terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Livrolândia - A Terra dos Livros: Rui Carreto


Livrolândia  - A Terra dos Livros
Título: Livrolândia - A Terra dos Livro
Autor: Rui Carreto
Editora: Coisas de Ler
Classificação: 3  Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Este livro foi-me gentilmente enviado pelo autor, Rui Carreto, e li-o numa leitura conjunta com a Isa do Jardim de Mil Histórias, a Dora do Books and Movies e a Elisa d'A Miúda Geek.

Num mundo em que à meia-noite os livros ganham vida e todos os locais com livros, bibliotecas, livrarias, alfarrabistas e feiras do livro transformam-se em cidades mas cidades livrólicas (Livrópolis). Mas, os livros precisam de ser lidos para terem saúde e as leituras têm vindo a diminuir e a pôr em risco a vida dos livros. Numa dessas cidades, um grupo de quatro amigos decide partir para um local melhor e acabam por querer partir em busca de Livrolândia, um local que se supõe ser um mito.

Achei a ideia engraçada e interessante, onde os livros ganham vida, andam, comunicam entre si, alimentam-se e bebem. É uma história que se insere mais no género fantástico e com uma narrativa não tão adulta. No entanto, e apesar de achar a história simples e indicada para um público mais jovem, a verdade é que achei que a escrita não se adaptava tanto pois achei-a algo trabalhada.
Gostei também da ideia de ser necessário serem lidos para sobreviverem e que até me deixou com um pouco de "culpa" por ter livros na estante à espera de serem lidos ou que já foram lidos há tantos anos.
Quanto ao enredo, senti que houve um pouco a repetição de algumas ideias, o que num livro tão curto acaba por se tornar cansativo.
Tal como referi, achei a ideia principal muito interessante, tal como a mensagem principal, no entanto achei que a história e a escrita não eram adequadas. Para mim, a história foi demasiado simples para um público mais adulto e uma escrita demasiado trabalhada para um público jovem e não me cativou como gostaria.


Nota: Este livro foi-me disponibilizado pelo autor, em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Dezanove Minutos: Jodi Picoult


Dezanove Minutos
Título: Dezanove Minutos
Autor: Jodi Picoult
Editora: Civilização Editora
Classificação: 5 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Este é um daqueles exemplos em que não se deve julgar o livro pela capa. Neste livro, Jodi Picoult aborda temas sensíveis da sociedade: jovens que sofrem de bullying e um tiroteio num liceu.
Peter Houghton é um jovem de 17 anos e que desde que desde o primeiro dia de escola que sofre de bullying e tinha apenas como amiga Josie Cormier. Mas há uns anos, Josie afastou-se de Peter e tornou-se parte do grupo "dos populares", aqueles que insultam e agridem Peter.

Apesar das minhas altas expectativas, o livro não me desiludiu.
Adorei a forma como a autora nos vai contando a história, alternando entre passado e presente, contando-nos quer sobre o tiroteio mas principalmente sobre as cenas de humilhação e de violência.
Não consegui ficar indiferentes aos abusos que Peter sofre. Tanta maldade, tanta violência, tanta humilhação. É certo que a forma como Peter põe o "ponto final" nos abusos, não é a correcta mas, a verdade, é que ele sofreu tantos abusos durante tantos anos e foi fácil sentir pena dele e compreender, até certo ponto, a sua atitude. Peter é um jovem diferente dos outros, franzino e mais sensível e que se sente incompreendido por toda a gente, e sente-se sozinho, sem apoio e ajuda de ninguém.
Josie, a amiga de infância de Peter e a jovem que se tentou adaptar ao grupo dos populares, tem um papel importante na trama. Uma personagem tão bem caracterizada e que percebemos que se esconde debaixo de uma "capa protectora".
A autora explora também o modo como a vida dos pais de Peter, Lacy e Lewis, é abalada. Quer por se virem privados do filho, mas também pelo seu sentimento de "culpa" e impotência, não só por eles próprios mas pela sociedade.

Não sou daquelas leitoras que marca citações mas, ao ler este livro, fiquei com vontade de marcar tantas passagens mas que, muito provavelmente, irá acontecer numa releitura.
Deixo-vos uma das que me marcou e que é um provérbio chinês:
"Quando iniciares uma viagem de vingança, começa por cavar duas sepulturas: uma para o teu inimigo, e outra para ti próprio."

