quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Uma Punhalada No Escuro: Lawrence Block


Uma Punhalada No Escuro
Título: Uma Punhalada No Escuro
Autor: Lawrence Block
Editora: Livros Cotovia
Classificação: 4 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Este é o segundo livro que leio, quer do autor, quer da personagem Mathew Scudder mas curiosamente, é o quarto livro de uma série (o primeiro que li era o sétimo) de dezassete. No entanto, este facto não prejudicou em nada a minha leitura.

Neste livro, um serial killer que matou oito mulheres é preso nove anos depois e confessa a autoria dos crimes, todos excepto o de Barbara Ettinger, e tem um álibi irrefutável. O pai da vítima tenta que a polícia reabra o caso mas alegam-lhe que passou demasiado tempo e sugerem-lhe que procure Matthew Scudder.
Scudder, é um ex-polícia que agora é detective particular (sem licença) mas um homem bastante perspicaz e sério. No entanto, é um homem com as suas falhas, divorciado e a viver afastado dos filhos e ainda alcoólico, mas apesar disso, sempre muito competente no seu trabalho.
Narrado na primeira pessoa, vamos conhecendo de perto as investigações de Scudder mas, e ao contrário do que se poderia esperar, pouco sabemos da sua vida pessoal e da sua personalidade.
O autor foca-se então na investigação, com as entrevistas/conversas com quem se relacionou com Barbara, sempre detalhadas para que o leitor consiga vá tentando juntar as peças.
Uma história que, logo no início, me agarrou!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Personagens Malditas da História: André Canhoto Costa

O último livro lido para o projecto #lerosnossos 


Personagens Malditas da História
Título: Personagens Malditas da História
Autor: André Canhoto Costa
Editora: Saída de Emergência
Classificação: 4 Estrelas


Ficha da Saída de Emergência aqui

 
Tal como o próprio título indica, este livro aborda a vida de personagens que, digamos, não são recordados por bons motivos, desde Hitler, a Napoleão mas também Marquês de Pombal ou até George W. Bush.
O autor apresenta-nos então a vida de 30 personagens, organizadas em 6 grupos: revolucionários, totalitários, chefes militares, carismáticos, conspiradores e pensadores.
Com um leque de personagens vasto, quer desde portugueses mas também internacionais, e desde os históricos como também contemporâneos.
Encontramos, para cada uma das 30 personagens da História, uma pequena biografia, desde as suas infâncias e focando-se nos pontos fulcrais. Mas não pensem que por serem pequenas biografias que o livro é chato, porque não é.
Com uma escrita fluída e bastante acessível, somos transportados para as vidas das 30 personagens.
Um aspecto que gostei bastante foi o facto de termos uma espécie de introdução à personagem, mas num tom mais pessoal, onde o autor nos vai contando alguns aspectos da sua própria vida.
Um livro muito interessante, que me manteve sempre agarrada e cujas páginas "voaram" em poucos dias.
Muito bom!


Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Resultado Passatempo As Trevas de Baltar


Com a gentil oferta do autor Henrique Anders, tínhamos para oferecer um exemplar autografado do livro com dedicatória personalizada, do livro "As Trevas de Baltar".

Desde já agradeço ao Henrique e a todos os participantes no sorteio.
Com 50 participações (infelizmente continuam a existir participantes não respeitam todas as regras) e após sorteio no random.org, o vencedor é:


Muitos parabéns Silvana, Por Detrás das Palavras!

A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desanimem!
Boas leituras para todos!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Peónia Vermelha: André de Oliveira

Mais um livro lido para o projecto #lerosnossos

Peónia Vermelha
Título: Peónia Vermelha
Autor: André de Oliveira
Editora: Chiado Editora
Classificação: 2 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui

Vi este livro a ser falado na internet (não me lembro quem, desculpem) e acabei por ler a sinopse e acabou por me despertar a curiosidade. Afinal de contas, gosto muito de thrillers e este tinha uma premissa bem interessante. Assim sendo, e como o blogue tem parceria com a Chiado Editora, decidi pedi-lo para ler e dar a minha opinião.

