Durante vinte anos Eszter viveu uma existência cinzenta e monótona, fechada sobre si própria, esperando a morte e sonhando com o retorno de um amor impossível. Até ao dia em que, inesperadamente, recebe um telegrama de Lajos, o único homem que amou e graças ao qual encontrou, por um breve período, sentido para a sua vida. Grande sedutor e canalha sem escrúpulos, Lajos não só traiu Eszter como destruiu a sua família, tirando-lhe tudo o que possuía. Agora, depois de uma ausência prolongada regressa, e Eszter prepara-se para o receber comovida e perturbada por sentimentos contraditórios.
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Este livro pequeno está carregado de sentimentos. A história é-nos relatada por Eszter, que após receber uma carta de Lajos, nos vai contado um pouco da sua vida.
Lajos é o único homem que Eszter amou, no entanto, este acabou por casar com a sua irmã e que consegue enganar todos de modo a conseguir atingir os seus planos.
Ao longo do livro vamos sendo confrontados com os actos de Lajos, e com todo o "mal" que causou, quer a Eszter e a todos os outros.
No entanto, apesar de tudo Eszter continua a amar Lajos, e que a sua vida trás "alguma na manga". Vamos tentando "dar força" a Eszter, para que não seja novamente enganada por Lajos, mas não nos podemos esquecer que o amor não nos deixa ser racionais.
Apesar de a história em si não me ter cativado, gostei da escrita, simples, fluida, com uma carga sentimental forte (não no sentindo de ser lamechas). Gostaria de ler mais do autor.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos

Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra.
Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.
E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica?
Este é o novo romance de um autor que já habituou os seus muitos leitores a aliar o prazer lúdico da leitura ao enriquecimento proporcionado pela relevância dos temas tratados e pela investigação rigorosa que os fundamenta. Depois de tratar a crise energética e os últimos avanços da ciência numa mistura extremamente hábil e subtil de ficção e realidade, José Rodrigues dos Santos traz-nos mais um tema escaldante da actualidade!
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Achei um óptimo regresso da personagem do Tomás Noronha, pois tirando o "Codex 632", que para mim foi o melhor até agora, os outros dois, achei-os mais fraquinhos.
Desta vez, além Tomás, acompanhamos a vida de Ahmed. Achei esta inovação do enredo, muito interessante, pois ao intercalar capítulos de Tomás e Ahmed, permite com o leitor não se sinta maçado com tanto "Tomás".
Explora muito bem o Islão e a forma de vida dos muçulmanos, que seguem à risca o Alcorão e vivem de acordo com as regras de Alá, bem como a vida nos campos de treinos afegãos.
A par do fundamentalismo islâmico presente no livro, temos também informação sobre bombas atómicas e a facilidade de se fabricar uma bomba deste tipo e de encontrar os materiais. Estas duas conjunções fazem com que um ataque nuclear seja um perigo bastante real.
Gostei do livro, não tanto como o "Codex 632" (talvez por gostar mais de história), mas achei um bom livro, com um enredo e com personagens bastante interessantes, como é o caso de Ahmed, e também mais maduras, no caso de Tomás.
domingo, 23 de maio de 2010
Terra de Neve - Yasunari Kawabata

Shimamura viaja de comboio para um balneário das regiões montanhosas do norte do Japão. Fica cativado por uma voz feminina que ressoa no comboio. A nulher, Yoko, acompanha um homem, Yukio, filho de uma professora de música que vive na vila para onde se dirige Shimamura. Este tem a intenção de se reencontrar ali com uma geisha, Komako, que conheceu numa viagem anterior, quando ela ainda não se dedicava profissionalmente a esses mesteres. Está embelezado com a delicadeza dela, mas resolve ficar unicamente pela amizade, contemplando a possibilidade de futuras visitas. O sugestivo decorrer das estações influirá nestas relações humanas.
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A história passa-se numas termas nas montanhas no norte do João, num local chamado Terra de Neve, e foca-se na relação entre Shimamura, um homem de Tóquio, e Komako, uma jovem gueixa.
Apesar de se pequeno, foi um livro que me custou a ler e que ao fim do segundo dia pensei em pô-lo de lado, mas lá resolvi chegar ao fim. Apesar de alguns detalhes da cultura japonesa, não me cativou, pois achei a escrita algo confusa, visto os sentimentos, decisões e diálogos entre as personagens serem algo contraditórias e estranhas.
