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segunda-feira, 22 de junho de 2020

[Opinião] Série Little Fires Everywhere




Ficha do IMBd  aqui

Ao longo dos 8 episódios vamos acompanhando duas famílias completamente diferentes. Temos Elena Richardson, interpretada por Reese Witherspoon e que é a "mãe perfeita", trabalha como jornalista, em a sua casa de sonho e é mãe de 4 adolescentes de idades muito próximas. Do outro lado temos, Mia Warren (Kerry Washington), mãe solteira, artista e muito "fechada e misteriosa" e que acaba por alugar um apartamento de Elena.

Parti sem grandes expectativas e sem conhecer a história pois não li o livro mas posso-vos dizer que só descansei quando terminei os oito episódios.
A história prendeu-me logo desde o início, muito por causa de todo o mistério da vida de Mia mas também do modo como Elena é, fazendo aquilo que ela acha que é certo ou justo. E é, mais ou menos a meio, que vamos perceber muito melhor o passado das nossas personagens, e o que "molda" o carácter delas.
Uma história muito centrada nas relações familiares e daquilo que nós achamos ou não ser perfeito, bem como das expectativas que os pais colocam nos filhos.
Temos também a questão da diferenças e dificuldades de quem pertence a outra etnia, bem como o preconceito associado a essa etnia.
Chegados ao final percebemos, que ninguém é perfeito e todos comentem erros na sua relação com os filhos mas também nos mostra que há quem consiga reconhecer esses erros e quem não consegue.
Quanto ao final (e desconheço o final do livro pois, tal como já referi, não o li) mas parece-me que tem possibilidade de ter mais uma temporada.
Muito interessante como ao fim dos 8 episódios, a série conseguiu mudar a minha perspectiva/opinião sobre as personagens.
Uma excelente surpresa.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Filme e Séries Maio 2020




Série: A Espia 
Ficha do IMBd aqui

Quando vi a apresentação da série na RTP1 fiquei muito curiosa, afinal de contas, é uma série portuguesa e cuja acção se desenrola durante a 2ª Guerra Mundial, em Portugal.
Sendo um país neutro, muitos dos portugueses decidem trabalhar para os Aliados, mas também para o lado Alemão.
A protagonista é Maria João Mascarenhas que trabalha para o sogro numa empresa de transportes, e é aliciada pela sua amiga Rose a fornecer informações, aos ingleses, sobre os carregamentos de volfrâmio. Maria João, acaba também por se aproximar do engenheiro alemão Siegfried Brenner.

A história é bastante interessante e está muito bem conseguida, com várias intrigas e espionagem, focando não só o lado inglês mas também o alemão. 
O núcleo de actores também é de grande qualidade, e que representam personagens bem desenvolvidas e com dramas e medos reais.
O único senão, para mim, tirando poucas excepções (Diogo Morgado, Pedro Lamares e Lúcia Moniz) são os sotaques, ou a falta dele, em personagens que são estrangeiras, como ingleses e alemães mas que falam português correctamente.
Ainda assim, é uma série de grande qualidade e merece ser vista.





Filme: Frozen 2
Ficha do IMBd aqui

Neste filme, Elsa e Anna, vão-se ver envolvidas na história sobre a floresta dos elementos que pai lhes contava, quando eram crianças, e em que algo provocou a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água.
Ficamos a conhecer um pouco mais sobre a infância das irmãs, bem como sobre o passado sombrio da floresta e qual a sua relação com Elsa e Anna.
Adorei a imagem do filme, com cores mais quentes e cenas espectaculares do que o primeiro filme, no entanto, e apesar da banda sonora ser boa, não tem nenhum música ao nível de Let it go.
Gostei bastante!





Filme: Toy Story 4
Ficha do IMBd aqui

Woody e o resto dos brinquedos pertencem agora a Bonnie e, após o primeiro dia na escolinha, Woody apresenta o novo brinquedo construído por ela: Forky, nada mais, nada menos, que o garfo de plástico.
Na viagem de férias, Forky tenta escapar mas Woody está determinado em o recuperar para Bonnie e acaba por reencontrar, num parque de diversões, Bo Peep.
Este quarto filme da saga segue a mesmo linha que o terceiro, tornando, aos meus olhos, um filme mais para adultos do que para criança, focando-se no drama da separação brinquedo/criança.
Gostei da história mas, confesso, que tenho um pouco de mixed-fellings, pois gostaria de ter tido um final diferente, acabando por ter um narrativa mais dramática e a "puxar à lágrima".