Vou começar por vos falar um pouco na premissa.
A nossa protagonista é Chi Shao, uma misteriosa chinesa, que se encontra em Portugal para tentar fazer justiça de algo que lhe aconteceu há 20 anos. Paralelamente, na China, várias mulheres são encontradas com graves problemas de saúde, acabando por morrer, por causa de um medicamento de está a ser testado. E temos ainda o envolvimento do Presidente da Comissão Europeia.

Como não ficar interessada? Um medicamento em teste que leva à morte? Que misteriosa missão é a da Chi Shao. Qual é o envolvimento do Presidente da Comissão Europeia?
Talvez tenha colocado as minhas expectativas muito lá no alto, quer por ser um thriller, quer pela forma como a sinopse despertou a minha curiosidade. Mas a verdade, é que o livro não me agradou como gostaria. E porquê? Porque algumas coisas me irritaram e não fui capaz de me abstrair disso.

Mas então, Tita, o que te irritou assim tanto?
Primeiro, a escolha dos nomes. Sim, os nomes. A grande maioria das personagens portuguesas têm 3 ou mais nomes. E praticamente todas as vezes que são mencionados, "levamos" com esses 3 nomes. Até mesmo entre duas personagens que são irmãos, quando falam no outro, ou até mesmo na lista de contactos do telemóvel do irmão, qual é o nome? Isso mesmo, os 3 nomes da personagem. Pareceu-me algo muito forçado e uma tentativa de "forçar" o leitor a perceber que são personagens ricas e "de bem". Eu percebo que em algumas situações faria sentido, mas praticamente todas as vezes e praticamente todas as personagens, pareceu-me mesmo muito forçado.
Segundo, Beijing e não Pequim. Confesso que não gostei de ver, num livro de um autor português, não utilizar o nome português para a cidade.
Terceiro, alguma repetição de ideias/pequenas conversas ao longo do livro, muitas vezes no próprio capítulo.
Por último mas, diria até o mais importante, erros ortográficos, para além de algumas "trocas de letras". É certo que não são tantos como já encontrei em outros livros da Chiado Editora mas a verdade é que eles existem. Como o, infelizmente já habitual, "Há anos atrás" mas ainda o "trás" em vez de "traz" ou ainda "colatra". Para mim, este tipo de erros ortográficos, "mancham" sempre a leitura, ainda para mais, num autor português.

Apesar de tudo o que referi, a história tem bastante ritmo e vai fluindo bastante bem, apesar do tamanho do livro. Se bem que, achei que algumas partes poderiam ter sido "cortadas", mas lá está, é um gosto pessoal.
Gostei de o André de Oliveira nos ter feito "viajar" até à China e que nos desse a conhecer, um pouco da cultura chinesa.

Muito provavelmente, estou a ser picuinhas a mais, mas realmente, não me consegui afastar da sensação de "irritação" que tive logo no início. No entanto, este é o romance de estreia do autor e julgo que o André de Oliveira tem potencial para melhorar, pois apesar "dos contras", conseguiu manter-me agarrada até ao final.


Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Entrevista ao autor Steven Saylor

Hoje trago-vos uma publicação muito especial e que me deixou muito contente! Graças à Sofia e à Bertrand Editora tive a oportunidade única e espectacular de poder entrevistar o autor Steven Saylor. Muito, mas muito obrigada =D

Já sabem que Steven Saylor é um dos meus autores preferidos e portanto, podem imaginar como é que eu fiquei =)

Mas vou deixar-me de blá blá blá e partilhar convosco a entrevista a Steven Saylor.




Your books are focused on Ancient Rome, how did you become interest in this period?

I grew up far from Italy, in a small town in Texas. But the movies when I was a boy (in the 1960s) were saturated with ancient Rome, from Spartacus, Ben Hur, and Cleopatra to the peplum movie made in Italy starring Steve Reeves as Hercules. (Bodybuilders were very uncommon then.) I think many people still become interested in Rome from movies and TV. At university I studied history, including Rome. But it was after my first trip to Rome in my late twenties that I became truly obsessed with knowing more and more about the ancient world, especially Rome. I am still obsessed, and there is always more to discover.


How did you get the idea for the first book Roma Sub-Rosa – Roman Blood?

