terça-feira, 31 de outubro de 2017

Sou dos Anos 80: Joana Emídio Marques



Sou dos anos 80 : não tenho medo de nada
Título: Sou dos Anos 80: Não tenho Medo de Nada
Autor: Joana Emídio Marques
Editora: Guerra & Paz
Classificação: 5 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Assim que vi a capa do livro, fiquei logo muito curiosa e depois de ler a sinopse, ainda com mais curiosidade fiquei. E porquê? Porque nasci no final de 1981 e adoro recordar e rever coisas que me façam voltar àtras no tempo.

Antes de mais quero falar no aspecto gráfico do livro. A editora Guerra & Paz está de parabéns pois é uma edição lindíssima, desde a capa, às páginas ilustradas como com as fotografias que vão complementando os textos. É logo mais ponto de atracção.

Depois os textos, simples e directos, como se a autora estivesse a falar directamente connosco, ao vivo. Sempre, tal como referi, com fotos a ilustrar o texto.
São várias as "coisas" recordadas no livro, desde brinquedos, desenhos animados, séries de TV, livros, material escolar, etc.

Foi uma bela viagem no tempo, que me fez sorrir tantas vezes por me lembrar de muita coisa e sentir tanta nostalgia. E acredito, que quem nasceu durante nos anos 70 tenha ainda mais recordações ao ler o livro.

O único "defeito" que posso apontar é o tamanha do livro. É muito pequeno e gostava de ter lido sobre mais coisas dos anos 80 e senti falta de de algumas referências como é, por exemplo, o caso do mítico programa Agora Escolha!

Para quem tem saudades dos anos 80, este é um livro a não perder e, estou certa, que farão uma viagem ao passado, sempre com um sorriso nos lábios.


Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Jim O Sortudo: Kingsley Amis


Jim o Sortudo
Título: Jim O Sortudo
Autor: Kingsley Amis
Editora: Biblioteca Sábado
Classificação: 1 Estrela

Ficha do Goodreads aqui

Já não me lembro onde li ou ouvi que este livro era bastante divertido e foi com esse objectivo que iniciei a sua leitura mas, infelizmente, não não foi o que encontrei.
O nosso protagonista é Jim Dixon, um professor universitário de História mas que não se sente realizado, nem com o seu trabalho, nem com a sua vida, e onde vamos acompanhando algumas das suas situações do dia-a-dia.
Uma das minhas dificuldades foi com as personagens. Por algum motivo, não conseguia identificar quem era quem. Lia os nomes mas não conseguia perceber qual a sua relação com Jim e com a história. Um outro aspecto que não me agradou foi a caracterização de Margaret, praticamente como "histérica", extremamente carente e manipuladora de sentimentos.

Acreditam que assim que terminei o livro já não retinha qualquer tipo de informação? Parece que a história "não entrou". E ainda estou para tentar perceber quais são as cenas divertidas.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Divulgação: As Lágrimas de Aquiles


São raras as vezes que faço, aqui no blogue, divulgação de livros mas quando são alguns dos meus autores preferidos, faço-o com todo o gosto.
Desta vez é um pouquinho diferente. 
As palavras da responsável de comunicação tocaram-me bastante, e ainda por cima, aborda a Guerra do Ultramar e esse é um tema que, julgo, não ser muito explorado na literatura.
Sabem o que me veio à cabeça enquanto lia a sinopse?
A música Aquele Inverno dos Resistência.

O livro é As Lágrimas de Aquiles de José Manuel Saraiva.



Só quem viveu a Guerra a pode descrever assim, como um tiro certeiro, que magoa e deixa marca. como nesta obra a meio caminho entre a ficção e a realidade. As Lágrimas de Aquiles, uma obra a meio caminho entre a realidade e a ficção, é um daqueles livros que se vão revelando à medida que passamos as páginas, um romance marcante sobre amores que vencem lutas armadas, tempo e distância, dores, traumas, sofrimento.

A carta de suicídio transcrita nas primeiras páginas deste livro como que prepara o leitor para o que aí vem. A linguagem é crua, sem subterfúgios, dando a cada momento a força certa.

Na intimidade daqueles pequenos espaços que nos resguardavam do perigo éramos todos da mesma condição. Nada nos distinguia. Porque era comum aos oficiais, sargentos e soldados o terror, o medo e a presunção da morte. (pág. 102)

Baseado nas experiências do autor na Guerra do Ultramar, As Lágrimas de Aquiles ficciona não apenas sobre o amor, a saudade ou a guerra mas também sobre as escolhas que determinam a nossa vida.

