terça-feira, 30 de março de 2010

Aprendiz de Assassino - Robin Hobb


O jovem Fitz é filho bas­tardo do nobre Prín­cipe Cava­la­ria e cresce na corte do Rei Sagaz. Mar­gi­na­li­zado por todos, o rapaz refugia-​se nos está­bu­los reais, mas cedo o seu san­gue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secre­ta­mente ini­ci­ado nas temi­das artes do assas­sino. Quando sal­te­a­do­res bár­ba­ros ata­cam as cos­tas, Fitz enfrenta a sua pri­meira e peri­gosa mis­são que o lan­çará num ninho de intri­gas. E embora alguns o enca­rem como uma ame­aça ao trono, tal­vez ele seja a chave para a sobre­vi­vên­cia do reino. Com uma nar­ra­tiva povo­ada de encan­ta­men­tos, heroísmo e desonra, pai­xão e aven­tura, o Apren­diz de Assas­sino ini­cia um das séries mais bem-am​adas da fan­ta­sia épica. ____________________________________________________________________________

Comprei o livro na Feira do Livro de Lisboa o ano passado, e julguei que o ia começar a ler brevemente, no entanto outros livros foram passados à frente e acabei quase por me "esquecer" deste. No entanto, no início do ano, a Bertrand teve uma promoção imperdível com esta saga - na compra de 3 livros só se pagavam 2 - assim, aproveitei e comprei os outros 3 volumes que entretanto já tinham saído. Decidi-me então em ler os 4 volumes de seguida, ficando apenas a faltar o último volume (que espero que saia brevemente).
Nesta saga vamos acompanhar Fitz, que é um bastardo do herdeiro do rei, que acaba por ser criado na corte, com o intuito de ser fiel ao rei e o seu assassino profissional. Vamos conhecendo personagens muito interessantes, tais como Breu, Castro, Dama Paciência, o Bobo, Veracidade, e muitas outras, sendo que nos são apresentados dois poderes - o Talento e a Manha. E estou na expectativa de nos próximos volumes saber mais sobre as personagens, pois algumas são bastantes misteriosas e também sobre estes poderes, principalmente a Manha.
No início achei a leitura um bocadinho estranha devido aos nomes das personagens, tais como Sagaz, Cavalaria, Veracidade, mas rapidamente me adaptei com aos nomes. Gostei da história ser contada na primeira pessoa, acho que nos faz sentir mais próximos da personagem principal.Quanto ao ritmo da escrita, achei este livro, mais calmo do que eu pensava, no entanto os capítulos finais têm um ritmo quase alucinante o que me faz acreditar que os próximos volumes vão "aquecer" =)

terça-feira, 23 de março de 2010

Pássaros Feridos - Colleen McCullough

Mais um livro da colecção da revista Sábado que comprei depois de ter lido tantas opiniões positivas e tenho a dizer que não me desiludi.
A história gira em torno do clã Cleary, acompanhando cerca de 50 anos desta família. Paddy e Fee têm uma série de filhos, entre os quais Meggie é a única rapariga.
Em 1915 a família Cleary mora na Nova Zelândia, no entanto passado algum tempo muda-se para a Austrália, para uma fazenda, a qual a irmã mais velha de Paddy é dona. É aí que Meggie conhece o padre Ralph, e começa a desenvolver uma relação de amizade, no entanto à medida que Meggie cresce, apaixona-se por Ralph e este por ele. Mas Ralph é ambicioso e não pretende abandonar os seus votos.
Ao longo das páginas acompanhamos a vida de três gerações de Cleary: Paddy e Fee; os seus filhos; Justine e Dane (netos de Paddy e Fee). Em que a forma como as personagens se ligam entre si e a "terra", as consequências das suas decisões, como ao fim e ao cabo os erros que uma geração cometeu, podem ser idênticos aos da geração seguinte, e como à partida personagens diferentes são afinal mais parecidas do que se julga.
A forma como os cenários são descritos, como o calor e as paisagens, fazem-nos sentir que estamos na Austrália, com todo aquele pó e calor. As personagens torna-se nossos amigos em que nos alegramos e emocionamos com eles, tal é a forma que nos sentimos próximos deles.
Gostei muito da leitura.

segunda-feira, 22 de março de 2010

E foram 3...


