sexta-feira, 13 de abril de 2018

O Adulto: Gillian Flynn


O adulto
Título: Pequenos Vigaristas (PT) / O Adulto (BR)
Autor: Gillian Flynn
Classificação: 4 Estrelas
(lido em ebook e em pt-br)

Ficha do Goodreads aqui

Da autora li apenas "Gone Girl" e não foi uma história que me tivesse surpreendido. Mas numa das viagens trabalho-casa queria ler algo curto e acabei por pegar neste conto.
A nossa narradora e protagonista é uma jovem de 30 anos, que nunca sabemos o nome, e diz que a sua profissão é bater punhetas e que de tanto trabalhar, ficou com uma lesão no pulso. O modo como nos conta a sua vida, quer como nos fala da sua profissão, tem um tom divertido, no entanto, à medida que vamos avançando na história, notamos a mudança de ambiente, mais sombrio.
Susan, uma mulher que vai consultar a jovem, que passou a "ver auras" e fazer limpezas espirituais, comenta que, desde que mudaram de casa, o seu enteado tem um comportamento estranho e teme que aconteça algo. A partir deste ponto, a história torna-se mais negra e mais ligada ao tema paranormal.
Este conto foi uma boa surpresa. E apesar de serem poucas personagens, gostei muito do modo como a autora nos a apresentou e as caracterizou. No entanto, a história peca pelo final demasiado aberto e por ser pequeno demais.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Uma Verdade Simples: Jodi Picoult


Uma Verdade Simples
Título: Uma Verdade Simples
Autor: Jodi Picoult
Editora: Bertrand Editora
Classificação: 4 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui


Assim que li a sinopse deste livro fiquei logo muito curiosa, pois um crime, ainda para mais, de um bebé, numa comunidade amish, e sendo um livro de Jodi Picoult, sabia que estava perante uma boa história. Sim, eu sei que não sou a maior fã da autora mais nem todos os temas dos seus livros captam a minha atenção mas, não há como negar, que são sempre livros que abordam questões pertinentes e são livros bem desenvolvidos.

Desta vez, temos um bebé encontrado morto num celeiro de uma família amish e as provas indicam que foi Katie Fisher, uma jovem de 18 anos, a mãe do bebé e que o terá assassinado.
Esta é uma história com poucas personagens e, ao contrário de outros livros da autora, também não é narrado sobre o ponto de vista de várias personagens. É certo que temos capítulos da perspectiva de Ellie, a advogada de Katie, e outros mais "gerais" onde vamos acompanhando as outras personagens, o que nos permite ir acompanhando toda a história, sem ficarmos restringidos às personagens.
Um aspecto que acaba por ser recorrente nos livros de Jodi Picoult, são os tribunais e o mundo dos advogados, e este livro não foi excepção. A história não se centra tanto na investigação policial, mas sim, na tentativa de defesa por parte de Ellie.
Mas o ponto que mais me agradou foi, sem dúvida, o tema amish. É certo que pouco sabia sobre os amish mas Jodi Picoult fez um excelente trabalho de caracterização da comunidade e dos seus valores. Pessoas Simples, com muita entre-ajuda e em que o perdão é essencial.
Quanto ao final em si e ao culpado. Confesso que desconfiei, logo desde o início, de quem seria o culpado mas não prejudicou em nada a minha leitura. No entanto, não sei explicar muito bem, mas apenas de ter desconfiado a personagem (pois eram poucas as hipóteses), senti que não fazia muito parte da personalidade da personagem, nem com os valores que defendia. Mas não posso comentar mais para não fazer spoilers.
E posso-vos dizer que assim que comecei a ler, fiquei logo agarrada à história e nunca queria parar a leitura.
Foi mesmo uma excelente leitura!



Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

As Sombras de Leonardo da Vinci: Christian Gálvez


As Sombras de Leonardo da Vinci
Título: As Sombras de Leonardo da Vinci
Autor: Christian Gálvez
Editora: Clube do Autor
Classificação: 4 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Já estão cansados de saber que adoro romances históricos e quando vi este livro sobre Leonardo da Vinci, fiquei logo cheia de curiosidade.
E sim, demorei mais tempo do que esperava mas não foi culpa do livro, foi mesmo eu que tive cerca de semana e meia sem ler porque andava preocupada.