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Série: 1986

Ficha do IMdB aqui


Assim que ouvi falar nesta série, já há uns bons meses, fiquei logo muito curiosa. Em primeiro lugar, porque adoro as recordações dos anos 80 (e os 90 também) e em segundo, porque foi uma ideia do Nuno Markl. Sim, eu faço parte do grupo de pessoas que gosta do Nuno Markl e não, não o conheço pessoalmente, mas acho que ele é muito boa pessoa e identifico-me um pouco com ele, afinal de contas, também eu sou uma desastrada. Além disso, gosto muito do trabalho dele e já são muitos anos a ouvir “O Homem que Mordeu o Cão”.

Mas adiante…

Felizmente, em Março, a série estreou e, apesar de estar a dar semanalmente às terças-feiras à noite, na RTP 1, foram disponibilizados no RTP Play, todos os 13 episódios. E ainda bem!
Primeiro que tudo, tenho que dizer que vi os 13 episódios, num único fim-de-semana, mas foi um momento muito complicado pois tinha a minha mãe internada, de urgência, e à espera de um pacemaker. E mesmo assim, a série conseguiu captar a minha atenção.
É certo que sendo uma ideia do Markl, não esperava uma série num registo sério como por exemplo o “Conta-me como Foi”, mas mesmo assim, contava com algo que espelhasse melhor os anos 80. Mas acredito também, que esse não é bem o objectivo da série, mas focar-se sim na adolescência. Afinal de contas, a série é contada através da perspectiva do Tiago, adolescente e que vive com o seu pai, viúvo.

E se é uma perspectiva fidedigna da adolescência nos anos 80? Isso não consigo avaliar. No início de 1986 tinha apenas 4 anos e, por isso, a minha realidade é outra eheheh
Adorei a caracterização, de roupa, acessórios e mobiliário/eletrodomésticos. Os telefones com “rodinha”, os televisores ainda sem comando (e a conversa de que o lugar do comando é ao lado da televisão – LINDO eheheh), os carros, os clubes de vídeo, a maquilhagem de olhos bem azulona, etc. Só achei que faltava um pouco mais de chumaços nas camisas pois, do que me recordo, entre os anos 80/90, tudo o que era camisa e camisola tinha chumaços e sempre grandes.
Como não podia deixar de ser, são várias as referências a marcas, pessoas, filmes, séries, e que nos deixam com um sorriso de nostalgia.

Quanto a personagens, cada uma delas tem a as características muito vincadas, um pouco exageradas demais. Percebo que a ideia tenha sido retratar várias “tribos” da sociedade, mas senti que ficaram muito estereotipadas. Principalmente o pai do Tiago e o da Marta, que representam duas ideologias políticas completamente opostas.
Um outro aspecto que senti que ficou um pouco aquém das minhas expectivas foi espaço temporal abrangido pela série. Confesso que pelo nome “1986” esperava que se desenrolasse durante todo esse ano, ou pelo menos, durante o ano lectivo. No entanto, decorre apenas entre a 1ª e 2ª volta das eleições legislativas, se não estou em erro, cerca de 3 semanas. O que acaba por “saber a pouco”.

Apesar de não ter correspondido totalmente às minhas expectativas, gostei muito da série e espero que haja a possibilidade de uma segunda temporada.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Série: The Sinner

Ficha do IMBd aqui


Cora Tannetti, interpretado por Jessica Biel, é uma mulher de 28 anos que, em plena praia, com o marido e filho, comete um crime. Mas, apesar de se saber "quem" e "como", não há nenhuma explicação do "porquê". O detective investigador Ambrose, interpretado por Bill Pullman começa então a tentar descobrir o que levou Cora a agir como agiu.
Ao longo dos 8 episódios vamos tendo acesso à vários flashbacks do passado de Cora, não só da sua infância mas também de acontecimentos que há 5 anos a marcaram. E através desses fragmentos de memória, vamos tentando arranjar teorias que expliquem o que aconteceu e também perceber como é que Cora é como é.
Gostei muito da série e do ambiente mais pesado e com uma forte carga emocional e psicológica. E onde fui tentando arranjar respostas mas mas consegui ser surpreendida

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Série: Friends from College

Ficha do IMBd aqui


Esta série foi uma recomendação da Dora e da Olga e, por isso, estava com muitas expectativas mas, a verdade, é que não gostei.