A Guerra Colonial tinha acabado há mais de 20 anos quando o ex-alferes Nuno Sarmento decide voltar à Guiné, numa busca do seu passado perdido. Nas matas onde viu morrer e foi morrendo, onde se faziam emboscadas e ataques, encontra apenas o desgosto e as lembranças mais dolorosas de uma guerra sem causa clara, em que parece que se perdeu mais do que se ganhou.

Ninguém tem saudades da guerra. Mas não gostaria de morrer sem voltar aqui, onde deixei perdidos dois anos da minha juventude. (…) Acho que devemos voltar sempre aos lugares que um dia foram nossos, mesmo que o tenham sido pelas piores razões. (pág.109)

Apenas um jovem estudante da Universidade de Coimbra quando tinha sido chamado às fileiras, deixara em Portugal a esperança de um futuro melhor e um amor à espera. Ao voltar do Ultramar, o amor já não esperava e ele próprio já não era o mesmo. Só tinha encontrado esquecimento, desilusão e a insistente dúvida sobre se tudo teria valido a pena.

A guerra tinha acabado, era certo; mas, dentro dele, não existiam tréguas.

A guerra é uma barbaridade, seguramente a mais inútil das tragédias, mas é também um acto único. É uma espécie de jogo de sorte e de azar; um jogo em que se está e de repente não se está. Entre a vida e a morte passa um fio de nada, um sopro ligeiro, um assobio breve, ás vezes tão breve como o instante de um beijo secreto à despedida.

Tudo se cumpre no exacto limite dos sentimentos, nas fronteiras precisas do medo e da
coragem. (pág. 123)

Uma Fortuna Perigosa: Ken Follett


Livro livro numa leitura conjunta com Miúda Geek e Neuza Coelho


Uma Fortuna Perigosa
Título: Uma Fortuna Perigosa
Autor: Ken Follett
Classificação: 5 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

A história inicia-se em 1866, num colégio de rapazes de classes mais abastadas e onde um dos estudantes morre afogado na lagoa. No meio desta morte misteriosa, temos outros estudantes: Hugh Pilaster, amigo do jovem e filho de um homem que tem uma fábrica; Edward Pilaster, primo de Hugh e filho de um banqueiro; Micky Miranda, amigo de Edward e natural de Córdova; e Tonio Silva, amigo de Hugh e também ele natural de Córdova. Vamos então acompanhando a vida destas personagens, ao longo dos anos.

Impressionante como Ken Follett conseguiu prender-me à narrativa, logo nas primeiras páginas, com uma morte de um jovem envolta em mistério e com o carácter bem vincado das personagens. E esse, o carácter e a personalidade das várias personagens foi um dos pontos fortes do livro. Temos personagens boas, honestas e extremamente capazes, como é o caso de Hugh e Solly mas, do outro lado da balança, temos Edward, Augusta (mãe de Edward) e Micky. Edward é o típico menino rico, mimado e protegido pela mãe; Augusta é uma mulher ambiciosa, sedenta por subir na sociedade e que quer tudo para o filho; e Micky é um verdadeiro manipulador e que não olha a meios para atingir os seus fins. E deixem-me que vos diga, Micky e Augusta mexeram muito com os meus nervos.
Ken Follett dá-nos uma excelente descrição do sistema bancário, como funcionam os investimentos, como um mau resultado de uma entidade bancária pode afectar a sociedade. Sem dúvida um tema muito actual.
Temos também uma boa visão da estratificação de classes da época, nomeadamente numa cena específica de uma viagem de comboio e piquenique. Mas também de como a troca de favores influenciam a escalada na posição social.
A escrita muito fluída e uma história cheia de intrigas e sacanices fazem com que, apesar do tamanho do livro, seja uma leitura muito rápida.
Em termos de final, acaba por ser dentro do que Ken Follett já nos habituou, adiando até à última, a tranquilidade para os nossos protagonistas e o castigo para os vilões.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O Gato Gaspar - Veterinário



Na publicação de apresentação do Gaspar, contei-vos como ele tem um temperamento mais difícil e que ainda não tinha ido ao veterinário.