BENFICA!!!!

Expiação



Em Julho de 2008 li o livro e fiquei com muita curiosidade em ver o filme. Finalmente consegui vê-lo
ontem à noite.

Já quando li o livro fiquei com vontade de pregar dois pares de estalos à Briony, e ao ver o filme senti a mesma vontade.
Briony que tem uma mente muito criativa, interpreta erradamente várias cenas entre Cecilia e Robbie, e acaba por acusar este último de um crime que Brionny "quer" acreditar que Robbie cometeu.
Com o passar dos anos Briony apercebe-se que errou e tenta perdoar-se a si própria.

Achei o filme muito fiel ao livro, portanto aconselho a leitura do livro e o visionamento do filme.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Saudades...

E após uns dias de sol, lá vem a chuva novamente... Já estavamos cheios de saudades...




... ou não!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Curar o Stress, a Ansiedade e a Depressão sem medicamentos nem psicanálise - David Servan-Schreiber


Este livro foi-me recomendado pela médica, quando em Outubro passado, eu não conseguia dormir e andava super stressada, no entanto só agora é que senti disposição para o ler, pois não sou pessoa para ler livros de auto-ajuda. No entanto, não posso considerar este livro típico de auto-ajuda., pois apresentamos muitos termos e casos médicos com os quais o autor se cruzou.
O próprio corpo tem "mecanismos" que o podem levar à cura, apenas temos que ir encontrando o nosso equilíbrio. Algo muito interessante é saber que o nosso cérebro se divide em duas partes: a cognitiva (linguagem) – e a emocional (ritmo cardíaco, tensão arterial, apetite, sono, libido e sistema imunológico). Com base nestas duas partes do cérebro, David Servan-Schreiber partilha connosco sete passos que nos permitem combater o stress e manter o nosso corpo num equilíbrio emocional.
No entanto, esperava dicas um pouco mais práticas, no entanto, achei bastante interessante os conhecimentos que transmitiu.

Em jeito de dica, deixo-vos algumas dicas do livro:
1. Coerência cardíaca - Uma forma de o conseguir é duas respirações lentas e profundas, e fazendo a expiração até ao final, fazemos uma pausa de alguns segundos e deixamos que a inspiração surja naturalmente. Depois, devemos imaginar que esta respiração lenta é realizada pelo coração e por fim, a concentração deve ser dirigida à sensação de calor ou de expansão no peito, ao mesmo tempo que nos devemos recordar de uma sensação agradável.
2. Integração neuroemocional pelos movimentos oculares - É uma espécie de hipnose que é estimulada através do movimento rítmico dos olhos, idêntica aos movimentos que os nosso olhos fazem quando sonhamos, sendo muito útil para eliminar traumas. Esta teoria é conhecida como EMDR (Eye Movement Desensitization Reprocessing), e estimula a actividade do sistema parassimpático.
3. Contacto com o sol - O sol tem efeitos bastante positivos no nosso corpo. Até o próprio acordar deveria ser gradual consoante a luz do dia e não com o despertador. Achei interessante haver uma luz que se coloca no candeeiro que simula o amanhecer e o efeito positivo que trouxe ao paciente.
4. Acupuntura - Ao ler este capitulo perguntei-me a mim própria se as dores que tenho sentido nas costas, se serão ou não sintoma de stress. E fiquei tentada a experimentar esta técnica =)
5. Exercício físico regular - Uma actividade de no mínimo 20 minutos, três vezes por semana, é benéfica quer física quer psicologicamente.
6. Alimentação rica em ómega-3 - Deveríamos comer mais peixe, nomeadamente peixes atum, salmão, crustáceos e legumes verdes.
7. Contacto afectivo - Todos nós necessitamos de boas relações afectivas, sejam com pais, irmãos, amigos, namorado, marido, ou até mesmo com um animal.
8. Saber escutar - É importante sabermos escutar os outros e não apenas ouvir, e numa conversas de 15 minutos conseguimos que os outros se sintam mais "leves".
9. Relação com os outros - E podermos "oferecer" algo à sociedade onde estamos inseridos, de forma a combatermos a solidão.