Friends from College conta-nos a história de seis amigos que estudaram juntos em Harvard e que, aos 40 anos têm vidas diferentes do que estavam à espera. Os seus relacionamentos são também algo complicados, com paixões antigas que poderão desequilibrar a vida actual.
Julgava que a série tivesse um ambiente mais parecido a Friends mas senti que se aproximava mais de How I Met Your Mother, talvez por uma das actrizes ser comum.
A série acaba por explorar a relação entre os seis amigos mas acaba por ser muito baseada na traição e não senti que as cenas tivessem piada. Achei as próprias personagens mal desenvolvidas e as suas histórias mal aproveitadas e sem grande sentido.

Fiquei com a ideia que o objectivo da série era tentar tornar cómico, situações mais constrangedoras mas acabei por achá-la aborrecida. São várias as cenas que poderia comentar sobre o quão parvas e estúpidas foram mas não quero entrar em spoilers.

Acabei por ver toda a primeira temporada porque são apenas 8 episódios com cerca de 30 minutos mas não irei ver a próxima temporada.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Série: Fuller House


Ficha do IMBd aqui


Lembro-me de algures no final dos anos 80, início dos anos 90, dar uma série de tv (muito provavelmente no Agora Escolha) em que um recente viúvo pedia ao cunhado e ao seu melhor amigo, para irem viver com ele e ajudá-lo a criar as suas três filhas. E apesar de não me lembrar do nome da série sabia que era onde as gémeas Olsen, Mary-Kate e Ashley, apareceram a primeira vez, ainda bebés.

Recentemente, num dos programa da Ellen que dá na SIC Mulher (e que são já de 2016), falaram que havia um spin-off e no título original da série - Full House (ficha IMBd aqui e julgo que em Portugal ficou como Que Família!. Mais alguém se lembra?

Fui então procurar mais sobre o spin-off e fiquei a saber que foi lançada pela Netflix e conta já com três temporadas, em que as duas primeiras tiveram 13 episódios e a mais recente terá 18 (9 + 9), em que a primeira parte já está disponível.

Nesta nova série, D.J Tanner (a filha mais velha) ficou recentemente viúva e com três filhos, voltando a viver em casa do pai. Mas eis, que a sua irmã do meio, Stephanie e a sua melhor amiga Kimmy (e a filha desta), vão viver para a casa dos Tanner para ajudar D.J. a cuidar dos filhos.
Eu sei que a fórmula é a mesma que da série original, mas desta vez com os papéis invertidos mas adorei ver a série. Para já, conta com o mesmo elenco (excepto as gémeas Olsen) e, ao longo dos vários episódios, vamos tendo várias referências a cenas da série original, mas também aos anos 90 e a Michelle e às gémeas Olsen.
É uma série muito divertida com muitos momentos que nos arrancam uma gargalhada, mas também alguma nostalgia.

Simplesmente, não resisti, e não consegui parar de ver os 35 episódios praticamente de seguida e estou já ansiosa pelos restantes 9 episódios.

Acredito que a série terá mais impacto para quem se lembre de Full House mas mesmo que não se lembrem, dêem-lhe uma oportunidade, pois acredito que passarão um bom bocado.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Série: The Handmaid's Tale


Ficha do IMBd aqui


Esta é uma série que tem sido muito falada e, tendo eu já lido o livro (opinião aqui) e visto o filme de 1990 (opinião aqui), tinha também que ver esta nova adaptação.

Gileade, que outrora pertenceu aos EUA, é um estado totalitário, com fortes bases católicas e conservadoras, e onde a maioria das mulheres são estéreis, e as mulheres que ainda são férteis são "treinadas" para servas. Estas servas são mantidas em casa de casais oficiais para terem relações com os homens, os Comandantes, numa determinada cerimónia, com o objetivo de engravidarem e os bebés serem criados por esse casal e para depois a serva ser colocada numa outra casa.

Nesta nova sociedade, as servas perdem a sua identidade e vida, passando a ser designadas sempre como Of e o nome do seu comandante. No caso da nossa protagonista, Elizabeth Moss é Offred pois é a serva do Comandante Fred Waterford e da sua esposa Serena Joy Waterford.

Apesar de algumas diferenças entre livro e série, posso-vos dizer que gostei muito mais da série. É muito mais completa, pois temos acesso não apenas à visão de Offred mas das outras personagens que a rodeiam. Torna a história muito mais profunda, claustrofóbica,  muito mais revoltante, mexendo com os nossos sentimentos e emoções.
Mostra-nos como é perigoso ter gente fanática no poder, como gente fundamentalista pode tornar infernal a vida dos outros. Como é assustador as mulheres perderem todos os direitos.

