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terça-feira, 13 de outubro de 2020

[Opinião] Apneia de Tânia Ganho

 

Apneia
Título: Apneia
Autor: Tânia Ganho
Editora: Casa das Letras
Classificação: 5 Estrelas


Ficha do Goodreads aqui
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Apneia foi um livro que me deixou num sufoco permanentemente!

Antes de começar, quero fazer um pequeno parênteses. É um tema que me toca particularmente e com a minha história, não enquanto mulher/mãe mas enquanto filha de pais divorciados, divórcio esse, litígioso. E uma regulação do poder paternal que também não correu pelo melhor. E conheço, em escala muito menor, essas artimanha de se "fazer de vítima". Não entrarei em mais pormenores pois é um assunto muito pessoal e que não é só meu, mas é mesmo um tema que mexe sempre muito comigo e com as minhas emoções.

Após atingir a saturação, Adriana decide separar-se do seu marido, Alessandro, no entanto, nunca pensou que o seu divórcio e a guarda do filho, Edoardo, fossem processos tão lentos e dolorosos.
Este é um livro que nos impressiona pelo tema e pelo modo cru e duro que Tânia Ganho no expõe a situação.
Alessandro é daqueles maridos que não aceita a situação, que não aceita não controlar, e que a sua sede de vingança, para atingir Adriana, não tem limites. Manipulador, mesquinho, e daqueles que depois de "arma em vítima" e que representa "ser bom pai". Adriana, a louca, a histérica, a irresponsável.
Infelizmente, e apesar de ser uma história de ficção, esta é a realidade para muitas mães e filhos.
E, pior, o sistema judicial não protege quem deveria proteger e quem são os mais inocentes de tudo, os filhos! Tal como também bastante real, a postura dos terceiros, perante o pai, com um cargo de destaque, que é o "senhor doutor", enquanto que as mães, são as neuróticas, as dramáticas e que "só querem dinheiro". É triste e muito vergonhosa, esta postura do sistema mas, infelizmente, é a realidade.
Foi uma história que me revoltou, que me angustiou, que me deixou num aperto constante.
E, podemos sentir que, mais de metade da história, é "mais do mesmo", mas percebo o objectivo da autora. É sofrimento em cima de sofrimento, manipulações, ofensas.
Repetitivo? Sim! Cansativo? Sim! Desgastante? Sem dúvida! Mas tão e tão real em processos com progenitores como o Alessandro. Manipuladores, vingativos, e cujo objectivo é causar dano ao outro. E, para mim, esse era o principal objectivo da Tânia Ganho, mostrar-nos como é desgastante, como abala uma pessoa, como mina a vida de alguém.

O desfecho em si é que ainda não percebi se é totalmente do meu agrado (estou a escrever a opinião a "quente", logo após ter terminado a leitura e ter todo este turbilhão de emoções. Se por um lado, achei que foi "rápido" demais para toda a história. Por outro, foi o desfecho que trouxe mais "paz" para as personagens, mas talvez, não tão real como o resto da narrativa.
No entanto, nem mesmo este final consegue retirar o brilho ao livro e não posso dar menos de 5 estrelas.

Um livro que nos sufoca, que nos desgasta mas um livro necessário na nossa sociedade e que seja um alerta para que o sistema mude! 

E se já tinha vontade de ler os outros livros da Tânia Ganho, depois deste grande livro, TENHO mesmo que ler!


Livro lido para o meu projecto #Lusiteratura 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Magníficos Estranhos: Elizabeth Klehfoth



Magníficos Estranhos

Título: Magníficos Estranhos
Autor: Elizabeth Klehfoth
Editora: Casa das Letras
Classificação: 5 Estrelas

Ficha do Goodreads aqui
Podem comprar livro aqui

Assim que li a sinopse fiquei logo muito curiosa e digo-vos já que a história conquistou-me logo nas primeiras páginas.
Charlie é uma adolescente, cuja família paterna tem algum prestígio na sociedade, no entanto, quando tinha cerca de 7 anos, a sua mãe, Grace, desapareceu misteriosamente. O pai acredita que a mulher o abandonou e a família de Grace julga que foi Alistair, marido de Grace e pai de Charlie e da sua irmã, que matou Grace e fez desaparecer o corpo. Charlie vê-se então, no meio de duas teorias e não sabe bem em qual é que há-de acreditar.
A vida no seu colégio também não é fácil. Charlie tem um comportamento mais reservado e acaba por receber um convite para integrar no Clube A, um clube segredo e elitista, mas não tão dados a boas acções.
Ao longo da história, vamos intercalando a vida de Charlie, no presente, onde acompanhamos a sua vida escolar mas também a sua tentativa de descobrir o que aconteceu à sua mãe, como também viajamos ao passado, através de capítulos de Alistair e Grace.
Tal como já referi, fiquei logo muito curiosa nas primeiras páginas e adorei o modo que a autora escolheu para nos contar a história, entre presente e passado, deixando-me sempre muito curiosa e a tentar formar as minhas teorias.
Adorei!

Vejam a minha opinião mais detalhada em vídeo, AQUI.



Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.