quinta-feira, 23 de março de 2017

Uma Mulher Respeitável: Célia Correia Loureiro

Uma Mulher Respeitável
Título: Uma Mulher Respeitável
Autor: Célia Correia Loureiro
Editora: Marcador
Classificação: 4 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Livro lido para o projecto #marçofeminino

Há muito que tinha vontade de ler os livros da Célia Correia Loureiro, vontade essa que ficou ainda mais aguçada depois de ter lido os dois contos que a autora disponibilizou gratuitamente. Finalmente, no Natal passado, resolvi presentear-me com o mais recente livro da Célia.
Este "Uma Mulher Respeitável" é uma espécie de segundo volume de uma trilogia iniciada com "A Filha do Barão", pois os livros podem ser lidos de forma independente. No meu caso, esta foi a minha estreia com um livro da Célia e foi bastante fácil acompanhar a história e as personagens.

A história gira então em torno da misteriosa Leonor Sanches, uma jovem muito bela e que se torna esposa do Conde de Cerveira mas que poucos meses depois de casar é envia para junto do tio do conde em Dublim.
Anos depois, Mariana Turner, uma viúva que há cinquenta anos perdeu a sua filha Amélia, tenta descobrir o passado de Leonor.

Esta é uma história que necessita de alguma atenção pois a acção vai alternando entre presente e passado, que nos vai sendo desvendado aos pouquinhos. Estas viagens ao passado, apesar de terem a identificação das datas e da personagem, podem ser um bocadinho confusas, pois não nos são dadas a conhecer por ordem cronológica, isto é, poderemos estar em 1831 e entretanto, a próxima entrada ser, por exemplo, em 1825. Apesar destes saltos temporais, a história é bastante interessante e que me deixou logo agarrada assim que li o prólogo.
As personagens são também muito interessantes, cada uma com a sua personalidade própria e com os seus defeitos, tornando-se reais.
Gostei bastante do modo como a autora construiu Leonor e todo o seu plano mas o final pareceu-me algo insuficiente pois esperava que fosse, chamemos-lhe sorridente, para várias personagens.
Tenho que referir também a escrita da Célia, muito cuidada e adaptada à época em questão.


E se já tinha vontade de ler os restantes livros da Célia Correia Loureiro agora, depois de ler "Uma Mulher Respeitável", a vontade aumentou ainda mais.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Filme: We Need to Talk About Kevin


Ficha do IMBd aqui

Fiquei curiosa com este filme depois  de ter visto o vídeo da Dora sobre o livro e o filme mas não é um filme fácil de falar, quer pelo tema, como pelo próprio filme em si. E até porque tenho a sensação que tudo o possa revelar seja spoiler.

É um filme que exige a nossa concentração pois vai alternando entre presente e passado, para aos poucos, nos ir mostrando a vida de Eva. Logo de início, percebemos grave aconteceu pois é desprezada e agredida na rua mas não percebemos o quê. Nem o porquê da sua solidão.
Desde pequeno que percebemos que Kevin não é uma criança dita "normal". É mau, agressivo e muito hostil para a sua Eva. Além disso, consegue ser algo manipulador em relação ao pai pois transforma-se completamente quando este está presente, parecendo até uma criança feliz. E à medida que vai crescendo, Kevin continua a mostrar o seu lado mau à sua mãe.
É brilhante a forma como Ezra Miller encarna Kevin. Uma personagem pela qual não consegui sentir nenhuma empatia (ao contrário do que me aconteceu com Peter Houghton de Dezanove Minutos de Jodi Picoult) e que, por várias vezes, me deu vontade de lhe dar uma surra.
Mas também Tilda Swinton, como Eva, está soberba, conseguindo retratar na perfeição toda a dor e o vazio que sente.

É um filme tenso e cru, com um história cruel e até angustiante. E que nos faz questionar tanto mas tanto sobre esta relação conflituosa entre mãe e filho.
Será que foi o comportamento de Eva, em relação ao filho, que teve influência no comportamento de Kevin? Aquela falta de amor pelo filho? Aquela falta de instinto maternal?
Será que Kevin fez o que fez para ter a atenção de Eva?
Tantas questões...

Um filme que vale a pena ser visto!

terça-feira, 21 de março de 2017

E Tudo o Vento Levou Vol I: Margaret Mitchell


E Tudo o Vento Levou, Vol. 1
Título: E Tudo o Vento Levou Vol I
Autor: Margaret Mitchell
Editora: Editorial Minerva
Classificação: 5 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Livro lido para o projecto #marçofeminino


Era adolescente quando vi o filme pela primeira vez, e apesar de gigante, adorei e acabei por o voltar a ver mais algumas vezes. Anos mais tarde, descobri que o filme era adaptado de um livro e começou assim a minha saga de o procurar. Finalmente, o ano passado, a minha busca deu frutos e comprei os dois volumes em segunda mão.

