segunda-feira, 24 de julho de 2017

A Mulher do Camarote 10: Ruth Ware


A mulher do camarote 10
Título: A Mulher do Camarote 10
Autor:  Ruth Ware
Editora: Clube do Autor
Classificação: 4 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

A sinopse do livro aguçou a minha curiosidade e surgiu a possibilidade de o ler, numa leitura conjunta com a minha queria Isa do blogue Jardim de Mil Histórias, o que proporcionou uma experiência ainda mais rica.


A nossa protagonista é Lo Blacklock, uma jornalista de uma revista de viagens e que acaba por ter uma oportunidade irrecusável para a sua carreira, ir fazer a cobertura da viagem inaugural de um cruzeiro de luxo. No entanto, na primeira noite, torna-se testemunha de um possível crime no camarote ao lado do seu. Mas, toda a gente, passageiros e tripulação, continuam a bordo e ninguém reconhece a descrição que Lo faz da mulher do camarote 10.

Logo de início, somos confrontados com uma situação que nos coloca em alerta e, à medida que vamos avançando, o clima de tensão adensa-se. O próprio local da narrativa, o navio de cruzeiro, permitiu que o ambiente fosse ainda mais claustrofóbico, afinal de contas, as personagens estão "fechadas" num espaço confinado, sem ter por onde fugir. E é muito fácil, sentir na pele, os níveis de ansiedade e de medo de Lo mas, existiram momentos que, até eu, duvidei da sua sanidade.

Foi a minha estreia com Ruth Ware e gostei bastante. O enredo e ambiente permitem que o leitor vá tecendo as suas próprias teorias, além de estarmos constantemente em alerta e temendo sempre o pior. A escrita é bastante acessível e fluída, com um ritmo rápido de acção, não havendo espaços para "engonhaços".

Com um enredo sólido e que nos faz duvidar de tudo e de todos. E tal como referi, fui "construindo" a minha teoria mas, a verdade, é que a autora conseguiu surpreender-me. E, num thriller, haverá algo melhor do que chegar ao fim e estarmos completamente enganados?

Para mim, o único aspecto que não funcionou tão bem foi mesmo o início, que achei que demorou um bocadinho a desenrolar mas ultrapassada a primeira parte, a leitura torna-se muito fluída.

Posso dizer que tive uma excelente estreia com a autora e, sem dúvida, que agora vou querer ler o seu primeiro livro Numa Floresta Muito Escura!


Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

sábado, 22 de julho de 2017

Filme: Becoming Jane


Ficha do IMBd aqui

Para este mês, a personalidade do projecto Historiquices da Elisa A Miúda Geek  foi a Jane Austen. E como eu já li os seus livros e não me estava a apetecer reler nenhum, resolvi ver o filme Becoming Jane.

O filme foca-se em Jane Austen e no seu suposto romance com Thomas Lefroy, e é um filme, que apesar do seu quê de biográfico, é muito romanceado.
É interessante pois dá para ter uma ideia da personalidade de Jane e ainda temos o início de escrita de Orgulho e Preconceito.
Dá-nos também uma ideia da época e dos preconceitos em tornos das mulheres.
Como ponto forte tenho que destacar as actuações de  Anne Hathaway e James McAvoy (que é sempre uma forte motivação para se ver filmes eheheh).

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Livro e Filme: Para a Minha Irmã

Livro

Para a Minha Irmã
Título: Para a Minha Irmã
Autor: Jodi Picoult
Editora: Civilização Editora
Classificação: 3 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Li este livro para o projecto da Dora, Isa e Elisa, #anocomjodi e posso-vos dizer que foi uma leitura conjunta muito interessante e produtiva.

Uma vez mais, Jodi Picoult pega num tema polémico e que tem muito por onde discutir. Anna é uma adolescente de 13 anos que decide instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica. E porquê? Porque a sua irmã Kate tem uma forma grave de leucemia e precisa de um transplante de rim. No entanto, desde o seu nascimento, que Anna é a "salvadora" da irmã pois foi geneticamente seleccionada para ser perfeitamente compatível com Kate.
A história agarrou-me logo de início pois, tal como disse, é um tema polémico. O facto de a narração ir saltitando entre diferentes narradores, permite-nos ficar a conhecer, mais a fundo, quer a história, quer os sentimentos de cada um. No entanto, não temos acesso, em primeira mão, aos pensamentos de Kate e, tanto eu como as minhas companheiras de leituras, sentimos faltava do seu ponto de vista. Mas, chegada ao final, percebo a intenção da autora.
Foi muito fácil, logo de início, sentir a "dor" de Anna, que tal como Jesse, o seu irmão mais velho, acabam por se sentir algo "desligados" dos pais, nomeadamente de Sara, a mãe. E sim, não gostei do comportamento de Sara. Eu compreendo que uma mãe (ou pai) queira fazer o possível e impossível para salvar um filho mas custou-me muito ver certas atitudes referentes a Anna e a Jesse, em detrimento de Kate. Quanto a Brian, posso-vos dizer que foi uma personagem que me surpreendeu bastante.

