
Título: Sonhos que Tecemos
Autor: Kate Alcott
Editora: Edições ASA
Classificação: 3 Estrelas
Ficha do Goodreads aqui
Este era daqueles livros que, apesar de não figurar oficialmente na minhs wishlist, tinha-o há anos debaixo de olho. Sendo que, como estava em promoção e eu ter recebido o meu primeiro ordenado, após vários anos de desemprego, resolvi finalmente comprá-lo.
E porquê este livro me cativava? Porque é um romance histórico e tinha a indicação que era baseado em factos verídicos.
A nossa protagonista é Alice Barrow, uma jovem que decide deixar a quinta onde cresceu e ir para a cidade trabalhar na fiação da família Fiske. Através dela vamos conhecendo a vida na fiação, com todos os perigos associados, mas também as outras mulheres operárias e os seus sonhos de emancipação.
Alice acaba também por chamar a atenção de Samuel, o filho mais velho do dono. Mas será que é amor ou apenas uma forma de contrariar a sua família?
Paralelamente, temos ainda um crime. Uma das trabalhadoras da fiação aparece morte. Suicídio ou crime?
A história é interessante mas acabou por ficar aquém das minhas expectativas pois senti que fazia falta mais desenvolvimento.
Primeiro, a autora poderia ter explorado muito mais a vida na fiação, os perigos e a luta dos trabalhadores. E talvez por já ter lido (e adorado) Norte e Sul de Elizabeth Gaskell, senti que faltava um pouco mais. Afinal de contas, a nossa protagonista é uma operária e seria uma boa forma de nos dar a conhecer mais sobre a vida dura destes trabalhadores. O perigo que as máquinas representavam, as próprias fibras de algodão que se alojavam nos pulmões e que eram fatais, as longas jornadas de trabalho. Sim, os temas estão presentes na narrativa mas de uma forma mais superficial.
Quanto a personagens, Alice a nossa protagonista é uma personagem ficcionada mas Lovey, uma das outras operárias, foi real e foi a sua história que inspirou este livro. E, confesso, achei Lovey mais interessante do que Alice e foi o acontecimento que marcou a história.
Gostei do modo como a autora nos retratou o julgamento. As diferenças como se tratavam homens/mulheres que, infelizmente, ainda é uma realidade.
Pode dizer que gostei da história mas, confesso, que esperava um pouco mais. De qualquer modo, foi uma leitura agradável.



