sábado, 19 de novembro de 2011

Mary Anne - Daphne du Maurier

Ela colocou o coração dos homens está em chamas e escandalizou um país Mestra contadora de histórias, Daphne du Maurier evoca a ascensão e queda de um de seus personagens mais inesquecíveis. Uma mulher ambiciosa, deslumbrante, e sedutora jovem, Mary Anne encontra a única forma mais gratificante de se elevar acima seu mundo cockney miserável: ela vai se tornar a amante de um duque real. Ao fazê-lo, ela provoca um escândalo que abala a Inglaterra. Mary Anne brilha com o sexo, escândalos, corrupção, e o mundo dos privilegiados da alta sociedade.Baseado na história verídica de um dos próprios parentes distantes du Maurier , o amor de Mary Anne do dinheiro e dos homens ao envolvê-la em riscos que ameaçam sua própria existência.

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Este é o quinto livro que leio de Daphne du Maurier, sendo que achei-os todos diferentes uns dos outros, no entanto, “Mary Anne” é o mais diferente. Ao contrário dos outros livros, este não tem elementos mais obscuros que criam o clima habitual de tensão.

Neste livro, Daphne conta-nos a história da sua trisavó Mary Anne Clarke, numa Londres nos finais do século XVIII, inícios do século XIX, em que mistura um ambiente de sedução com escândalos de corrupção e políticos.
Mary Anne é uma jovem pobre, mas que se serve da sua beleza como “trampolim” para a sua riqueza.

Gostei bastante deste livro de Daphne pois caracteriza bem uma época Londrina passada, com as diferenças sociais existentes entre sexos e estratos sociais.
A sua escrita continua a seguir a mesma linha, uma escrita simples e directa, que torna a leitura interessante e cativante, pois não apresenta informação a mais. “Mary Anne” torna-se ainda mais interessante pela sua componente histórica, com muitos jogos políticos e corrupção que caracterizam aquela época.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Jardim Secreto - Frances Hodgson Burnett

Mary Lennox, criança solitária e indesejada, chega da Índia para viver com o tio em Yorkshire. Entregue a si própria, pouco tem com que se entreter e começa a explorar a casa enorme e sombria, até que numa bonita manhã de sol se depara com um jardim secreto que muros cobertos de hera ocultavam. Pela primeira vez na sua breve e triste vida, Mary descobre uma coisa que merece a sua afeição e empenha-se em devolver o jardim à sua antiga glória. Quando o jardim começa a florir e a transformar-se como por magia, ninguém permanece indiferente.
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"O Jardim Secreto" conta-nos a história de Mary, uma menina mimada que mora na Índia, mas que após a morte dos pais, vai viver para Inglaterra com um tio que não conhece.
Em casa do tio, Mary acabar por se ir adaptando a um país e a costumes diferentes do que estava habituada, bem como acaba por sofrer ela própria uma transformação, tornando-se muito mais simpática e saudável, bem como o significado da amizade, com Dickon e Collin. Sendo que é através da reparação do jardim que as jovens personagens (Mary e Collin) se transformam, quer em termos de personalidade, quer fisicamente.

Alguns de vós, talvez se lembrem, nuns desenhos animados que deram (suponho que algures nos anos 90) baseado neste livro.

Foi uma leitura muito agradável, apesar do tom mais jovial da história.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

So True...

A Árvore dos Segredos - Sarah Addison Allen

 Sarah Addison Allen dá-nos as boas-vindas a uma nova povoação: Walls of Water, na Carolina do Norte, onde os segredos são mais espessos do que o nevoeiro das famosas quedas-d’água da cidade, e as superstições são, de facto, reais.
Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. E a própria Willa há muito se esforçou para construir uma vida para lá da sombra da família Jackson. Não é tarefa fácil numa cidade moldada por anos de tradição e com fronteiras bem demarcadas entre ricos e pobres.
Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood - da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é mais um segredo que gira à volta de algo encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade.
Setenta e cinco anos antes, o carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water, e deixou a sua marca. Quem terá ele sido realmente? E por que motivo estão de repente a acontecer coisas estranhas em toda a cidade?
Agora, unidas numa improvável amizade e por um enorme mistério, Willa e Paxton tem de confrontar as paixões perigosas e as trágicas traições que outrora uniram as suas famílias e descobrir a verdade acerca dos antepassados que transcenderam o tempo e desafiaram a sepultura para tocar os corações e as almas dos vivos.
A Árvore dos Segredos é uma história sobre o poder profundo e duradouro da amizade, do amor e da tradição, e um retrato dos laços inquebráveis que – nos bons e nos maus momentos, de uma geração para a seguinte – duram para sempre.

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Os livros desta autora foram sem dúvida uma agradável surpresa, pois até à feira do livro de Lisboa, deste ano, ainda não conhecia os livros de Sarah Addison Allen e agora já li os quatro livros editados em Portugal.

Em"A Árvore dos Segredos",a história gira à volta de um segredo que durante anos esteve escondido em Blue Ridge Madam, agora recuperado. É através de Willa e Paxton, duas jovens que aparentemente não se "dão", mas que ao longo da história descobrem o significado da amizade verdadeira. As personagens, descobrem ainda que nem sempre as coisas são o que aparentam, nomeadamente no amor, que surge inesperadamente.
Foi também muito agradável reencontrar a Claire e Bay, d' "O Jardim Encantado".
Uma história que nos aquece o coração e nos faz querer ser uma destas personagens e encontrarmos a felicidade.


domingo, 6 de novembro de 2011

Últimas idas ao cinema

Nas duas últimas idas ao cinema fui ver o "Contágio" e "Tintin"



O "Contágio" pelo trailer e pelos actores envolvidos, achei que faria a pena, no entanto, achei que teria mais acção do que teve na realidade. 


Quanto ao Tintin, gostei bastante. Apesar de não ter lido os livros, via os desenhos animados. Quanto à versão, decidi ver a versão francesa, pois o Tintin a falar inglês seria algo estranho, já para não dizer dos nomes que trocaram, nomeadamente o do Milu.

sábado, 5 de novembro de 2011

A Lâmina - Joe Abercrombie

A sorte de Logen Novededos, bárbaro infame, esgotou-se finalmente. Apanhado num combate em que não se deveria ter envolvido, está prestes a tornar-se um bárbaro morto, deixando para trás apenas canções más e amigos mortos.
Jezal dan Luthar, modelo de egoísmo, não tem em mente nada mais perigoso do que conquistar a glória no círculo de esgrima. Mas a guerra aproxima-se e, nos campos de batalha do Norte gélido, luta-se com regras muito mais sangrentas.
Ao inquisidor Glokta, torturado convertido em torturador, nada agradaria mais do que ver Jezal regressar a casa num caixão. Mas também é verdade que o seu ódio será extensível a todos os que conhece. Extirpar a traição no coração da União, uma confissão de cada vez, não deixa grande espaço para amizades e o mais recente rasto de cadáveres poderá conduzir directamente ao coração enfermo do governo... se conseguir sobreviver durante tempo suficiente para o seguir..

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Comprei “A Lâmina” por ser recomendadíssimo, no entanto, não sei se terá isso por ter as expectativas muito altas, mas não me encheu as medidas.

O livro centra-se essencialmente na história de três personagens principais - Logen Novededos, Jezal Luthar e Glokta – mas também dá destaque a personagens secundárias – Collen West e Ardee West, o mago Bayaz, Ferro Maljinn e Cão.
Apesar de ser categorizado como um livro negro e sangrento, e apesar de algumas cenas mais violentas e com cenas de lutas, não achei que fosse um livro tão negro como tentaram vender o livro.
O início é algo lento, com muita informação sobre a história das personagens e só nas páginas finais, depois das personagens se cruzarem é que o livro começa a ganhar ritmo.
Apesar de o livro não me ter prendido, tenciono ler os restantes volumes da trilogia.