domingo, 14 de março de 2010

O Cego de Sevilha - Robert Wilson


É semana santa em Sevilha. Um empresário de renome é encontrado atado, amordaçado e morto em frente da sua televisão. As feridas auto-infligidas deixam perceber a luta que travou para evitar o horror das imagens que foi forçado a ver.
Quando confrontado com esta macabra cena, o habitualmente desapaixonado detective de homicídios Javier Falcón sente um medo inexplicável.
Cheio de história, tensão e intriga, "O Cego de Sevilha" é um romance intenso que prenderá o leitor até à última página. Um dos mais evocativos, absorventes e inteligentes thrillers psicológicos de sempre.
_________________________________________________________________

Apesar de habitualmente não ler este género de livro, tive curiosidade em lê-lo, por ter sido recomendado por um amigo. No entanto, achei um livro muito parado, em que a acção se vai desenrolando muito devagar, apesar de ir intercalando a história principal com excertos dos diários do pai do personagem principal. O livro está bem escrito, com uma boa dose de suspense, mas a acção pouco se desenvolve e apenas a poucas folhas do fim, conseguimos ir juntando as peças para resolver o quebra-cabeças dos crimes.
Não desgostei, mas esperava um livro com uma acção mais "mexida" e em que fosse possível, ao longo do livro, irmos descobrindo pistas para descobrirmos quem é o assassino.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Orgulho e Preconceito - Jane Austen



Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de uma família da classe média rural, conhece Fitzwilliam Darcy, membro da alta sociedade mas de um orgulho desmesurado. As tensões aparecem rapidamente, alternando sensivelmente o idílico e pacífico mundo rural inglês, que se revela como uma sociedade rígida, em que abundam os preconceitos e na qual nem tudo é aquilo que parece. Neste romance de formação, os protagonistas devem madurar e aprender dos seus erros para poderem encarar o futuro, separando o orgulho da classe de Darcy e os preconceitos de Elizabeth.
___________________________________________________________

ste foi o primeiro livro que li de Jane Austen e adorei. Não conhecia a história, pois apesar das várias adaptações que já foram feitas, nunca vi nenhuma. É sem dúvida um clássico que todos deveriam ler.
Adorei a forma como é escrito, como nos são apresentadas as personagens, as tradições da época. Foca a diferença de classes, mostrando-nos os preconceitos que existiam, como também a forma orgulhosa que algumas personagens demonstram ter - ou não se chamassem o livro "Orgulho e Preconceito".
Mas vamos a um breve resumo da história. O casal Bennet tem 5 filhas, mas todas elas diferentes, sendo que as duas mais velhas - Jane e Elizabeth - herdaram do pai a sua sensatez, enquanto as restantes têm uma personalidade mais fútil, carácter mais explorado na Lydia. A par desta família temos mais uma série de personagens, nomeadamente de uma classe mais rica, como Mr Bingley e Mr Darcy.
O romance passa-nos ainda a ideia que muitas vezes as aparências iludem e que nos podemos enganar nas primeiras impressões a respeito de alguém.
Será um livro a reler e fiquei com muita curiosidade a respeito de outros livros da autora, já para não falar de quer ver algumas das adaptações que foram feitas.
Um conselho, se não leram o livro ainda… deitem mãos à obra =)

sábado, 6 de março de 2010

O Talentoso Mr Ripley - Patricia Highsmith


Tom Ripley, um jovem desempregado que se dedica a pequenas burlas, é contactado pelo pai de um velho conhecido, que lhe oferece uma viagem a Itália com todas as despesas pagas para tentar convencer o seu filho Dickie a voltar para casa e encarregar-se da empresa familiar. Na Itália, Tom afeiçoa-se a Dickie e conhece uma existência despreocupada e luxuosa a que nunca tinha tido possibilidade de aceder. Quando Dickie começa a suspeitar das boas intenções do seu novo amigo, Tom fica desesperado, chegando a extremos impensáveis para poder manter o acesso àquele estilo de vida.
________________________________________________________________