Esperava um livro mais na onda do "As memórias de uma gueixa", que li há uns anos e gostei muito, mas este, não me deu o prazer que eu esperava.
Julgo que para algumas pessoas, este poderá ser um bom livro, mas decididamente não faz o meu tipo de leitura.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O Jardim dos Segredos - Kate Morton

Uma criança perdida: em 1913 uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. Uma mulher misteriosa prometera tomar conta dela, mas desapareceu sem deixar rasto.
Um terrível segredo: no seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst.
Uma herança misteriosa: aquando do falecimento de Nell, a neta, Cassandra, depara-se com uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida.
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Nem sei o que dizer sobre o livro… é livro, magnífico, mágico.
A história desenrola-se entre três períodos diferentes, de forma a interligar a vida de Eliza, Nell e Cassandra, e com constantes saltos temporais.
Não julguem que estes saltos temporais criam confusão na história, não, nada disso, funcionam na perfeição e permitem-nos ir acompanhando as histórias através das diferentes perspectivas de cada personagem, até ao mistério final.
Tal como a Canochinha da Estante de Livros, ao ler este livro senti dois sentimentos contraditórios, se por um lado queria avançar na leitura para descobrir o mistério principal, por outro, queria ir lendo devagarinho de forma a "saborear" toda aquela sensação que a escrita nos proporciona.
Simplesmente, adorei o livro e não consigo descrever na totalidade o quanto o livro é belo, portanto, leiam e vejam por vós próprios.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O Décimo Terceiro Conto - Diane Setterfield

Vida Winter passou quase seis décadas a iludir jornalistas e admiradores acerca das suas origens, mantendo oculto o seu passado enigmático, tão enigmático como a sua primeira obra, intitulada Treze Contos de Mudança e Desespero, e que continha apenas doze. Porém, tudo isto pode estar prestes a mudar quando Margaret Lea, biógrafa amadora, recebe uma carta da famosa escritora convidando-a a redigir a sua biografia. Pela primeira vez, Vida Winter vai contar a verdade, a verdade acerca de uma família atormentada por segredos e cicatrizes. Mas poderá Margaret confiar totalmente nela? E terá sido ela eleita depositária das confidências por um motivo inocente? Um romance assombroso, que se tornou um bestseller imediato e que será publicado em mais de trinta línguas
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Fiquei bastante curiosa sobre este livre após ter lido variadíssimas opiniões, em que todas elas elogiavam o livro. Assim, no dia que fui à Hora H resolvi aproveitar e comprei o livro por apenas 10€ e fiz com que o livro saltasse rapidamente para o topo da pilha. Em boa hora o fiz e devo dizer que não me arrependi.
Muito facilmente nos deixamos levar pela história, ou não fosse Margaret uma ávida leitora, como nós. No entanto, Margaret tem dois gostos particulares, adora ler romances antigos e é biógrafa amadora de autores que já não fazem parte do mundo dos vivos. Assim, fica surpreendida quando recebe uma carta de Vida Winter, uma famosa escritora, a convidá-la para escrever a sua história, pois pretende contar a verdade.
Desta forma somos transportados para a história que Vida relata, sobre si e sobre a sua família.
Que segredos esconde Vida? É uma das perguntas que fazemos logo nas primeiras, no entanto temos que ter alguma calma até termos resposta às nossas perguntas, pois Vida conta a sua história com princípio, meio e fim.
É uma história intrigante, cheia de mistérios e fantasmas e o seu final é, nada mais, nada menos, que surpreendente.
Se ainda não leram este livro, façam-no brevemente, pois é maravilhoso.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Feira do Livro - Dia 3

No passado sábado fui novamente à Feira do Livro de Lisboa e combinei encontrar-me por lá com a Canochinha da Estante de Livros.
Estava um solinho que convidava ao passeio, daqui a Feira estar cheia, mas dá sempre para ir espreitando os stands para ver se há "promoções imperdíveis".
Como estava sol e um calorzinho, achei que era uma boa altura para comer um geladinho e a escolha recaiu sobre o Fizz, um gelado que gostava muito e voltou a aparecer =)
Tenho-vos a dizer que sabe exactamente ao mesmo que me lembrava, e foi muito bom voltar a recordar o sabor.
Entretanto fomos para ao pé do stand da Saída de Emergência pois havia um encontro do Fórum Bang, onde também estou registada, mas não posto muito regularmente *blush*
No entanto, conheci malta muito porreira e apesar de serem pouquinhos, gostei de vos conhecer: Cristina Correia, Paula Robalo, Cláudia, Rita, Joana, Safaa e Artur (o único representante masculino =) ).
Estivemos na conversa, houve farturas e até mini-sessão de fotos =) Foi muito giro e espero repetir.
Mais tarde, a Canochinha e eu resolvemos acompanhar a Paula mais um pouco, nas suas compras.
Desta vez, consegui ir à feira e ir de mãos vazias =P
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Meme de Hábitos de Leitura
Vi o post da Canochinha, na Estante de Livros e como achei uma excelente ideia , resolvi partilhas também os meus hábitos =P
Petiscas enquanto lês? Se sim, qual é o teu petisco favorito?
Sim, bolachas, chocolates, gelados, suspirinhos… enfim, se tenho fome, como eheheh chego ao cúmulo, quando não consigo largar o livro e estou sozinha, leio enquanto almoço e janto (isto soa a maluquinha, mas o que é que se pode fazer LOLOL)
Qual é a tua bebida preferida enquanto lês?
Água, chá, leite com chocolate… é conforme a vontade =)
Costumas fazer anotações enquanto lês, ou a ideia de escrever em livros horroriza-te?
Não costumo escrever nos livros, mas houve uma altura na minha adolescência que sublinhava a lápis, enquanto lia, as passagens que mais gostava. Mas agora já não sou capaz de fazer isso.
Como é que marcas o local onde ficaste na leitura? Um marcador de livros? Dobras o canto da página? Deixas o livro aberto?
Uso sempre um marcador de livros. Ou um de madeira que a minha irmã me fez ou um de cartão que a minha mãe me ofereceu e que diz "Eu adoro este livro".
Ficção, não-ficção, ou ambos?
A grande maioria do que leio é ficção, mas de vez em quando (muito raramente, mea culpa) também leio não-ficção.
És do tipo de pessoa que lê até ao final do capítulo, ou páras em qualquer sítio?
Sempre que possível gosto de ler até ao fim do capítulo ou pelo menos até às divisões internas de cada capítulo. No entanto, há livros que têm capítulos/divisões muito extensas e aí não é possível ler até ao fim.
És leitor para atirar um livro para o outro lado da sala ou para o chão quando o autor te irrita?
Atirar o livro par ao chão nunca me aconteceu, mas se a leitura não me prende, acabo por o pôr de lado.
Se te deparares com uma palavra desconhecida, páras e vais procurar o seu significado?
Não, normalmente tento tirar o seu sentido consoante o contecto onde está inserida. Mas já me aconteceu ser uma palavra que aparece muitas vezes e aí fui procurar no dicionário ;-)
O que é que estás a ler actualmente?
O Décimo Terceiro Conto de Diane Setterfield .
Qual foi o último livro que compraste?No último dia que fui à feira do livro comprei 10, sendo que no último stand onde me "desgracei", comprei "O Presságio de Fogo" de Marion Zimmer Bradley e "A Cidade Perdida" de James Rollins.
Lês só um livro de cada vez, ou consegues ler mais que um ao mesmo tempo?
Só costumo ler um livro de cada vez. Apesar de já ter andando a ler dois ao mesmo tempo, não me consegui organizar lá muito tempo, pois lia mais um do que o outro.
Tens um lugar/altura do dia preferido para ler?
Leio sempre que tenho vontade e claro que possa.
Por hábito leio à noite, depois de almoçar e até entrar novamente ao trabalho… e, como já disse na primeira pergunta, também chego a ler enquanto almoço e janto.
Preferes livros incluídos em séries ou independentes?
Gosto dos dois. Existem série e livros únicos que amo.
Existe algum livro ou autor específico que estejas sempre a recomendar?
Sim.
- Fantasia: Trilogia Sevenwaters de Juliet Marillier
- Romance Histórico: os livros da Philippa Gregory
- Romance: Rebecca de Daphne du Maurier e A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón
Como é que organizas os teus livros?Da última vez que organizei as estantes, arrumei-os por autor, mas entretanto como já comprei muitos mais, vou arrumando onde tenho espaço nas estantes =P
Petiscas enquanto lês? Se sim, qual é o teu petisco favorito?
