelhança da Quinta dos Animais), em que pensar por si só já era considerado um crime, em que os cidadãos não têm qualquer tipo de liberdade.
Apesar de ser um livro com poucos diálogos, tem uma escrita acessível, com uma história magnífica. Apesar de não estar totalmente à espera do final.
Muito bom! Recomendo a todos!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E ainda...

Junto com a gripe ainda veio uma infecção na garganta e 5 dias de "molho" =(

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Criado Secreto - Daniel Silva


Gabriel Allon é chamado para mais uma missão: ir a Amesterdão estudar os arquivos de um analista de terrorismo que acabou de ser assassinado. Chegado à cidade, Gabriel descobre contudo uma conspiração de terror no submundo islâmico e que tem Londres como alvo. A filha do embaixador americano é raptada e corre perigo de vida. Ao tentar salvá-la, Gabriel torna-se também um alvo dos terroristas. A inesperada aliança que forma com um homem que perdeu tudo devido à sua devoção ao Islão leva Gabriel a questionar a moralidade das tácticas que usa e a arriscar a própria vida.
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Afinal um dia de cama graças à gripe também tem coisas boas, como por exemplo, aproveitar o tempo para ler =)

É o 7º livro da série Allon e mais uma vez não desiludiu, apesar de existirem algumas diferenças em relação aos anteriores, como por exemplo o tema "arte" ter menos destaque, mas afinal, não nos podemos esquecer que Allon deixou de assumir o papel do restaurador de quadros.
Allon depara-se novamente com terrorristas e que o levam a viajar pela Europa, para tentar encontrar a filha do embaixador americano que foi raptada.
Allon vê-se a braços com um resgate que acabará no dia de Natal, em que porá em risco a sua própria vida, bem como a de muitas pessoas inocentes.
Os livros com Allon têm sempre como pano de fundo a guerra entre Israel e Palestina, e desta feita sobre o fanatismo religioso que se vive desde o atentado de 2001.

Só posso recomendar que leiam os livros do Daniel Silva, e à Bertrand que se despache a editar os 2 seguintes livros da série Allon.

Oferece-se...



Fantástica gripe com tosse brutal e nariz entupido...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Espia da Rainha - Philippa Gregory



No Inverno de 1553, a jovem Hannah, uma judia de 14 anos, e o pai fogem para Londres perseguidos pela Inquisição Espanhola. Fixam-se nesta cidade e abrem uma livraria onde Hannah conhece o Lord Robert Dudley, um aristocrata influente. Dudley apercebe-se de que Hannah tem o dom de ver o futuro e leva-a para a corte para ser o bobo e espiar as irmãs, rivais e pretendentes ao trono, Mary Tudor e Elizabeth. Contratada como bobo, mas a trabalhar como espia, prometida em casamento a um judeu, mas apaixonada por Lord Robert Dudley, ameaçada pelas leis contra a heresia, traição e feitiçaria, Hannah tem que escolher entre a vida segura e tranquila de uma pessoa comum, ou a vida no centro das perigosas intrigas da família real.
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Neste livro acompanhamos a história de Hannah Green, uma jovem judia que fugiu de Espanha juntamente com o seu pai para fugir à inquisição, com um espírito livre, mas prometida a um noivo judeu.
Após conhecer Robert Dudley, Hannah é levada para a corte como bobo, mas para trabalhar como espia, primeiro a Mary e posteriormente a Elizabeth.
Apesar de a personagem principal ser uma personagem fictícia, acompanhamos a história de Mary Tudor, desde a morte do irmão, a tornar-se Rainha, o seu casamento e até à sua morte; e também da sua irmã Elizabeth. Foca num período bastante atribulado, com a questão da sucessão do trono e interesses políticos. Em paralelo, a história de Hannah mostra-mos as dificuldades e perigos que os judeus enfrentavam a tentar esconder a sua verdadeira religião, e também a perda de Calais de parte da Inglaterra para a França.

Gostei bastante do livro, pois nenhum dos outros livros que li tinha tido como personagem a Rainha Mary Tudor.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ó último Oráculo - James Rollins


[close] Primeiro lugar da lista dos "best-sellers" do 'The New York Times'.Em Washington D.C. um sem-abrigo morre nos braços do comandante Gray Pierce, atingido pela bala de um assassino. Mas a morte deixa para trás um mistério ainda maior: uma moeda ensanguentada encontrada na mão fechada do morto, uma relíquia antiga relacionada com o oráculo grego de Delfos. Enquanto perseguidores implacáveis procuram o artefacto roubado, Gray Pierce descobre que a moeda é a chave para desvendar uma conspiração que remonta à Guerra Fria e ameaça a própria fundação da Humanidade. Desde os templos da Grécia antiga aos mausoléus mais deslumbrantes, dos bairros pobres da Índia às ruínas tóxicas da Rússia, dois homens têm de correr contra o tempo para resolver o mistério que remonta ao primeiro grande oráculo da História - o oráculo grego de Delfos. Mas uma questão permanece: Será o passado suficiente para salvar o futuro?Mestre na arte de combinar a intriga histórica e religiosa com as aventuras mais alucinantes, James Rollins traz de volta a Força SIGMA para combater um grupo de cientistas sem escrúpulos que lançaram um projecto de bioengenharia capaz de conduzir a Humanidade à sua extinção.
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Já acabei o livro a semana passada, não ainda não tinha tido oportunidade para deixar a minha opinião.
Mais uma vez gostei bastante do livro. Tem sempre muita acção e o facto de se ir passando simultaneamente em 2 ou 3 locais diferentes faz-nos querer ler mais e mais.
É sempre agradavel reecontramos as personagens que já conhecemos dos livros anteriores, e neste não foi excepção... pois logo no início do livro temos uma boa surpresa.
Fico à espera de ler mais um livro do autor, pois já vi um novo livro, "A cidade perdida", no entanto, uma frase na capa deixou-me um pouco de pé atrás... "O primeiro livro da Sigma" (ou algo parecido) e fiquei a pensar se não terão trocado a ordem de edição dos livros =(