Apesar de não ter recursos financeiros Tom Ripley ambiciona viver uma vida despreocupada e desafogada. É então contactado pelo pai de um conhecido, com o objectivo de ir a Itália e convencer o filho - Dickie - a voltar para casa.
No entanto, Tom adapta-se muito facilmente ao tipo de vida de Dickie e que se recusa a deixar.
Adorei a escrita e a forma como a personagem de Tom se transforma , como fabrica as mentiras, e como se consegue "safar" das situações.
Sei também que a autora escreveu vários livros sobre a mesma personagem, e fiquei com vontade de, no futuro, ler os restantes livros, pois tenho curiosidade em saber como qual é a evolução de Tom Ripley.

quinta-feira, 4 de março de 2010

As Cidades Invisíveis - Italo Calvino

Marco Polo fala a Kublai Kan das cidades do Ocidente, maravilhando o imperador mongol com as suas descrições. Estas cidades, no entanto, existem apenas na imaginação do mercador veneziano: a sua vida encontra-se apenas destro das suas palavras, uma narrativa capaz de criar mundos, mas que não tem forças para destruir «o inferno dos vivos».

Este livro tem o lirismo dos livros de poemas, poemas que por vezes descrevem cidades e outras vezes a forma de pensar e de ser dos seus habitantes. Invertendo os papéis do Livro das Maravilhas, através do qual Marco Polo revelou o Oriente ao mundo ocidental, Calvino arquitectou o livro que o estabeleceria como uma das referências incontornáveis da literatura pós-moderna
_______________________________________________________________

O veneziano Marco Polo descreve a Kublai Khan, imperador mongol, as várias cidades do ocidente.
Marco Polo descreve então 55 cidades, agrupadas por vários temas: Olhos, Subtis, Memória, Sinais, Desejo, Olhos, Mortos, Trocas, Ocultas, Céu, Contínuas.
Cada uma destas cidades é descrita de forma simples, surreal, e sempre com nome de mulher (Isaura, Diomira, Isidora, Dorotéia, etc.).
Não posso dizer que gostei do livro, também é certo que não o desgostei, mas como tanta opinião positiva que tinha lido, julgava que era bem melhor. O facto de não haver uma linha condutora da história, mas sim como se os diálogos entre Polo e Khan, e as próprias descrições das cidades fossem "despejadas" no livro. E achei também que algumas descrições eram muito idênticas com outras anteriormente já descritas.
Talvez tenha partido para a leitura com as expectativas muito elevadas, se a altura para o ler não foi a ideal, se no fim de contas não faz mesmo o meu género de leitura… no entanto, tenciono voltar a relê-lo (daqui a um ano ou dois) para o tira-teimas.

E vocês, já o leram? O que acharam?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Onde vamos parar?

Ontem estava eu a ver o "Nós por cá", quando um dos temas era o facto de numa escola, uma turma de alunos do 5ºano, não terem aulas de uma determinada disciplina (não me recordo qual), e os pais se mostrarem descontentes.
Até aqui nada de especial, e já sabemos que esta situação é algo recorrente nas escolas deste país, até quando eu andava a estudar (já lá vãos uns aninhos jeitosos) chegou-me a acontecer.
Mas o que me fez "comichão" foi os pais virem dizer que o último professor se tinha embora depois de ter dito que a turma eram muito indisciplinados e mal-comportados, e esta mãe completamente indignada pelo professor ter dito aos alunos! o.O Mas vamos lá ver… esta gente acha que os filhos são uns verdadeiros anjinhos, mas a verdade é que eles nas suas costas são pior que o diabo (e falo pelo contacto próximo que tive com crianças, neste caso, da primária). Actualmente assistimos a crianças que fazem gato e sapato dos pais, ofendem-nas, e os paizinhos ainda acreditam que os filhos são uns verdadeiros anjos?! É como as criancinhas almoçarem nas cantinas da escola, não "gostarem" da comida, ligarem para os papás (sim, crianças com menos de 10 anos já têm telemóvel), e depois as mamãs e os papás falam com as educadoras para não obrigarem as criancinhas a comerem!
Mas afinal de contas vivemos em que planeta? Que é feito dos pais que não fazem as vontades todas aos filhos, mas que os ensinam a viver e a respeitar os outros? Os pais de hoje em dia "andam" ao mando dos filhos e chegam ao ponto de irem ofender os professores… no meu tempo, os pais iam à escola para dizerem aos professores que se o filho se portasse mal para o castigar (ou mesmo dar-lhe umas reguadas), apanhámos uns açoitezinhos de vez em quando, mas não nos fez de nós uns coitadinhos, mas sim (grande maioria) pessoas responsáveis.
Mas o que assistimos agora? Os pais não podem dar uma palmada ao filho que se porta mal, mas os filhos podem bater nos pais?!
Atenção, não estou a defender os maus tratos, mas sim aquela palmada terapêutica que nos fez tanto bem.

