
Título: A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
Autor: Joël Dicker
Editora: Alfaguara
Classificação: 4 Estrelas
Ficha do Goodreads aqui
Este foi daqueles livros que, quando foi editado em Portugal, teve muita divulgação e que me deixou muito curiosa. Felizmente, há uns meses, consegui comprá-lo, numa associação, muito baratinho (melhor ainda, acabou por ser oferta do meu tio).
A acção do livro decorre, essencialmente, em dois tempos, no Verão de 1975 e em 2008.
Marcus Goldman é um jovem escritor que após escrever o seu primeiro livro, que foi um sucesso, sente que não é capaz de escrever e acaba por visitar Harry Quebert, seu amigo e ex-professor e mentor, a Aurora e descobre que, quando Harry tinha 34 anos teve um romance com uma jovem de 15 anos e que desapareceu misteriosamente.
Alguns meses depois, já em Nova Iorque, Marcus recebe um telefonema de Harry que o informa que descobriram o cadáver de Nola, enterrado na sua propriedade. Marcus decide partir para Aurora e investigar para provar a inocência de Harry, acabando por escrever um livro sobre o caso.
Fiquei logo muito interessada na história, com um amor proibido, um mistério por descobrir e por irmos acompanhando, um pouco, o processo de escrita de um escritor. A própria estrutura do livro, com os vários saltos temporais mas que são devidamente identificados, tornam a história mais misteriosa. No entanto, houve alguma repetição de acontecimentos que, quanto a mim, poderiam ter sido evitados.
A escrita é bastante simples e acessível o que tornam a leitura das mais de 600 páginas, muito fluída e rápida. Bem como, a nossa ânsia de descobrir quem matou Nola, levamos a querer "devorar" o livro.
Um aspecto que me agrada num thriller é ser surpreendida, e foi algo que o autor consegui mas... e sim, há um mas, acho que Joël Dicker "abusou" um pouco das voltas e reviravoltas na trama. Pois, começamos a desconfiar que, aquilo que é verdade na página actual, já não será numa página mais à frente.
De qualquer modo, e num livro tão extenso, o autor conseguiu explicar as coisas e não deixou assuntos pendentes.
Foi um livro que li bastante rápido e que me manteve sempre agarrada para saber quem matou Nola mas pecou pela repetição de acontecimentos, como também pela quantidade de voltas e reviravoltas.