Sim, bolachas, chocolates, gelados, suspirinhos… enfim, se tenho fome, como eheheh chego ao cúmulo, quando não consigo largar o livro e estou sozinha, leio enquanto almoço e janto (isto soa a maluquinha, mas o que é que se pode fazer LOLOL)
Qual é a tua bebida preferida enquanto lês?
Água, chá, leite com chocolate… é conforme a vontade =)
Costumas fazer anotações enquanto lês, ou a ideia de escrever em livros horroriza-te?
Não costumo escrever nos livros, mas houve uma altura na minha adolescência que sublinhava a lápis, enquanto lia, as passagens que mais gostava. Mas agora já não sou capaz de fazer isso.
Como é que marcas o local onde ficaste na leitura? Um marcador de livros? Dobras o canto da página? Deixas o livro aberto?
Uso sempre um marcador de livros. Ou um de madeira que a minha irmã me fez ou um de cartão que a minha mãe me ofereceu e que diz "Eu adoro este livro".
Ficção, não-ficção, ou ambos?
A grande maioria do que leio é ficção, mas de vez em quando (muito raramente, mea culpa) também leio não-ficção.
És do tipo de pessoa que lê até ao final do capítulo, ou páras em qualquer sítio?
Sempre que possível gosto de ler até ao fim do capítulo ou pelo menos até às divisões internas de cada capítulo. No entanto, há livros que têm capítulos/divisões muito extensas e aí não é possível ler até ao fim.
És leitor para atirar um livro para o outro lado da sala ou para o chão quando o autor te irrita?
Atirar o livro par ao chão nunca me aconteceu, mas se a leitura não me prende, acabo por o pôr de lado.
Se te deparares com uma palavra desconhecida, páras e vais procurar o seu significado?
Não, normalmente tento tirar o seu sentido consoante o contecto onde está inserida. Mas já me aconteceu ser uma palavra que aparece muitas vezes e aí fui procurar no dicionário ;-)
O que é que estás a ler actualmente?
O Décimo Terceiro Conto de Diane Setterfield .
Qual foi o último livro que compraste?No último dia que fui à feira do livro comprei 10, sendo que no último stand onde me "desgracei", comprei "O Presságio de Fogo" de Marion Zimmer Bradley e "A Cidade Perdida" de James Rollins.
Lês só um livro de cada vez, ou consegues ler mais que um ao mesmo tempo?
Só costumo ler um livro de cada vez. Apesar de já ter andando a ler dois ao mesmo tempo, não me consegui organizar lá muito tempo, pois lia mais um do que o outro.
Tens um lugar/altura do dia preferido para ler?
Leio sempre que tenho vontade e claro que possa.
Por hábito leio à noite, depois de almoçar e até entrar novamente ao trabalho… e, como já disse na primeira pergunta, também chego a ler enquanto almoço e janto.
Preferes livros incluídos em séries ou independentes?
Gosto dos dois. Existem série e livros únicos que amo.
Existe algum livro ou autor específico que estejas sempre a recomendar?
Sim.
- Fantasia: Trilogia Sevenwaters de Juliet Marillier
- Romance Histórico: os livros da Philippa Gregory
- Romance: Rebecca de Daphne du Maurier e A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón
Como é que organizas os teus livros?Da última vez que organizei as estantes, arrumei-os por autor, mas entretanto como já comprei muitos mais, vou arrumando onde tenho espaço nas estantes =P
A Sacerdotisa dos Penhascos - Sandra Carvalho

Os Guardiães das Lágrimas do Sol e da Lua vivem finalmente em plena união. Dos seus amores nasceram Halvard e Kelda, os gémeos sobre quem pairam profecias grandiosas e temíveis. Halvard está nas mãos de Sigarr, o Mestre da Arte Obscura, que espera treiná-lo para ser o Guardião do Conhecimento Absoluto, e usar o imenso poder deste em seu proveito.
Kelda, no topo da mais alta fraga da Ilha dos Penhascos, entrega o seu corpo dorido e espírito destroçado à violência da tempestade, enquanto as palavras da sua melhor amiga Oriana qual maldição : «Hás-de acabar sozinha e devorada pelo mal como o teu irmão!»
Como poderá lutar contra as forças negras do destino, se todos aqueles que ama lhe viram as costas? Será capaz de provar que os pais estavam enganados acerca da sua índole perversa? E resgatar Halvard do jugo dos Feiticeiros, cumprir os desígnios da Pedra do Tempo e salvar a sua própria alma? Ou está condenada a ceder ao apelo da Arte Obscura que pulsa no seu sangue e tomba ao abismo?
