quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Rubicão: Steven Saylor

Rubicão
Título: Rubicão
Autor: Steven Saylor
Editora: Quetzal Editores
Classificação: 4 Estrelas

Steven Saylor já se tornou num dos meus autores preferidos graças aos livros da série Roma Sub-Rosa, caracterizados por serem policiais-históricos.
Neste livro, Numérico, sobrinho de Pompeu é encontrado morto no jardim de Gordiano, que é forçado a investigar e descobrir o culpado do crime. Paralelamente, há a ameaça da guerra civil entre Pompeu e César, que acaba por servir de pano de fundo à nossa investigação, ou será ao contrário? ;)
Apesar de termos um crime logo no início da história e de irmos acompanhando a investigação de Gordiano, desta vez, ao contrário do que é habitual, não senti o livro como um policial, pois achei que o foco principal do livro era a guerra entre Pompeu e César, e não a investigação de Gordiano. É certo que no final é-nos desvendado o culpado e o porquê, algo que até me surpreendeu, mas realmente o ponto alto do livro é mesmo o clima de tensão e todos os jogos políticos que levaram César ao poder.
Mas não pensem que por este livro se focar mais como histórico, se torna mais maçudo, nada disso, a escrita de Steven Saylor é muito agradável e directa, que me leva a viajar por Roma Antiga.
Apesar de não poder considerar Rubicão como policial, foi, como sempre, uma boa leitura e só tenho pena que, muito provavelmente, terei que dar um "salto temporal" no próximo livro de Saylor que ler, pois o seguinte livro - Desaparecido em Massília - é o único que me falta.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Diário de Anne Frank: Anne Frank


Diário de Anne Frank
Título: Diário de Anne Frank
Autor: Anne Frank
Editora: Livros do Brasil
Classificação: 5 Estrelas

Devem-se ter passado 20 anos desde que li este livro e finalmente reli-o. E 20 anos depois, o Diário de Anne Frank continua a tocar-me e a emocionar-me.
Anne, uma jovem adolescente judia, natural de Frankfurt mas que, com a sua família, se mudou para Amesterdão, para fugir às perseguições nazis. Após a invasão da Holanda, a família Frank decide "mergulhar" numa espécie de "anexo", juntamente com outras quatro pessoas, com o apoio de pessoas corajosas.
Durante pouco mais de dois anos, Anne escreve no seu diário, primeiro ainda antes de "mergulhar" mas a maioria das entradas do seu diário abrangem o período em que viveu escondida. 
É certo que Anne é adolescente, e como tal encontramos algumas entradas um pouco mais "leves", no entanto, tem um dom de escrita mágico e muito perspicaz. 

Sem dúvida um livros que recomendo, sem excepção, a todas as pessoas.



Como complemento li também No Rasto de Anne Frank de Ernst Schnabel

No rasto de Anne Frank
Título: No Rasto de Anne Frank
Autor: Ernst Schnabel
Editora: Livros do Brasil
Classificação: 5 Estrelas

Achei um livro bastante interessante, onde temos relatos de algumas das pessoas que conheceram Anne Frank, desde a sua infância até à sua morte. E ainda com alguns relatos de sobreviventes dos campos de concentração.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

D. Teresa: Isabel Stilwell


D. Teresa
Título: D. Teresa
Autor: Isabel Stilwell
Editora: Manuscrito
Classificação: 4 Estrelas

Este é um romance histórico sobre D. Teresa, filha ilegítima de D. Afonso VI de Leão e Castela e de Ximena Moniz do Bierzo e mãe de D. Afonso Henriques.
Pouco sabia sobre D. Teresa, apenas que tinha sido mãe do nosso primeiro Rei D. Afonso Henriques e que as relações com a sua meia-irmã Urraca não eram as melhores, sendo que com este livro fiquei a conhecer melhor esta mulher.
No entanto, D.Teresa foi mais do que uma mulher ambiciosa que se desentendeu com o filho, mas uma mulher de fibra, que lutou pelos seus objectivos, tendo até sido reconhecida como Rainha pelo Papa Pascoal II (apesar de governar apenas o Condado Portucalense).
Algo que me continua a fazer um pouco de confusão, é a linguagem informal usada pela autora, pois não acredito muito, que nesta época, as personagens, mesmo as que têm um relacionamento mais íntimo se tratassem por tu.
A falta de descrição de personagens secundárias, também foi algo de estranhei. Não temos a presença individual de damas de companhia, cortesãos ou até mesmo criados, retratados com um nome, mas sim quase como uma "sombra" (não sei se me faço entender).
Houve uma personagem que me cativou, Alberto, o escudeiro e posteriormente monge. Mas também Elvira, a irmã de D.Teresa e que gostaria de ter sabido mais sobre ela.
Um livro cheio de intrigas e conflitos que tornam o livro, apesar do seu tamanho, fácil de ler. E que, comparativamente ao D.Maria II achei, que tinha menos cenas "domésticas" e familiares, focando-se um pouco mais na política e nas decisões, o que me agradou mais.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Os Melhores e Piores de 2015