Leonardo da Vinci foi um homem excepcional, não só como artista mas também como homem da ciência.
O livro inicia e termina com a morte de Leonardo, e conta-nos o seu percurso de vida, desde o seu nascimento, como filho bastardo, passando também pelas várias cidades.
Nota-se que o autor fez um grande trabalho de pesquisa sobre a vida e obra de Leonardo da Vinci, no entanto, para quem se interessa pelos temas, o livro não se torna chato nem maçudo.
Para além de Leonardo, temos também a presença de muitos outros grandes artistas que se cruzaram com da Vinci.
Um livro que me proporcionou uma boa leitura!

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Série: 1986

Ficha do IMdB aqui


Assim que ouvi falar nesta série, já há uns bons meses, fiquei logo muito curiosa. Em primeiro lugar, porque adoro as recordações dos anos 80 (e os 90 também) e em segundo, porque foi uma ideia do Nuno Markl. Sim, eu faço parte do grupo de pessoas que gosta do Nuno Markl e não, não o conheço pessoalmente, mas acho que ele é muito boa pessoa e identifico-me um pouco com ele, afinal de contas, também eu sou uma desastrada. Além disso, gosto muito do trabalho dele e já são muitos anos a ouvir “O Homem que Mordeu o Cão”.

Mas adiante…

Felizmente, em Março, a série estreou e, apesar de estar a dar semanalmente às terças-feiras à noite, na RTP 1, foram disponibilizados no RTP Play, todos os 13 episódios. E ainda bem!
Primeiro que tudo, tenho que dizer que vi os 13 episódios, num único fim-de-semana, mas foi um momento muito complicado pois tinha a minha mãe internada, de urgência, e à espera de um pacemaker. E mesmo assim, a série conseguiu captar a minha atenção.
É certo que sendo uma ideia do Markl, não esperava uma série num registo sério como por exemplo o “Conta-me como Foi”, mas mesmo assim, contava com algo que espelhasse melhor os anos 80. Mas acredito também, que esse não é bem o objectivo da série, mas focar-se sim na adolescência. Afinal de contas, a série é contada através da perspectiva do Tiago, adolescente e que vive com o seu pai, viúvo.

E se é uma perspectiva fidedigna da adolescência nos anos 80? Isso não consigo avaliar. No início de 1986 tinha apenas 4 anos e, por isso, a minha realidade é outra eheheh
Adorei a caracterização, de roupa, acessórios e mobiliário/eletrodomésticos. Os telefones com “rodinha”, os televisores ainda sem comando (e a conversa de que o lugar do comando é ao lado da televisão – LINDO eheheh), os carros, os clubes de vídeo, a maquilhagem de olhos bem azulona, etc. Só achei que faltava um pouco mais de chumaços nas camisas pois, do que me recordo, entre os anos 80/90, tudo o que era camisa e camisola tinha chumaços e sempre grandes.
Como não podia deixar de ser, são várias as referências a marcas, pessoas, filmes, séries, e que nos deixam com um sorriso de nostalgia.

Quanto a personagens, cada uma delas tem a as características muito vincadas, um pouco exageradas demais. Percebo que a ideia tenha sido retratar várias “tribos” da sociedade, mas senti que ficaram muito estereotipadas. Principalmente o pai do Tiago e o da Marta, que representam duas ideologias políticas completamente opostas.
Um outro aspecto que senti que ficou um pouco aquém das minhas expectivas foi espaço temporal abrangido pela série. Confesso que pelo nome “1986” esperava que se desenrolasse durante todo esse ano, ou pelo menos, durante o ano lectivo. No entanto, decorre apenas entre a 1ª e 2ª volta das eleições legislativas, se não estou em erro, cerca de 3 semanas. O que acaba por “saber a pouco”.

Apesar de não ter correspondido totalmente às minhas expectativas, gostei muito da série e espero que haja a possibilidade de uma segunda temporada.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Filme: The Blind Side


Filme visto para a #cinematona para a categoria óscar melhor actriz


Ficha do IMdB aqui

Vi este filme numa altura um pouco complicada e foi uma das sugestões da Dora quando lhe perguntei sobre filme para esta #cinematona que fossem mais “leves”.
É a história de um jovem, negro, com alguns problemas de aprendizagem e que (sobre)vive sozinho. Até ao dia em que se cruza com uma família e a mulher, Leigh Anne Tuohy, decide ajudá-lo.
Este filme foi uma boa surpresa. É certo que sendo uma recomendação da Dora, que estaria à espera de um bom filme, mas desconhecia de todo a história e que era baseado numa história verídica.
Gostei mesmo bastante. Apesar da vida difícil de Mike, Leigh  e família não desistem e Mike, apesar das diferenças, passa a pertencer à família.
Ainda existem pessoas boas no mundo.