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Kelda é filha dos Guardiões da Lágrima do Sol e da Lua, que após o rapto do seu irmão gémeo Halvard por Sigarr, é enviado para a Ilha dos Penhascos. No entanto Kelda é vista como irresponsável, temperamental e rebelde, em que como não demonstra o seu poder, sente-se um pouco excluída.
No entanto, o poder de Kelda é muito superior ao que todos os outros julgavam e esta tem que aprender a lidar com ele.
Foi um livro que me prendeu do início ao fim, e em que relembrei muitas vezes Catelyn, pois nos livros em que Edwina foi a principal personagem, nunca me senti tão cativada como com Catelyn, no entanto, a personagem de Kelda conseguiu esse proximidade.
Um livro bastante importante na saga, onde para além de conhecermos novas personagens que sem dúvida serão muito importantes no desfecho, desconfio que para além de Kelda, teremos Lysander, Thorson e Erebus como pontos focais, também nos são apresentados outra face da personalidade de personagens, que nos surpreendem, como é o caso de Trygve.
O livro tem também uma forte carga emocional, mas que me agradou bastante e que faz ficar muito curiosa em relação ao último volume. E também nos permite rever personagens que julgávamos não voltar a ver, e este aspecto foi uma agradável surpresa. Qual o futuro de algumas personagens? Acredito que um determinado casalinho fique junto ;-)
A minha única crítica menos boa é o facto de não existir uma árvore genealógica nos livros, incluindo as personagens deste novo volume, pois houve uma ou outra altura que fiquei baralhada.
Para quem acompanha a saga este é um volume a não perder, cheio de emoções e com um final que nos faz ansiar por termos o último volume nas nossas mãos, para o "devorar".
terça-feira, 11 de maio de 2010
Uma vergonha
A caminho do trabalho, ouvi no rádio que o governo se preparava para tentar aumentar o IVA, cobrar um imposto sobre o nosso subsidio de natal. Quando andei a ler as notícias online, até ia espumando da boca quando li esta notícia WTF????
Então o Papa vem a Portugal e esta visita, custa-nos, nada mais nada menos que 37 milhões de euros por dia. Sim, dia!! E depois querem aumentar o IVA e tirarmos parte do nosso subsídio??? Mas estão a gozar connosco???
Porque não aproveitar o dinheiro que se gasta com o Papa para ajudar no controlo do défice? Isso sim era uma óptima ideia.
Para melhorar, o Estado ainda deu tolerância de ponto aos funcionários públicos. Claro, eles são super produtivos, aliás, basta entrar, por exemplo, uma repartição de finanças ou da segurança social para ver que são muitos trabalhadores, já para não dizer que são sempre super simpáticos (claro que há excepções, mas essas contam-se pelos dedos). Bem gostava de saber quantos são aqueles que vão gozar a tolerância, para efectivamente ver o Papa, pois acredito que haja muito "boa gente" que não vá lá pôr os pés, mas que também não vá trabalhar.
Já para não falar, nos condicionamentos do trânsito, nas perturbações na Linha do Metro… para quê??? O tipo não é um homem como os outros?? Porquê tanta m****???
E sai outra ideia desta cabecinha brilhante… porque não cobrar os impostos aos funcionários que vão usufruir a tolerância de ponto para ver o Papa? Já que são tão católicos, também irão gostar de contribuir para a melhoria do défice.
Num post anterior já tinha falado nos reformados políticos e gestores públicos que receber bateladas de dinheiro e reformas a duplicar, triplicar e por aí fora. Então, porque não, colocar estas alminhas a ganharem ordenados com apenas três digitos? Eu também gostava de ter um ordenado (ou dois) com 4 digitos, mas infelizmente, faço parte da grande maioria com 3 digitos… mas não, estes senhores ganham bem, falam em sacrifícios, mas quem se lixa é o português que ganha pouco… esse sim, é que tem que "apertar o cinto", enquanto os outros se enchem.
Isto é vergonhoso, revolta-me e fico danada!!!
Então o Papa vem a Portugal e esta visita, custa-nos, nada mais nada menos que 37 milhões de euros por dia. Sim, dia!! E depois querem aumentar o IVA e tirarmos parte do nosso subsídio??? Mas estão a gozar connosco???