E hoje trago-vos os meus tops de leituras de 2015 que dividi em quatro categorias.

Em primeiro lugar as melhores leituras lusófonas. Escolhi quatro livros de autores nacionais e dois de autoras brasileiras.



Quanto a autores de outras nacionais, era para ter escolhido também seis livros, mas tive que incluir um sétimo... Toda a Mafalda tinha que constar num top =D



Mas porque o ano teve também leituras que não me agradaram de todo. Escolhi cinco livros, em que lhes atribui 1 estrela (ficou a faltar a estrela na imagem...ups).


E para finalizar, tive também leituras, que esperava mais mas só lhes atribui 2 estrelas. As ditas desilusões.



E quais foram as vossas melhores, piores e desilusões literárias de 2015? ;)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2015 em Números

Tal como referi no post referente aos Desafios Literários 2015 li 142 livros e 21 contos. Foi, até ao momento, o ano que mais li. Assim sendo, resolvi trazer-vos umas pequenas estatísticas sobre as minhas leituras.

Vou contar apenas os livros lidos (não contabilizando os contos) e que difere um pouco das "contas" do Goodreads. Mas quem tiver curiosidade em ver tudo o que foi contabilizado pelo site, este ano foi disponibilizado uma aplicação bem fixe. Podem ver os meus livros de 2015 aqui.

Tal como já referi, li 142 livros, totalizando um valor de 44 600 páginas lidas, sendo que foi em Julho, o mês em que mais li (18 livros e 6 157 páginas), ao contrário de Agosto (7 livros e 2 813 páginas).
Dos 142 livros, 109 (77%) foram em formato físico e 33 (23%) em ebooks. 67 (47%) dos livros foram escritos por mulheres e 73 (52%) por homens. Sendo que apenas 4 (3%) livros foram lidos em inglês e é um ponto que quero tentar melhorar em 2016.

Para aumentar clicar em cima da imagem


Foi ainda o ano em que me dediquei um pouco mais às releituras, tendo relido 13 livros. Este número deveu-se em grande parte à Maratona Gelo e Fogo organizada pela Cláudia do blogue A Mulher que Ama Livros, em que participei (e até ganhei o sorteio final), tendo relido os 10 livros da saga de George Martin. E ainda dois livros da Juliet Marilliet, autora que conto voltar a reler em 2016.
Na contagem das releituras não foram contabilizados O Principezinho (por duas vezes) e Orgulho e Preconceito pois foram relidos noutras edições que vieram parar às minhas estantes.

Dos 142 livros lidos, li 36 livros de autores portugueses, número que quero tentar aumentar em 2016.

Quanto à dita "pilha a diminuir" e que todos os anos é um dos objectivos, tinha iniciado 2015 com 106 livros por ler e cheguei ao fim com 92. Apesar de ter reduzido pouco, estou contente por finalmente ter conseguido atingir menos de 100 livros por ler.
Mas mesmo assim, e tendo em conta o número de livros que li, vieram parar às minhas estantes 79 novas aquisições, sendo que 36 foram-me oferecidos (parcerias, família, amigos) e 43 comprados por mim.

Quanto a 2016, já falei um pouco dos desafios aqui, mas tal como é hábito, criei uma página própria aqui, onde irei listar todos os desafios, objectivos e o meu progresso.

Conto ainda, durante esta semana, publicar as minhas melhores e piores leituras de 2015. Mas podem também espreitar o post referente à Retrospectiva Literária 2015 =)