Umas semanas antes de o recolher, fui ao meu veterinário habitual com o Stewie e expus a situação do Gaspar, pois a minha ideia era levá-lo no dia da captura, dentro da tal gaiola, para poder ser observado. Mas, nessa altura, o vet sugeriu que o melhor seria deixá-lo estar cerca de 1 semana, para não ficar tão stressado.
As semanas foram passando e como o Gaspar nem me deixava aproximar, não quis forçar a situação.

Uns 2 meses depois, voltei ao vet com o Stewie para as habituais vacinas e para pedir uns comprimidos para as pulgas para o Gaspar. Mas, nessa altura, o vet veio com a conversa que o melhor era colocar comida dentro da transportadora e assim que o Gaspar entrasse, fechar a porta e assim levá-lo para ser castrado.
Eu sei que é importante o Gaspar ser castrado e ser visto pelo vet mas, quer dizer, ele ainda não me deixava aproximar (apesar de já ir comer a ração, quando eu estava na marquise) e eu ia enganá-lo? Não me pareceu correcto e achei que o ia traumatizar ainda mais.
Além disso, este vet, nunca foi muito delicado com o meu Stewie e nessa consulta foi ainda mais bruto. Tanto que o Stewie, que é sempre muito meigo, tentou-o morder.
Nesse dia, decidi que ir mudar de veterinário e felizmente, uns meses antes tinha aberto um novo consultório aqui ao pé.

Em Setembro fui, finalmente, com o Stewie ao novo consultório para a habitual desparasitação. Ok, confesso que já fui "fora do prazo" mas não consigo atinar com as datas das desparatisações, mas o mais importante, as vacinas, não deixo passar. E agora também já tenho um lembrete colado no frigorífico e outro na minha secretária para não me esquecer.
E adorei este novo consultório. A veterinária (Dra Madalena) é super simpática e foi muito gentil com o Stewie. E claro, contei-lhe a história do Gaspar e sugeriu continuar a passar mais tempo com ele, experimentar o Feliway (não, não sou patrocinada) pois é um calmante natural para gatos e como ele está em casa, num ambiente controlado, que devia esperar que ele ficava mais calmo antes de o stressar com uma ida ao veterinário. Esta postura da médica vai ao encontro do que eu penso, pois não quero estar a stressar o Gaspar e voltar atrás no seu comportamento.

Entretanto, por questões pessoais, surgiu a necessidade de o castrar mais rápido do que estava à espera e fui ao consultório falar com a veterinária, a Dra Diana que se encontra a substituir a Dra Madalena.
O Gaspar, em casa, já se encontra mais calmo e até a minha mãe e a irmã já lhe conseguiram fazer festas mas não sabia como ele se iria comportar no consultório. De qualquer modo, acabámos por combinar que levava o Gaspar no dia seguinte para fazer as análises que seriam necessárias antes da castração.

Primeiro, tive que o "enganar" com biscoitinhos para que entrasse na transportadora. Depois, e mesmo com a transportadora tapada, o Gaspar bufava e dava saltos (pois a transportadora abanava). E eis que chegado ao consultório, assim que o destapamos, o rapaz está chateado e bufou e bufou e bufou. E a Dra Diana resolveu que o melhor seria marcar a castração mesmo sem as análises prévias e que no dia da castração teria que dar-lhe primeiro uma espécie de anestesia líquida, para só depois o tirar da transportadora.

E eis que chegámos ao grande dia e devo-vos dizer que, se no dia das análises o Gaspar estava uma fera, no dia da castração estava ainda pior. Parecia que estava a adivinhar que ia ficar sem as suas "bolinhas". Ele miava alto, ele bufava, ele rosnava, ele saltava.
A Dra Diana depois contou-me que o Gaspar até cuspia quando lhe tentou dar o líquido para o anestesiar. No entanto, o Gaspar lá foi castrado.

Fez-se o teste de FIV e FeLV, ambos negativos. Tirou-se sangue para as análises para se perceber se estaria tudo bem com ele, e felizmente está tudo normal. Não tem problemas na boca, nem nos ouvidos, nem nada. É saudável e eu não podia estar mais contente pois sendo que era um gato de rua é muito mas muito bom, ele não ter problemas de saúde =)
Deve ter também cerca de 3 aninhos e, portanto, regula a idade do Stewie, apesar de ser um gato maior e mais gorducho, pois está a pesar 5,5kg.

Agora é esperar para ver se o Gaspar fica ainda mais calmo (foi castrado ontem e ainda é cedo para se perceber) mas vou dando notícias.