Fleetwood é uma jovem de dezassete anos, casada há quatro e grávida pela quarta vez. No entanto, nas outras três gravidezes acabou por abortar e sabe que o marido Richard está ansioso por ter um herdeiro. A jovem fica apreensiva quando encontra uma carta escondida, de um médico, que revela que pode não sobreviver a uma nova gravidez.
Por acaso, conhece Alice Gray, uma jovem pouco mais velha do que Fleetwood e que lhe revela que é parteira, e que lhe garante que a vai ajudar a levar a gravidez até ao fim, sem complicações.
No entanto, tudo se complica quando surge uma caça às bruxas e várias mulheres são detidas para serem levadas a julgamento e a própria Alice é acusada de bruxaria. Fleetwood tentar provar a inocência de Alice.
Adorei esta história, não só como a autora nos apresentou as personagens e a própria época, como também conseguiu passar a sensação de angústia e quase impotência de Fleetwood a tentar ajudar Alice.
Melhor ainda foi, ja terminada a leitura, quando li a nota da autora em que revela que a maioria das personagens são verídicas e os julgamentos de Pendle Hill existiram mesmo.
Uma excelente leitura!
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.
Zoe mora em Londres com o seu fiho, Hari, de 4 anos mas tem tido alguns problemas e acaba por aceitar dois trabalhos nas Terras Altas. Um é cuidar de três crianças que são algo problemáticas, o outro é ajudar Nina, que conhecemos no primeiro livro, A Livraria dos Finais Felizes.
Este livro acaba por ser um pouco diferente do primeiro, menos centrado nos livros. É certo que temos ainda várias referências literárias mas o foco principal desta história são as quatro crianças, o modo como relacionam, os seus problemas e as suas dinâmicas familiares.
Mais uma história leve e divertida que me trouxe muito conforto nestes dias e só não levou a classificação máxima porque, entre os dois livros, acabei por gostar mais do primeiro.
E entretanto vi no Goodreads que há um terceiro livro da série e espero que também seja editado em Portugal pois quero muito ler :)
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.
Sabem a sensação de regresso a casa, ao conforto de algo que nos é familiar e querido? Foi isso que senti com este livro. Foi tão mas tão maravilhoso regressar a este mundo e estas personagens. E, nem imaginam o sorriso que fiz, a primeira vez que li o "Bastardinho" e "Bastardolas"! Que bom!
Encontramos uma história com problemas familiares. Não só de Lucivar e Marian, já que esta, sente mais dificuldades em recuperar após o seu terceiro parto. Com Daemon Sadi e Surreal a atravessarem problemas no seu casamento. E ainda, a jovem protegida de Lucivar, Jillian, que vive o seu primeiro amor com Dillon.
Tem os ingredientes que Anne Bishop já nos habituou, com episódios divertidos mas também dor e aspectos mais sombrios, mas também amor e lealdade, levando-nos a sentir várias emoções ao longo da história.
E foi tão bom perceber o quão forte continuam os laços com Jaenelle Angelline, a Feiticeira e como ainda continua a influenciar a vida de quem a amou.
Título: O Livro dos Amigos Perdidos
Autor: Lisa Wingate
Editora: Saída de Emergência
Classificação: 4 Estrelas
Em 1875, encontramos três jovens raparigas vão enfrentam uma perigosa viagem: Lavinia, uma herdeira de uma plantação; Juneau Jane, sua meia-irmã crioula; e Hannie, antiga escrava da Lavinia. E em 1987, Benny, uma jovem professora numa escola muito problemática.
A autora inspirou-se também em factos verídicos, como é o caso do jornal Amigos Perdidos, para onde ex-escravos escreviam para tentarem encontrar familiares dos quais tinham sido separados.
Gostei bastante de ficar a conhecer um pouco melhor sobre Luisiana e Texa no pós-guerra civil, bem como das dificuldades, já em pleno século XX. Um dos grandes pontos fortes do livro é a introdução das colunas do jornal "Amigos Perdidos".