At the time I first visited Rome, I was also obsessed with Sherlock Holmes; I read all the stories and novels straight through, in the order in which Doyle wrote them,—the reading experience of a lifetime. Arriving back in California from that first trip to Rome, I craved a novel that would combine ancient Rome with detective fiction, but in 1990 no such book seemed to exist. So I had to write the novel I longed to read—that is how many first novels come to be written. My inspiration was an actual trial oration by Cicero, defending a man accused of murdering his father. Behind the scenes of that the murder case there was a vast spider’s web of political intrigue and conspiracy reaching up to the most powerful man in Rome—wonderful material for both a historical novel and a detective novel.


Did you inspired in someone to create Gordianus? How as the name come about?

I wanted a name not common in Rome at the time (where the same names occur over and over). It’s from the Gordian knot that posed a puzzle to Alexander the Great: it was so complex that no man could unravel it. So Alexander simply cut it with a sword, just as Gordianus often sees straight to the hidden causes of the crimes around him. I paid homage to Sherlock Holmes in the very first chapter of Roman Blood, and then set about inventing my own character, who continues to evolve after many novels. I am still getting to know Gordianus, just as I am still discovering myself. He can still surprise me.


In each book we always have a historical event, which was the most enjoyed to writing?

A special joy was the research for The Seven Wonders, in which young Gordianus travels to each Wonder, solves a mystery there, and also has a new erotic experience—so important to a young person traveling the world. Researching the Wonders was a lot of fun, and a special challenge, since I wanted to make the details accurate for the exact year of his journey, 92 B.C. The Great Pyramid, the Lighthouse of Pharos, and all the rest continue to fascinate us.


And the most difficult one?

Perhaps Wrath of the Furies, which is based very closely on an actual event, the secret plot of King Mithridates of Pontus in the year 88 B.C. to practice “ethnic cleansing” in Asia Minor by killing tens of thousands of Romans in a single day, by surprise. I can not call that research “fun,” because the subject is so grim, a challenge even the the youthful optimism of Gordianus. But despite its importance, this event has never been the subject of a novel or movie (at least not in English), so I wanted to recreate the people and places and events as faithfully as I could. Despite the grim subject matter, I think the book is very fast-paced and full of action and surprises.


Each time I read a Gordianus’ book, I always get the feeling that it would give an excellent movie or TV series. As the Roma Sub Rosa series writer, which actor would you like to see to perform Gordianus?

The real answer: I would choose whichever actor is capable at this moment of getting film producers to invest a great deal of money in such a project. Who that “hot” actor is changes from year to year. I never visualize a real person or actor when writing about Gordianus, and he ages many decades over the course of the series, so is this the younger Gordianus, in his teens, or Gordianus in his sixties, at the time of Caesar’s assassination (the novel I am writing right now)? I suspect there are any number of fine British actors who could be plucked out of Game of Thrones to play the role.


Did you imagine only write about Ancient Rome or are there other periods / civilizations that you would like to explore?

Rome is endlessly fascinating and has such a wide audience; I am lucky that I set my first novel in a time and place that interests so many people in so many countries. Moving away from Gordianus to my novels Roma and Empire has allowed me to explore Rome from prehistory to the time of Hadrian; I hope to write a third novel in that series. There are a few tales from Byzantine (Late Roman) history and also from Ancient Greece that intrigue me…but I don’t want to reveal even a hint, for fear that someone might be inspired to write those stories before I can.


If you could meet three writers (alive or dead) what would you ask them?

Homer: how many fingers am I holding up? (Seriously: was Homer blind or not?)
Tolstoy: how did a mere mortal write War and Peace?
E. M. Forster: would you marry me?



I would like to thank Steven Saylor for taking the time out of his busy schedule to answer my questions. I’m thrilled about the Portuguese release of Wrath of the Furies.

So am I! And thank you for this opportunity. May I also invite your readers to my web site? It’s easy to find: stevensaylor.com.



Podem encontrar, aqui pelo blogue, algumas publicações, quer de opiniões dos livros de Steven Saylor, também sobre o autor.
Links de opinião dos livros de Steven Saylor: