terça-feira, 31 de março de 2009

A Quinta dos Animais - George Orwell

“À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram na infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocadas à distância, “no tempo em que os animais falavam”, os vícios de todos nós e as suas funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É uma fábula merecida por uma época a nossa época em que são os homens e as mulheres a comportarem-se como animais. O que ocorre no livro não é apenas a conversão dos porcos em homens. Porque Orwell escreveu nas últimas linhas que os animais que trabalhavam na quinta “olhavam dos porcos para os homens, dos homens para os porcos, e novamente dos porcos para os homens: mas era já impossível distingui-los uns dos outros.”.
Se os porcos se haviam tornado humanos, por outro lado nada distinguia os humanos dos porcos, e a fábula de Orwell encerra-se na circularidade deste percurso.
É acerca desta circularidade que cabe refletir.”

Do prefácio
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Adorei! É um livro extraordinário, e a forma como Orwell retrata a sociedade de Estaline e este próprio, utilizando uma quinta de animais e um porco de nome Napoleão, é sem dúvida genial.

Os porcos, lideraram uma revolução contra os humanos que geriam a quinta (o Reis) e assumem o controlo da quinta. No início, trabalham seguindo os ideais de justiça e igualdade, liderados pelo porco Bola-de-Neve. Num segundo momento, Napoleão assume o controlo, expulsando Bola-de-Neve, e começamos a notar que é imposta uma ditadura na quinta, com mortes entre os animais, caso Napoleão se sentisse ameaçado, e em que se nota uma clara divisão de classes, representadas por cada um dos animais da quinta.

Não me vou alongar em mais comentários, pois não quero fazer nenhum spoiler… só posso aconselhar todos a lerem este pequeno mas grande livro =) sendo que esta edição é fantástica, tem um prefácio, uma nota do tradutor e dois apêndices final, muito bons… aconselho sem qualquer dúvida…

Deixo-vos com uma citação bastante curiosa:


“Todos os animais são iguais
Mas alguns são mais iguais
Do que outros”

segunda-feira, 30 de março de 2009

Desafio Roxie / Selinho

A Liliana ofereceu-me estes dois desafios =)



As regras deste desafio são as seguintes:

1ª- Exibir a imagem do selo "Seu blog é ROXIE!"

2ª- Colocar quem te deu o selo nos seus blogs indicados (amigos);
3ª- Escrever 5 coisas que são ROXIE;


A - Sobre música;
B - Televisão e cinema;
C- Três países que sonha em conhecer;
D- Três cores favoritas;
E- Três hobbies.


4ª - Indicar 10 blogs que você ache ROXIE;

5ª - Avise a pessoa que você indicou, deixando um comentário para ela.

Então:


A- Sobre músicas:
- Evanescence
- U2
- Rui Veloso
- Bon Jovi (recordações da adolescência =D)
- Nouvelle Vague

B - Televisão e cinema:
- CSI Las Vegas
- ER Serviço de Urgência
- Mentes Criminosas
- Braveheart
- Piratas das Caraíbas

C- Três países que sonha conhecer:
- Itália
- Grécia
- República Checa (nomeadamente Praga)

D- Três cores favoritas:
- Azul
- Rosa
- Vermelho

E - Três hobbies:
- Ler
- Ver séries =P
- Cozinhar

Deveria passar a 10 pessoas, mas prefiro que quem quiser, que participe ou no seu blog ou nos comentários =D

A Liliana, passou-me tb este selinho:



Regras:- Os contemplados poderão colocar o selo no seu blog- Indicar o link da pessoa que o nomeou- Nomear 7 blogues - Colocar os link dos nomeados no seu blog- Informar os contemplados.

Mais uma vez, quem quiser, esteja à vontade para ficar com selinho para si ;-)

Obrigada Liliana por te lembrares de mim =)

A Outra Rainha - Philippa Gregory


Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, está em prisão domiciliária em casa de Bess de Hardwick, recém-casada com o Conde de Shrewsbury, mas continua a lutar para recuperar o seu reino.
Maria é Rainha da Escócia mas foi forçada a abandonar o seu país e a refugiar-se na Inglaterra, governada pela sua prima Isabel. Nesta época, a Inglaterra é uma país com um protestantismo mal alicerçado, pressionado pelo poder da Espanha, da França e de Roma, e a presença de uma carismática governante católica pode ser perigosa. Cecil, o conselheiro-mor da Rainha Isabel, concebe então um plano para que Maria viva enclausurada com a sua cúmplice, Bess de Hardwick. Bess é uma mulher empreendedora, uma sobrevivente perspicaz, recém-casada com o Conde de Shrewsbury(o seu quarto marido). Mas que casamento resiste aos encantos de Maria? Ou à ameaça de rebelião que a acompanha a todo o momento? No sei cativeiro privilegiado, Maria tem de aguardar pelo regresso à Escócia e pelo reencontro com o filho. Mas esperar não significa nada fazer?
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Mais um livro sobre os Tudor, desta vez como palco central a Rainha Maria da Escócia. Confesso que não sabia praticamente nada sobre esta Rainha, e por isso foi um livro interessante.
Mais uma vez, temos um livro contado a três vozes: Maria, Bess e Jorge (Conde de Shrewsbury), e acompanhamos as suas perspectivas.
Maria, apesar de jovem, é uma mulher inteligente e lutadora, pois ao longo do seu cativeiro, ela esforça-se para alcançar a liberdade, apesar de às vezes, quanto a mim, os seus planos não são os melhores.
Por por lado, temos Bess, uma mulher que nasceu pobre, mas que durante toda a vida lutou para conseguir fazer fortuna.

Gostei do livro, no entanto, talvez devido às coisas que aconteceram durante esta semana, o balanço do livro não é dos melhores... se tivesse que o pontuar, daria um 3, numa escala de 5...

domingo, 29 de março de 2009

Baba de Aranha

Tinha comprado umas calças de ganga há uns meses, mas ainda não tinha resolvido fazer as bainhas... hoje lá me decidi, era para as ter feito "à la pata" mas entretanto, a linha fez nós várias vezes e eu chateei-me =P
Resolvi usar a baba de aranha, que a minha mãe tinha comprado para eu fazer as ditas bainhas. Lá descolei aquilo do papel, pus na bainha...e pimba... ferro quente em cima.
Agora só espero que com as lavagens, aquilo não descole...

E vocês, já usaram? Resultou?

quarta-feira, 25 de março de 2009

A (minha) vida...

Para além de andar numa fase com bastante trabalho, surgiu ontem um problema familiar, que espero que não se complique mais e que passe rápido...
No entanto, estou sem cabeça, para actualizar o blog e continuar as minhas rotinas pelos foruns e afins... no entanto, estarei por aqui e espero voltar rápido...

quarta-feira, 18 de março de 2009

A Herança Bolena - Philippa Gregory


Uma maravilhosa evocação da corte de Henrique VIII e da mulher que destruiu duas das suas rainhas.
Estamos no ano de 1539 e a corte de Henrique VIII teme cada vez mais as mudanças de humor do rei envelhecido e doente. Com apenas um bebé de berço como herdeiro, Henrique tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa da Inglaterra é ganho por Ana de Clèves. Ela tem as suas razoes para aceitar casar-se com um homem com idade para ser seu pai, num país onde tanto a língua como os costumes lhe são estranhos. Apesar de deslumbrada por tudo o que a rodeia, sente que uma armadilha está a ser montada à sua volta. A sua aia Catarina tem a certeza de que conseguirá seguir os passos da prima Ana Bolena até ao trono mas Jane Bolena, cunhada de Ana Bolena, assombrada pelo passado, sabe que o caminho de Ana a levou à Torre e a uma morte como adúltera.
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Mais um livro sobre os Tudor de Philippa Gregory, pois fiquei fascinada com esta família desde que li “Duas Irmãs, Um Rei”.
Este livro é narrado, alternadamente por Jane Bolena, Ana de Clèves e Catarina Howard, com um intervalo de tempo de cerca de 3 anos.
Vamos acompanhando a vida na corte e do temperamento de Henrique VIII com os testemunhos destas três mulheres. Jane e Catarina são movidas pela ambição, sede do poder e bens materiais, no entanto a jovem Catarina, é um pouco naif, pois deixa-se manipular facilmente pelo Duque de Norfolk, seu tio e também de Ana Bolena. Por sua vez, o interesse de Ana, é tentar fugir ao controlo do seu irmão, sendo uma jovem muito bondosa.
No entanto, Henrique sempre foi um jovem mimado, e com a idade, o seu feitio agrava-se, sendo temido por todos e fazendo as suas próprias leis conforme mais lhe agrada. Esta é uma corte cheia de intrigas, pessoas movidas pela ambição e poder.
Como é óbvio, eu já sabia detalhes da história…
Ana, a quarta mulher de Henrique VIII, é afastada, declarando, que o seu casamento é inválido, salvando assim a sua vida.
Catarina, passa de aia a quinta mulher de Henrique, no entanto é acusada de traição e acaba no cepo.
Henrique foi sem dúvida um homem de temer, pois das suas seis esposas, apenas duas lhe sobreviveram…