Porque não aproveitar o dinheiro que se gasta com o Papa para ajudar no controlo do défice? Isso sim era uma óptima ideia.
Para melhorar, o Estado ainda deu tolerância de ponto aos funcionários públicos. Claro, eles são super produtivos, aliás, basta entrar, por exemplo, uma repartição de finanças ou da segurança social para ver que são muitos trabalhadores, já para não dizer que são sempre super simpáticos (claro que há excepções, mas essas contam-se pelos dedos). Bem gostava de saber quantos são aqueles que vão gozar a tolerância, para efectivamente ver o Papa, pois acredito que haja muito "boa gente" que não vá lá pôr os pés, mas que também não vá trabalhar.
Já para não falar, nos condicionamentos do trânsito, nas perturbações na Linha do Metro… para quê??? O tipo não é um homem como os outros?? Porquê tanta m****???
E sai outra ideia desta cabecinha brilhante… porque não cobrar os impostos aos funcionários que vão usufruir a tolerância de ponto para ver o Papa? Já que são tão católicos, também irão gostar de contribuir para a melhoria do défice.
Num post anterior já tinha falado nos reformados políticos e gestores públicos que receber bateladas de dinheiro e reformas a duplicar, triplicar e por aí fora. Então, porque não, colocar estas alminhas a ganharem ordenados com apenas três digitos? Eu também gostava de ter um ordenado (ou dois) com 4 digitos, mas infelizmente, faço parte da grande maioria com 3 digitos… mas não, estes senhores ganham bem, falam em sacrifícios, mas quem se lixa é o português que ganha pouco… esse sim, é que tem que "apertar o cinto", enquanto os outros se enchem.
Isto é vergonhoso, revolta-me e fico danada!!!
O Vestido - Milene Emídio

A história começa, quando Inês, experimenta um vestido salmão, numa feira, numa banca de uma cigana. Mas após vestir o vestido e olhar-se ao espelho, apercebe-se que se transportou no tempo.
Confusa, a jovem vê-se diante da mesma cigana, mas de um jovem que não conhece, chamado Diogo. Rapidamente, a cigana conta a Inês que fez uma regressão e que tem uma missão a cumprir, antes de poder voltar ao seu tempo.
Como será que a jovem se adapta à sua vida passada? Qual será a sua missão?
É um livro muito pequeno, quase como um conto, mas com uma escrita muito agradável e que nos faz devorar as páginas de forma a sabermos mais sobre qual a missão de Inês. A história foca também alguns rituais relacionados com os equinócios e solstícios, bem como alguns poderes de pedras.
O único senão do livro é ser tão pequeno e ficarmos com a sensação de a acção decorrer depressa demais. Eu, pelo menos, gostaria de "ter passado mais tempo" com Inês e Diogo.
Gostei da leitura e quero continuar a acompanhar a evolução da Milene como escritora, pois acho que tem muito potencial.
Quem estiver interessado no e-book pode contactar a Milene: http://www.facebook.com/pages/O-Vestido/113155542028427?ref=ts e em pouco mais de 1 hora podem desfrutar de uma agradável leitura.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
O Graal - Bernand Cornwell

Neste último volume, Thomas continua a tentar encontrar o Graal, sabendo que o sua primo e inimigo Guy Vexille anda também no seu encalço. Mas, após Thomas ter salvo uma herege, é excomungado e passa a ser perseguido, para além do seu primo, pela igreja e pelos seus inimigos.
Mais uma vez, o livro retrata bem neste período, tendo uma escrita bastante agradável e que nos faz ler compulsivamente, para saber o destino que o autor estipulou para as personagens, apesar de toda a descrição "crua" de batalhas e lutas.
Gostei muito da trilogia e recomendo-a para quem goste de romances históricos.
domingo, 9 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Não percebo...
... Como é que tempos de crise se quer construir um Aeroporto de Lisboa e o TGV?
... Como é que se gastam milhões na visita do Papa?
... Porque é que querem que as pessoas mais pobres que recebem pensões de sobrevivência provem que a pensão/subsídio é a única fonte de rendimento e não falam em cortar os montantes elevados que os "reformados" políticos, gestores públicos, deputados, ministros, etc. recebem?
Simplesmente, não percebo :/
... Como é que se gastam milhões na visita do Papa?
... Porque é que querem que as pessoas mais pobres que recebem pensões de sobrevivência provem que a pensão/subsídio é a única fonte de rendimento e não falam em cortar os montantes elevados que os "reformados" políticos, gestores públicos, deputados, ministros, etc. recebem?
Simplesmente, não percebo :/
O Vagabundo - Bernard Cornwell

Neste segundo volume, continuamos a acompanhar Thomas, arqueiro inglês, a tentar cumprir a sua promessa.
Voltamos a rever personagens do primeiro livro, bem como novos personagens, bastante interessantes, como é o caso do escocês Robbie, no entanto temos também algumas surpresas, pelas quais eu não esperava.
Acho que o ponto forte destes livros é a caracterização quase brutal das batalhas, em que parece que estamos no terreno a combater como Thomas. É também um livro muito mais movimentado, ou deverei dizer, viajado, pois Thomas começa o livro no Norte de Inglaterra, junto à fronteira escocesa, viaja até Hookton (a sua terra natal), passando pela Bretanha e Normandia.
Gostei muito e sem dúvida que estou fã do autor. Tenho é pena que esta trilogia esteja prestes a acabar, mas já comprei na Feira do Livro o Stonehenge, que conto ler brevemente (tenho que reestruturar a minha pilha de livros =P . Está também nos meus planos comprar As Crónicas do Senhor da Guerra, mas tendo em conta os 111 livros que o GoodReads diz que tenho por ler *blush*, à partida só comprarei no próximo ano.
No entanto, para quem gosta de romances históricos, aconselho-vos a comprar e ler esta trilogia, em que podem aproveitar a promoção da Happy Hour da Feira do Livro, e comprarem cada volume por apenas 9€… Olhem que vale a pena =)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Feira do Livro - Dia 2

Ontem à noite, graças à simpatia da Blackjewell, que me deu boleia, rumamos à Feira do Livro para irmos à Happy Hour.
Estávamos tão ansiosas, que a minha irmã em casa, ainda me disse que eu parecia uma criança que está prestes a entrar numa loja de doces eheheheh
E devo dizer que a Happy Hour (ou Hora H) é sem dúvida uma perdição e uma tentação) e sai de lá com mais 10 livros =D
A primeira paragem foi na Presença, onde saí de lá com os seguintes livros:
- Os Pilares da Terra: Vol I e II: Ken Follett
- O Décimo Terceiro Conto: Diane Setterfield (vai ser livro do dia no sábado, mas o desconto na Happy Hour é maior *assobio*)
De seguida, a caminho da Leya, parámos na Planeta Editora, pois queria ver se os livros do Cornwell entravam na promoção e acabei por trazer:
- Stonehenge: Bernard Cornwell
- Villette:Charlotte Brontë
- O Feitiço (este estava em saldos a 7€, e como quero experimentar mais livros das irmãs Brontë, achei que era uma boa oportunidade): Charlotte Brontë
Da Leya, acabei por não comprar nada, pois estava uma fila jeitosa e olhando por alto não vi um dos livros que queria, portanto resolvemos seguir para a Europa-América:
- O Silmarillion: Tolkien
- O Hobbit (vai ser o livro do dia na 6ªf, mas à semelhança do livro da Presença, na Happy Hour é melhor para a nossa carteira *assobio*): Tolkien
Depois de eu já ter comentado com a Blackjewell que já não ia comprar mais nada, passamos pelo stand da Difel e eis que não resisto quando vejo o livro do dia:
- A Cidade Perdida (era o livro do dia a 12€ e como tenho os outro 4 livros e adorei, não resisti e já era o último volume na prateleira para venda): James Rollins
- O Presságio de Fogo: Marion Zimmer Bradley (acabei por trazer também este, depois de os vendedores falarem que também podia aproveitar a Hora H e como este livro consta na minha lista há bastante tempo, mas acho sempre tão caro, trouxe-o por apenas 10,5€)
Conclusão, acabei por trazer mais 10 livros para casa, mas os preços eram tão irresistíveis, que quero tentar ir mais uma vez, neste horário, pelo menos para aproveitar alguns da Leya =P
Chegada a casa, a minha mãe quando viu a quantidade de livros, comentou que com tanto livro, este ano não iria certamente comprar mais, mas eu respondi rapidamente que há umas colecções que preciso de acabar eheheheh (o vício é terrível)
No final da feira, devo é ter algumas reclamações por parte da minha carteira LOLOLOL
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Harlequin - Bernard Cornwell

Cornwell transportou os seus talentos de contador de histórias para outro momento grandioso da história de Inglaterra: a Guerra dos Cem Anos, entre a Inglaterra e a França, por todo o século XIV.
É a crónica das aventuras do jovem Thomas de Hookton, um hellequin, nome dado aos arqueiros ingleses que atravessavam o Canal para invadir cidades e campos. Quando a sua aldeia é saqueada, escapa-se à ambição paterna de que fosse padre e torna-se arqueiro do exército do rei Eduardo III. Este e o filho, o Príncipe Negro, dirigem-se a França com uma enorme força de cavaleiros e homens-de-armas conduzida pelos grandes senhores. Porém, são os arqueiros, homens do povo, que decidem o êxito ou o fracasso da invasão.
Thomas, tendo esquecido a sua antiga vida e anteriores promessas, goza a vida de um exército em guerra e, mesmo entre os combatentes, torna-se conhecido pela sua valentia e intrépida habilidade. Apaixona-se por uma viúva bretã do lado inimigo, pertencente a uma classe diferente e a sua paixão transforma-o num fugitivo, perseguido, ao mesmo tempo, por franceses e ingleses.
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Já tinha lido este livro algures em 2003/2004 e lembro-me de ter adorado, no entanto só recentemente é que consegui arranjar os outros dois volumes da trilogia, o que me fez voltar a pegar no primeiro volume para ler a trilogia toda de rajada. Infelizmente, durante a última semana andei cheia de trabalho, o que não me fez ler tão compulsivamente como gostaria.
Thomas de Hookton é um jovem inglês, que vive numa aldeia junto ao mar que é bruscamente invadida pelos franceses, que provocam uma enorme destruição, matando os seus habitantes, incluindo os pais de Thomas. Assim, Thomas decide juntar-se ao exercito inglês, de forma a vingar a morte do seu pai, apesar de o seu passado ser um mistério para Thomas, este acaba por estar ligado à invasão da aldeia.
Assim, vamos acompanhado a vida de Thomas como arqueiro inglês, onde temos descrições de batalhas e de tomadas de cidades, em que o autor não faz questão de suavizar as cenas, mas são escritas quase de forma brutal, mas julgo que seja uma visão mais real dos acontecimentos da altura. Pois, afinal de contas, a Guerra dos Cem Anos não será propriamente suave.
Agora parto já para o segundo volume, para saber mais sobre a demanda de Thomas, pois estou deveras curiosa, devido à última batalha do primeiro livro ;-)
domingo, 2 de maio de 2010
Feira do Livro - Dia 1

Ontem fui o primeiro dia à Feira do Lisboa. No Fórum Estante de Livros , à semelhança do que fizemos o ano passado, combinamos mais um encontro na Feira. E não foi bom, foi óptimo.
Combinámos às 16h, e eu e a Blackjewel fomos um bocadinho mais cedo, porque eu queria ir à Presença comprar o último livro da Sandra Carvalho e ter um autógrafo. Ainda estivemos cerca de 30 minutos na fila, mas acabei por desistir porque estava quase na hora do nosso encontro.
Quanto ao encontro em si, foi excelente. Um grupinho muito fixe, só raparigas - Girl Power eheheh. Foi muito bom rever a Blackjewel, a Canochinha, a White Lady e a Márcia (que ainda nos foi dar um olá) e de conhecer a Cristina, a Tzimbi, a Slayra e a Sophia. Além de podermos associar uma cara ao nick, ainda tivemos uma conversa muito agradável sobre o quê? Livros, claro está =D
Depois ainda andámos em grupo pela feira, que estava com muita gente, algo que a chuva do ano passado tinha afastado, mas que ainda me valeu algumas compras.
Só tenho a dizer uma coisa... venham mais encontros do fórum ;-)
Quanto a livros, trouxe:
1. O Jardim dos Segredos: Kate Morton (que a Canochinha teve a amabilidade de me comprar na passada 6ªfeira, pois estava como um dos livros do dia, thanks =D )
2. A Sacerdotisa dos Penhascos: Sandra Carvalho
3. A conspiração de Papel: David Liss
4. Sangue Asteca: Gary Jennings
5. Amante de Sonho: Sherrilyn Kenyon (Oferta 2=3 da SdE)
6. A Lenda de Sigurd e Gudrún: Tolkien
Como ainda tenciono voltar à feira, as comprinhas ainda irão aumentar *assobio*
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