Uma história tão importante e que deve ser lida por todos nós: jovens, pais, a sociedade em geral. Porque, muito sinceramente, não sei bem onde vamos parar com tanta violência, nem com a forma como os jovens de hoje "acham normal" os actos de bullying e violência.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A Dama de Espadas: Alexander Pushkin

A Dama de Espadas
Título: A Dama de Espadas
Autor: Alexander Pushkin
Classificação: 3 Estrelas
(lido em inglês e numa versão adaptada em pt-br)

Ficha do Goodreads aqui

Num jogo entre amigos, Tomski, comenta que a sua avô, a condessa Ana Fédotovna, que na sua juventude era apelidada de Vénus Moscovita, conhece um segredo que pode tornar qualquer pessoa num milionário, mas que nunca desvendou o seu segredo. No grupo encontra-se Hermann, um jovem ambicioso e que acha que é a sua a oportunidade de se tornar milionário, mesmo que tenha que enganar a jovem Lisavete, a companheira da condessa.

A história é simples mas interessante pois explora o poder do jogo mas também a ambição sem escrúpulos, com personagens bastante credíveis e que tornam o enredo ainda mais real, mostrando-nos uma pequena parte da sociedade russa.
É verdade que é um conto muito pequeno e que se tivesse mais desenvolvimento, não se perdia nada. Mas é um conto que aborda temas bastante interessantes e que vela a pena ler.


Conto lido para o projecto #russialit

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Filme: Trolls


Ficha do IMBd aqui


Lembro-me do aparecimento dos Trolls algures nos anos 90, tive até um boneco de plástico, de cabelo rosa, que trazia umas guloseimas, mas que não chegou aos dias de hoje. E quando vi o trailler deste filme sabia que, mais tarde ou mais cedo, iria vê-lo.

Os Trolls são pequenos seres felizes que têm três objectivos: cantar, danças e abraçar. Do lado oposto temos os Bergens, seres maiores, deprimidos e mal-dispostos, e que só conseguem alcançar a felicidade se comerem um Troll.
Após um grupo de Trolls ser capturado, a princesa Poppy (Anna Kendrick) parte duma demanda para os salvar e tem como parceiro, o resmungão Branch (Justin Timberlake). E sim, há um Troll triste no grupo.
Para além dos Trolls, temos Bridget, uma Bergen ainda mais triste e desajustada mas com um coração puro e inocente. Para mim, a par de Branch, foi a minha personagem preferida.
Mas o melhor do filme é, sem dúvida, a banda sonora. Espectacular! Tantas músicas dos anos 80/90 e que se interligam maravilhosamente com a história.
Quanto à mensagem e história do filme, essa é bem simples e acaba por não surpreender... onde encontramos a felicidade.
No entanto, é um bom filme que nos entretém e, volto a referir, com uma banda sonora que nos cativa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Série: Victoria


Ficha do IMBd aqui

A Rainha Victoria foi a personalidade escolhida para o mês de Fevereiro para o projecto #Historiquices da Miúda Geek e resolvi ver a série inglesa centrada na Rainha Victoria, a segunda monarca com o reinado mais longo.

A série inicia-se com a morte do Rei Guilherme IV e que leva a jovem Victoria, com apenas dezoito anos, ao trono. Sendo que esta primeira temporada termina com o nascimento da primeira filha de Victoria e Albert.
São vários os acontecimentos importantes nesta primeira temporada, como a forte amizade da Rainha Victoria com o Primeiro-Ministro Lorde Melbourne, como o próprio namoro e casamentos com o príncipe Albert, mas também muitas outras intrigas.
Sendo uma amante de história é óbvio que tinha muitas expectativas com esta série e não fiquei desiludida. É certo que no início me senti um pouco perdida com a questão da sucessão e do porquê de a jovem Victoria ser Rainha. Senti que foi um aspecto pouco desenvolvido na série mas, como há uns anos vi um filme sobre a vida da Rainha Victoria, já sabia algumas coisas.
Gostei imenso da série e do modo como tornaram Victoria tão real. Temos acesso a vários episódios importantes no início do seu reinado, como as tentativas de o seu tio querer ficar com o trono, a relação algo conflituosa com a sua mãe ou até o "fica-pé" com Lord Melbourne.
É ainda abordado o facto de Victoria não ter muita vontade de ser mãe, como também os seus receios em relação ao parto.
Para além da vida da Rainha, vamos também acompanhando as vidas dos empregados do palácio e que nos traz mais um ponto de interesse.

Uma excelente série de época e que me fez ficar empolgada pela próxima temporada.