Acho triste a suposta evolução que vamos assistindo.

A Praia do Destino - Anita Shreve



A arrebatadora história de um amor impossível. Uma meditação sobre o erotismo feminino e os preconceitos sociais.

Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de Bóston - uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…
__________________________________________

Um romance passado na Nova Inglaterra, no final do século XIX e início do século XX, em que a autora foca quer a classe mais rica, como também a classe dos franco-americanos que trabalham nas industrias têxteis.
Como história principal, acompanhamos Olympia Biddeford, de 15 anos, que se apaixona por um amigo do seu pai, que tem 41 anos, á casado e pai de quatro filhos. Não posso dizer que esteja de acordo com o que Olympia e John fizeram, pois se há algo que não suporto é a traição, mas talvez naquela época fosse mais fácil tentar manter uma relação às escondidas, pois Olympia é muito mais nova do que John, e também não sei até que ponto, neste época fosse fácil as pessoas aceitarem uma separação.
Mas continuando com a história… Nesta primeira parte, acompanhamos como Olympia e John se conhecessem, como iniciam um relacionamento e como são abruptamente descobertos.
Nas partes seguintes, acompanhamos as consequências na vida de Olympia e a forma como esta tenta refazer a sua vida.
Não me vou alongar nos desenvolvimentos para não estragar a surpresa do livro. É uma leitura agradável, escrito de forma simples, num período muito conservador e preconceituoso, em que mistura amor e coragem.

terça-feira, 2 de março de 2010

O Monte dos Vendavais



Assim que soube que a Tinkerbell estava a organizar uma leitura conjunta do Monte dos Vendavais no seu blog, nem hesitei em inscrever-me, pois queria muito ler o livro e foi um "incentivo" para passar à frente de todos os outros que tenho à espera *assobio*

É sem dúvida um clássico e um grande livro.
As personagens são bem construídas, com dilemas e crises bem reais, em que cada acto tem consequências, quer nos seus próprios destinos, quer no dos outros, sendo bem explorada a natureza humana, quer o lado bom, como também o lado mais negro de cada um. Outro ponto bem conseguido, é o clima que rodeia as personagens - vingança.
Heathcliff é movido pela vontade de se vingar por todos os maus tratos e humilhações que sofreu em jovem, e quando regressa rico, faz literalmente a vida de Hindley, Catherine, Edgar e Isabella num inferno, sem se compadecer nem sequer por amor. No entanto, será que tanto mal causado aos Earnshaw e aos Linton o tornaram num homem mais feliz? Na minha opinião, não, pois continua a ser um homem amargurado, em que só voltando atrás no tempo, e alterar o passado, poderia ter de alguma forma uma alteração positiva do seu carácter.
O facto de a história das personagens principais ser contada pela governanta foi outra boa escolha, pois apesar de ser uma personagem secundária, relaciona-se muito bem com todas as outras personagens, e o facto de ser "A" história dentro de outra história, tornam a leitura muito agradável.
O livro acompanha também duas gerações - o crescimento de Hindley, Catherine e Heathcliff - e os seus filhos - Haredon, Cathy e Linton, o que foi uma excelente forma de verificar quais as consequências das acções dos pais, teve na vida dos filhos, e que características pessoais são predominantes.

É um livro que representa os medos da nossa vida e como qualquer acto nosso tem impacto quer na nossa vida, quer na vida de terceiros, e em como o amor pode provocar loucura e até mesmo morte.
Uma excelente leitura, em que o que posso acrescentar mais: Leiam!