segunda-feira, 16 de março de 2009

Goodreads & Twitter

Ah pois é, também já aderi ao Twitter e ao Goodreads =P

O Twitter ainda ando a tentar perceber como funciona. No entanto o Goodreads acho bastante prático.
Apesar de ter criado um ficheiro em excel, ando a investir tempo no Goodreads, pois além de prático é giro eheheh e aos poucos e poucos vou alimentando com todos os livros... e acho q ainda vou ter q melhorar os meus dotes fotográficos, pois não sei se vou encontrar todas as capas na net...agora, com muita paciência, hei-de conseguir colocar lá todos =)

E vocês? Estão em algum destes sítios? Gostam? Querem-me adicionar? ;-)

domingo, 15 de março de 2009

Feira do Brinquedo



Ontem de manhã, eu e o meu irmão, partimos rumo ao Porto.
Destino: Feira do Brinquedo no Hotel Tuela.

O motivo? Juntarmo-nos à malta do Mistério Juvenil, trazer os brinquedos que tinha comprado à Carla e ao Alexandre (os Pin y Pon's e algo mais eheheh) e comer uma francesinha =D

A feira é gira, o pessoal é super simpático, o almoço foi demais e a francesinha era deliciosa =)
Ora vejam lá bem, as francesinhas...versão sem ovo e com ovo eheheh



Adorei o "conbibio" e fiquei com bastante vontade de repetir e de preferência com mais tempo... talvez para conhecer melhor a cidade, pois a última vez que fui passear ao Porto foi em 2004.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Sétimo Selo - José Rodrigues dos Santos


Um cientista é assassinado na Antárctida e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rasbicou numa folha e deixou ao lado do cadáver.
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O mistério em torno do número da Besta lança Tomás numa aventura de tirar o fôlego, uma busca que o levará a confrontar-se com o momento mais temido por toda a humanidade.
O apocalipse.
De Portugal à Sibéria, da Antárctida à Austrália, o sétimo selo transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da humanidade.
Baseando-se em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta a este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada uma de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta.
Prepara-se para o choque.

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Achei este livro bem mais interessante do que “A Formula de Deus”.
Neste livro somos confrontados com o problema do aquecimento global e a problemática do uso dos combustíveis fosseis, tais como o carvão e o petróleo.

Quais os impactos que o aquecimento global tem no nosso planeta? Será que o fim da humanidade estará próximo? Será que as reservas de petróleo estarão prestes a atingir o pico? Quais as consequências económicas para o nosso planeta? Será que existe uma energia limpa e fiável?

Estes e outros assuntos são abordados no livro, juntamente com mais um pequeno drama familiar de Tomás, desta vez, é a sua mãe, que apresenta alguns problemas de saúde.
Fazendo uma pequena comparação entre os outros dois livros que li, Codex e Fórmula de Deus, felizmente, e já na Fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos, não se alongou nas descrições sexuais, pois no Codex achei que tinha sido um pouco demais, concentrando-se mais na investigação. No entanto, desta vez, não temos tantos enigmas para desvendar, mas concentra-se mais nos detalhes da investigação, ou seja, temos as respostas às perguntas acima mencionadas.

Um tema bastante interessante e muito actual… leiam e tirem as vossas próprias conclusões =)

domingo, 8 de março de 2009

A Filha da Minha Melhor Amiga - Dorothy Koomson


Kamryn Matika vive despreocupada, mas um postal de aniversário mudará a sua vida para sempre...

Kamryn Matika e Adele Brannon, melhores amigas desde sempre, acreditavam que nada poderia separá-las... Até Adele fazer o impensável e envolver-se com o noivo de Kamryn, Nate.
Dessa relação ilícita nasce uma filha.

Anos mais tarde, Adele está a morrer e implora a Kamryn que adopte a sua filha, Tegan. Com uma carreira fantástica e uma vida social eléctrica, a última coisa de que Kamryn precisa é uma criança de cinco anos para lhe estragar os planos.
Mas, sem ninguém para tomar conta de Tegan e com o falecimento inevitável de Adele, terá ela outra escolha?
Assim se inicia uma difícil viagem que conduzirá Kamryn ao perdão, ao amor, à responsabilidade e, por fim, a um melhor conhecimento de si mesma.

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Li este livro a uma velocidade incrível, comecei na 6ª à noite e no dia seguinte, ao início da noite, já estava terminado.
É um livro muito tocante e comovente, tendo por várias vezes começado a chorar e outras a fazer um esforço para que tal não acontecesse.

Na primeira parte do livro, Kamryn, após receber um postal de aniversário por parte de Adele, vai ter com ela ao hospital, nunca acreditando que Adele está tão doente. No entanto, Adele sofre de leucemia e resta-lhe pouco tempo de vida, e pede a Kamryn que adopte a sua filha Tegan.
No início, Kamryn está reticente, mas depois de ir buscar Tegan a casa do pai de Adele, acaba por concordar ficar com Tegan. Após a morte de Adele, Kamryn vê-se com uma criança nos braços e tem que aprender a lidar com a situação.

O livro toca-nos no coração, devido à sua mensagem sobre o amor e perdão. O amor entre mãe e filha, entre duas melhores amigas, entre um casal e consequentemente, conseguir perdoar.

Adorei o livro!!! =D E agora, quero arranjar o outro livro da autora "Pedaços de Ternura".

Dia Interncional da Mulher


(Imagem retirada de O Leme)

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".
De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
(Retirado daqui)


Fazendo uma pequena pesquisa no Google, encontramos muitas mais referências...

É importante não esquecer a importância do Dia Internacional da Mulher! Portanto, homens, dêem muitos mimos às mulheres da vossas vida, sejam elas as vossas mães, esposas, namoradas, irmãs, filhas, amigas...

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Segredo da Casa de Riverton - Kate Morton


Como sobrevivem os que presenciam a tragédia?

Verão de 1924
Na noite de um glamoroso evento social, um jovem poeta perde a vida junto ao lago de uma grande casa de campo inglesa. Depois desse trágico acontecimento, as suas únicas testemunhas, as irmãs Hannah e Emmeline Hartford, jamais se voltariam a falar.

Inverno de 1999
Grace Bradley, de noventa e oito anos de idade, antiga empregada da casa de Riverton, recebe a visita de uma jovem realizadora que pretende fazer um filme sobre a morte trágica do poeta. Memórias antigas e fantasmas adormecidos, há muito remetidos para o esquecimento, começam a ser reavivados. Um segredo chocante ameaça ser revelado, algo que o tempo parece ter apagado mas que Grace tem bem presente. Passado numa Inglaterra destroçada pela primeira guerra e rendida aos loucos anos 20, O Segredo da Casa de Riverton é um romance misterioso e uma emocionante história de amor.
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As recordações de Grace começam a surgir, quando é contactada por uma jovem realizadora americana, interessada em contar a história da família Hartford e do suicídio do poeta R. S. Hunter. Então, Grace, decide gravar as suas memórias em cassetes que envia para o seu neto, que não vê há cerca de 1 ano.

Grace recorda a sua entrada em Riverton, com apenas 14 anos, a convivência com os 3 filhos de Sr. Frederick, a sua ligação com Hannah, a dor e perda causadas pela 1ª Guerra Mundial, e detalhes importantes da sua própria existência, e a verdade sobre a morte de Robbie Hunter.

Gostei bastante da história e da forma como está escrita, em que começamos em 1914 e vamo-nos encaminhando para a grande revelação. Senti-me que estava a viver noutra época, com costumes completamente diferentes dos actuais e devorei folhas atrás de folhas, curiosa com todos os mistérios presentes no livro.

Uma excelente e agradável leitura.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Esse blog me faz sorrir

Acabei de receber este miminho da querida Argas


Agora, em vez de o passar a 7 pessoas, sintam-se à vontade para o usar =)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Memória das Minhas Putas Tristes - Gabriel Garcia Márquez


Narra a história de um nonagenário cronista e crítico musical que, em seu aniversário de 90 anos, pretende presentear a si mesmo com uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Porém, ao vê-la dormindo, não tem coragem de acordá-la e se apaixona por uma garota adormecida. O romance mostra como um idoso teve sua vida tomada pelo medo do amor, e aos 90 anos descobre o verdadeiro prazer da vida.
Fonte Wikipédia
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É a história de um velho cronista, que ao longo dos seus 90 anos, sempre pagou para fazer sexo, mesmo a mulheres que não tinham este "oficio". Na ocasição dos seus 90 anos, decide oferecer a si próprio uma noite com uma jovem virgem, tendo para tal contactado, uma velha conhecida sua, dona de uma casa de meninas.
Assim, conhece Delgadina (como lhe passa a chamar), uma jovem pobre, de 14 anos apenas. No entanto, não tem uma relação física com a jovem, por o seu contacto com ela passa por a observar e conversar, enquanto ela dorme, nua.

Penso que a principal mensagem do livro, é sobre a importância do amor. Pois, este velho, de 90 anos, que durante a sua vida teve relações sexuais com muitas mulheres, e que só quando conheceu Delgadina é que se conhece o amor.

Quanto ao livro em si, tenho que dizer que não gostei e só o decidi acabar por ser um livro muito pequeno, senão, acredito que teria ficado a meio. A história não me cativou e a escrita saturou-me. Ao longo do livro, contam-se pelas mãos, os diálogos, da forma como estou habituada, ou com os habituais travessões (-). O autor, escreve as falas sempre tudo seguido, do género:
eu disse-lhe que blá, blá, blá. Fulana tal respondeu-me que blá, blá, blá.

Portanto, não tenciono, nos tempos mais próximos ler Gabriel Garcia Márquez e penso "ainda bem que comprei a edição de bolso"...

terça-feira, 3 de março de 2009

P.S. - Eu amo-te - Cecelia Ahern



Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a sua private discussion - qual dos dois é que se ia levantar, enfrentar o frio soalho de tijoleira e voltar tacteando pateticamente para a cama? Comprar um candeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos seus planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num ritual cómico a que nenhum desejava, aparentemente, pôr termo.
Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida num presente sem Gerry. Mas ele conhecia-a demasiado bem para a adeixar no mundo sozinha e sem rumo Por isso, imagina uma forma engenhosa de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher que amava, incentivando-a a aprender a viver de novo. Como é que se sobrevive à perda de um grande amor? Na primeira parte da narrativa, Holly ter-nos-ia simplesmente respondido: não se sobrevive. Mas Holly sobreviveu!
P.S. - Eu amo-te é uma narrativa admirável sobre a coragem, amizade e o amor. A sua adaptação ao grande ecrã com o título P.S. I Love You, é já uma realidade.
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Acompanhamos a história de Holly, de 30 anos, após a morte do seu marido, devido a um tumor cerebral.
Holly sente-se triste e abatida e acha que sem Gerry a sua vida não tem sentido, no entanto, Gerry deixou-lhe 10 cartas, uma para cada mês. É à volta destas cartas, que Holly recomeça a viver...cada mensagem tem o novo desafio que Gerry lhe preparou.
Não é fácil superar a morte de alguém que amamos, no entanto, vivendo um dia de cada vez, Holly consegue, e vai descobrindo que é capaz, não só porque Gerry lhe deixou aquelas mensagens, mas também devido ao apoio da sua família e dos seus melhores amigos.
Não é nenhuma obra-prima, mas tem uma escrita que cativa e emociona o leitor... em algumas partes, apareceram-me umas lagrimitas no canto do olho ;-)

E como tudo não são rosas, mais uma vez deparei-me com uma má tradução, situações em que verificamos que o texto é simplesmente uma tradução à letra do inglês. No entanto, não deixa de ser uma bela história de amor, pois Gerry, mesmo nos últimos meses da sua vida, arranjou maneira de Holly ultrapassar a sua perda.

domingo, 1 de março de 2009

Visto do Céu - Alice Sebold


Susie Salmon tem o olhar vivo e irrequieto dos seus catorze anos. Observa o desenrolar da vida: os colegas, a família, o lente passar dos meses e das estações. Está tudo muito calmo, tudo parece muito acolhedor. Um único pormenor desmente tanta placidez: é que, de facto, Susie já morreu. Estranhamente, o céu parece-se muito com o recreio da escola, nem sequer faltam os baloiços. A pouco e pouco, Susie compreende que é o centro das atenções: os colegas comentam os rumores sobre o seu desaparecimento, a família ainda acredita que ela poderá ser encontrada, o assassino tenta esconder as pistas do seu crime...
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Para mim é difícil comentar um livro sobre a morte de uma adolescente, e infelizmente é um tema muito actual. Quantas crianças, jovens e mulheres aparecem assassinadas ou desaparecem ser que a polícia seja capaz de encontrar os seus corpos.

Neste livro, acompanhamos Susie, uma jovem de 14 anos que foi barbaramente assassinada pelo seu vizinho. No céu, Susie descrevemos como foi assassinada, como a sua família e amigos lidaram com a sua morte, como conseguiram viver as suas vidas com a dor, e como um assassino consegue escapar ou não da polícia.
Pessoalmente, não imagino a dor de pais e irmãos, não sei como alguém conseguirá recuperar depois de uma perda de um filho...

Gostei do livro e apesar do tema actual e cruel, a sua leitura dá-mos bastante que pensar... Deixo-vos com a frase que vem na capa do livro...

Um belo romance sobre a vida e a morte, o perdão e a vingança, a memória e o esquecimento.