Neste primeiro volume acompanhamos a vida de Scarlett O'Hara durante os períodos da Secessão e da Guerra Civil Americana, e mesmo já conhecendo a história do filme, posso dizer que fiquei completamente rendida ao livro.
É um livro detalhado e bastante descritivo pois a autora explica-nos tudo com bastante detalhe e rigor histórico o período em que decorre a acção, levando a uma leitura lenta e demorada de modo a absorver todos os pormenores. Temos então uma caracterização fiel e detalhada deste período, onde ficamos a conhecer a sociedade, a realidade do Sul com os escravos e a vida destes, o conflito político e como as "boas intenções" do Norte não são assim tão boas.
Também as personagens são outro ponto alto do livro. Todas tão reais, tão profundas, com personalidades diferentes e que tornam o livro ainda mais magnifico.
Como personagem principal temos Scarlett O'Hara, uma jovem egoísta, fútil, frívola, mimada, sempre centrada em si própria e em receber as atenções e com a qual não consegui simpatizar nem um pouco. A forma como ela vê o "amor" e como acredita amar alguém e esse alguém também a amar, é completamente obsessivo. A sério, se eu já não gostava da Scarlett do filme, a do livro é ainda pior pois conseguimos sentir em primeira mão os seus sentimentos e pensamentos. De temperamento oposto temos Melanie Wilkes, uma mulher delicada, que tem um coração verdadeiramente bondoso e sempre muito correcta e leal.
Como personagens masculinos temos Ashley Wilkes, um homem leal ao Sul mesmo que não partilhe estas convicções; e Rhett Buttler, um homem com má reputação, que vai tirando aproveitando a guerra para lucrar, mas sem ser hipócrita. Um homem inteligente, sincero nas suas opiniões e que vê Scarlett como ela é na realidade e que aproveita para a ir "espicaçando". Tal como o Rhett do filme, gostei da personagem, e vejo-o tal como a Melaine o vê, um cavalheiro, pois é um homem delicado para quem merece.

Acreditem, não fiz de todo juz à riqueza do livro pois haveria tanto para falar. É um livro tão rico, tão complexo, complexidade essa que nos faz avançar muito lentamente mas é um livro tão mas tão bom, que merece que seja lido e apreciado.
Com um rigor histórico exemplar e uma detalhada caracterização social e política da época, é um romance histórico magnifico que estou certa que vai encantar e apaixonar os leitores.

Sei que este é apenas o primeiro volume mas estou completamente apaixonada por esta história, e vou ler o segundo volume ainda este mês.



segunda-feira, 20 de março de 2017

Filme: A Bela e o Monstro (filme de animação)



Ficha do IMBd aqui

Com o filme quase a estrear e aproveitando que a SIC deu o filme de animação num sábado à tarde, aproveitei para rever aquele que é o meu filme preferido da Disney e que tem também a minha princesa preferida, a Bela.

Como é que é possível que este filme seja já de 1991? Como? Lembro-me de o ter ido ver ao cinema e de logo o ter adorado, apesar de, confesso, a banda sonora não me dizer nada.

Foi tão mas tão bom rever o filme! E como não gostar desta história?
Primeiro temos a Bela, uma jovem que adora ler.
Temos a magnifica biblioteca do Monstro, que é enorme e linda e maravilhosa. O sonho de qualquer leitor.
E, não menos importante, a mensagem do filme. Não deve ser a beleza que importa mas sim o interior e sentimentos da pessoa, sem ligarmos ao seu apecto físico.


Estou super ansiosa para ver a nova versão!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Filme: Sing


Ficha do IMBd aqui

Buster Moon é um coala, dono de um teatro que já viu melhores dias e que se encontra em risco de o perder. Buster não quer perder o seu teatro, pois o seu pai trabalhou bastante para o oferecer e acaba por ter uma ideia: fazer um concurso musical, com um prémio em dinheiro. Mas, acidentalmente, o prémio que consta nos panfletos é 100.000 dólares.
Paralelamente, conhecemos outros cinco animais: Rosita, uma porca mãe de 25 leitões; Ash, uma porco-esquinho que canta com o seu namorado; Johnny, um gorila cujo pai é chefe de um gangue; Mike, um rato ambicioso; e Meena, uma elefante com uma grande voz mas com medo do palco.

O filme conquistou-me logo pela banda sonora. Tantas músicas, umas mais recentes, outras mais antigas, mas todas conhecidas e que nos fazem queres cantar e dançar.
Também as personagens são especiais. Todas com as suas características e que facilmente identificamos com pessoas reais.
É certo que o final é previsíveis bem como a mensagens principal, em que não devemos desistir de lutar pelos nossos sonhos, mas é um filme que nos dispõe bem e nos entretém bastante. Um filme para toda a família.