Apesar do ritmo lento, fiz uma grande leitura mas, a verdade, é que não me consegui sentir totalmente ligada às personagens e senti-me mais uma espectadora, do que dentro da própria história e, ao contrário do que esperava, não me emocionou. Ainda assim, é uma história muito interessante e que nos consegue ensinar um pouco mais sobre a guerra-civil americana.
Nota: Estes livros foram-me disponibilizados pela editora, em troca de uma opinião honesta.
Título: Monstress - Filha da Guerra (Monstress #5)
Autor: Marjorie M. Liu e Sana Takeda
Editora: Saída de Emergência
Classificação: 4 Estrelas
Ficha do Goodreads aqui
Podem comprar o livro na WOOK ou na BERTRAND
Tenho adorado esta BD e, por isso, estava muito empolgada mas, infelizmente, este volume não me conquistou como os anteriores.
É um volume com muita guerra, violência e sangue e onde, vamos saltando entre passado e presente, o que, para mim, tornou a história um pouco mais confusa. Mesmo a arte, achei-a mais escura e algumas vezes tive dificuldade em perceber alguns pormenores.
No entanto, continuo muito curiosa com o desenvolvimento da série e julgo que será útil, no próximo volumes, reler primeiro os volumes anteriores.
Título: Resistir ao Lorde (A League of Extraordinary Women #2)
Autor: Evie Dunmore
Editora: Saída de Emergência
Classificação: 5 Estrelas
Ficha do Goodreads aqui
Podem comprar o livro na WOOK ou na BERTRAND
Eu adorei o primeiro livro e, por isso, as expectativas eram altíssimas mas não fiquei nada desiludida com este segundo livro.
Este é daqueles romances de amor e ódio mas a autora criou uma história muito viciante e "quente". Lucie e Tristan são dois excelentes personagens, ela uma sufragista independente e ele um libertino divertido.
Lucie decide comprar acção de uma das maiores editoras de Londres, para tentar influenciar a Lei de Propriedade das Mulheres no Parlamento mas, Tristan, o seu inimingo da adolescência, comprou também metade das acções, tornando-se assim sócios.
Senti que temos "menos luta no terreno" do movimento sufragista mas continuam a ser referidas as dificuldades que as mulheres enfrentavam, as diferenças de classes, os direitos de igualdade e até a violência sobre mulheres casadas.
Adorei a história de Lucie e Tristan, com esta relação de amor/ódio e com momentos bem quentes eheheh
Um aspecto interessante é o modo como a sociedade vê Lucie, uma jovem que desafia as normas e regras da sociedade.
Uma história muito viciante e que nos faz querer ler mais e mais!
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.
May tem apenas catorze anos quando, após ter roubado um pão, é condenada tornar-se devoradora de pecados e acaba por se juntar À devoradora principal. No entanto, numa das cerimónias de comer, encontram um alimento, cujo pecado não foi confessado e, a devoradora principal, se recusa a comê-lo (ao contrário de May), acabando por ser presa e morta, ficando May sozinha, e levando-a a tentar descobrir quem esteve por detrás de tal acto.
Ao contrário do que pensava, este livro não é um romance histórico mas sim fantasia histórica pois, estamos num país criado pela autora mas com inspiração inglesa e da corte Tudor. A autora inspirou-se também em Devoradoras de Pecados quem até há pouco mais de um século existiam na Bretanha.
Temos uma narrativa mais sombria, com estas mulheres que comem determinados alimentos que simbolizam os pecados de quem está prestes a morrer. Mulheres estas que vivem à margem da sociedade e que sentem na pele a descriminação. Temos também muito presente na história a parte da figura de Eva, e dos seus pecados.
Foi, sem dúvida, uma leitura intensa e que me fez revolver o estômago algumas vezes. Para além da mistura entre o histórico e a fantasia, a autora criou também uma narrativa com muitos segredos e, claro, crimes que temos que desvendar.
Senti que houve algumas perguntas que ficaram por responder e gostaria de ter ficado a conhecer melhor a devoradora principal mas, mesmo assim, foi uma leitura viciante!
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.