Estava preparada para atribuir uma classificação muito elevada a este livro mas a parte final irritou-me tanto e deixou-me tão frustrada que, nem fui capaz de me emocionar. A sério, Jodi Picoult, que raio de final foi aquele? Não, não gostei!

E além disso, a história teve alguns "enche-chouriços" que eram desnecessários e não trouxeram nenhuma mais-valia para a história principal, como é o caso dos passados de Campbell e de Júlia. E o "mistério" em torno do Juiz,, o cão de serviço de Campbell? Eu percebo a mensagem de não controlo do corpo mas, a sério, era preciso fazer tantas vezes o mesmo tipo de conversa? E tanto secretismo?

Posso estar a ser muito injusta para com o livro pois, a verdade, é que a história deixou-me sempre muito entusiasmada e ansiosa para saber o que acontecia de seguida. Tal como as questões éticas e morais que nos fazem pensar. Mas, realmente, o final deixou-me um sabor muito mas muito amargo.


Filme

Ficha no  IMDb aqui

São muitas as diferenças entre livro e filme mas a maior, é mesmo o final. Totalmente diferente do final do livro mas, muito sinceramente, prefiro o final do filme.
Tal como referi, foram muitas as diferenças. Desde a omissão de uma personagem, a alterações de cenas, idades diferentes, alteração de sexo de uma personagem, mudança na relação familiar entre Sara e a sua irmã. Mas também, a falta de profundidade e de relação entre as personagens. No livro, nota-se mais a garra e a preferência de Sara em favor de Kate, tal como também suavizaram toda a vida problemática de Jesse.
O filme,e apesar de eu preferir o final dele, em comparação ao livro, é inferior e mais superficial.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Hotel Sunrise: Victoria Hislop


Hotel Sunrise
Título: Hotel Sunrise
Autor: Victoria Hislop
Editora: Porto Editora
Classificação: 2 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Hislop leva-nos até Famagusta, no Chipre, uma cidade conhecida pela qualidade do seu turismo, habitada por cipriotas gregos e turcos. E é nesta cidade, que o casal Papacosta decide abrir um luxuoso hotel; e onde conhecemos a vida de duas famílias, uma grega e outra turca, os Georgious e os Özkans. Mas, em 1974, dá-se a guerra entre gregos e turcos e Famagusta torna-se numa cidade deserta.

Apesar de ter algumas expectativas, este livro foi uma desilusão.
Começando pelo que gostei. As informações histórias sobre o conflitos entre gregos e turcos e como Famagusta, uma cidade reconhecida pelos turistas, é transformada numa cidade-fantasma. Podem ler um pouco mais AQUI.
Mas, infelizmente, não consegui ligar-me, nem as personagens, nem às suas histórias.
Achei as personagens pouco caracterizadas e sem dimensão, não permitindo que o leitor se relacione com eles. O próprio enredo deixou muito a desejar. Uma história de amor mas sem amor, duas histórias familiares sem grande ligação e afecto entre si. E, a certa altura, o desaparecimento de uma das personagens, fez-me perder ainda mais o interesse na história. É certo que temos a história de sobrevivência das famílias, mas não sentir os seus medos e receios.

Apesar de ter sido uma leitura algo decepcionante, gostei de ficar a conhecer o conflito no Chipre.


O que achei dos outros três livros da autora:
A Ilha
O Regresso
A Arca

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cultos Inomináveis: Robert E. Howard


Livro lido para a Dark-a-Thon para os Desafios 4 - Abre um livro de contos de terror e lê o conto da página 66 e Desafio 6 - Escolher um thriller/terror e lê somente à noite, antes de adormeceres.

Cultos Inomináveis
Título: Cultos Inomináveis
Autor: Robert E. Howard
Editora: Saída de Emergência
Classificação: 3 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Apesar de não ser a maior fã de contos pois, quase sempre, fico com a sensação que falta um pouco mais de desenvolvimento às histórias, segui a recomendação da Elsa do canal Ordem d'Avis e comprei este livro na FLL, no stand da Saída de Emergência, por apenas 5€.

Este é um livro de contos de terror, cada um com criaturas negras e histórias, tal como a Elsa as definiu, bizarras.  E apesar de serem contos, são histórias algo complexas e muito ligadas ao folclore e lendas locais.
Nota-se também, uma espécie de sequência e de ligação entre os contos, permitindo-nos, aos poucos, descobrir mais algumas informações sobre o mistério da Pedra Negra e os seres monstruosos presentes em cada história.
Um livro com histórias que atravessam várias época, com uma escrita detalhada e cheia de pormenores de lendas.
Apesar de ser um género que não é dos meus preferidos, foi uma leitura estranha e interessante.