Uma série que vale muito a pena ser vista, não só pela história, tão assustadoramente real, como pelas belíssimas interpretações de todos os personagens!
Absolutamente arrepiante!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ana dos Cabelos Ruivos - Adaptações

Depois de ter revisto a série de animação Ana dos Cabelos Ruivos fiquei quase "obcecada" e "tive" que ver algumas das outras adaptações.

Vi então 3 adaptações, entre as quais, a mais recente da Netflix mas, infelizmente, senti que nenhuma esteve à altura nem do livro (que entretanto vou reler), nem da série de animação.


Filme: Anne of Green Gables (2016)
Ficha do IMBd aqui

Esta foi a primeira adaptação que vi e apesar de algumas alterações e cenas "mais condensadas" (o que é normal num filme), até estava a gostar. Mas este filme é apenas parte do livro e não a história completa.
Se não estou em erro, foi a única adaptação que manteve a idade original de Anne, 11 anos.
Em termos de casting, achei a actriz que faz de Marilla mais "doce" do que deveria mas o que eu não percebi foi mesmo a escolha para o papel de Gilbert Blythe. A sério que não arranjaram um miúdo mais giro? Enfim.




Mini-série: Anne of Green Gables (1985)
Ficha do IMBd aqui


A próxima adaptação que consegui ver foi a mini-série de 1985 e, das três, é a mais fiel, apesar de também ter algumas alterações.
Nesta adaptação, colocaram a Anne com 13 anos mas a actriz escolhida parece mais velha, daria-lhe talvez uns 17/18 anos, e também não corresponde fisicamente à descrição pois não a achei magrinha como Anne deveria ser.
No entanto, das três, esta foi a adaptação que mais gostei de ver.






Série: Anne with an E (2017)
Ficha do IMBd aqui


Deixei para último a adaptação mais recente da Netflix e que desilusão.
Tenho que referir como ponto positivo, a miúda que interpreta Anne. Bem magrinha e com o espírito livre. E as paisagens são lindíssimas.
No entanto, foram tantas mas tantas as alterações no enredo que não fui capaz de gostar. Não vou fazer nenhum comentário sobre essas alterações pois não quero fazer spoilers a quem queira ver a série mas, realmente, afastou-se bastante da história original.




Das três adaptações, recomendo a mini-série de 1985.
No entanto, se querem uma versão fiel ao livro, vejam a série de animação pois é, sem dúvida, a melhor.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Série: Twin Peaks S1 e S2

Ficha do IMBd aqui


Twin Peaks é uma série icónica do início dos anos 90 mas não tive possibilidade de ver na altura, pois os meus pais achavam que eu era demasiado nova. Provavelmente teriam alguma razão, pois acho que na altura não teria percebido praticamente nada (se bem que, agora, também não foi muito fácil).

A história inicia-se com a morte de Laura Palmer, uma jovem de 17 anos, aparentemente "certinha", e onde um agente do FBI chega a Twin Peaks para investigar.
Paralelamente à investigação da morte de Laura Palmer e na busca pelo culpado, temos também uma série de outros mistérios relacionados com os outros personagens. Personagens esses, bem estranhos.
A própria história não é muito "normal" e é uma mistura de géneros, onde se inclui o policial, drama, humor, suspense mas também muito surrealismo. Aliás, acho que a melhor forma de caracterizar esta série é mesmo o surreal e com muitos elementos fantásticos, onde é muito ténue a linha entre a realidade e os sonhos.
Esta série teve duas temporadas, a primeira com teve oito episódios e a segunda com vinte e dois. Entretanto, está a "sair" a terceira temporada, 25 anos depois.
Quanto às temporadas, gostei bastante da primeira mas a segunda não me convenceu muito. E porquê? Porque ainda nem a meio da temporada ía, e já se tinha descoberto o assassino de Laura Palmer. Julgo que a série teria saído a ganhar se o suspense principal fosse desvendado mais perto do final ou então tornar a temporada mais pequena.
A série deixou-me muito confusa e senti que ficaram muitas respostas por dar.
A banda sonora é fantástica, roçando no "assustador".

Se tivesse que definir a série, a palavra seria "Estranha, muito estranha".

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Série: Vidago Palace

Ficha do IMBd aqui


No verão de 1936, o hotel Vidage Palace é o palco desta história e onde combina o hotel com tratamentos termais e o seu mais recente campo de golfe.
O foco principal é a história de amor entre dois jovens de diferentes classes - Carlota, a filha dos Condes do Vimieiro e Pedro, filho do recepcionista do hotel. Mas, para além de serem de classes diferentes, Carlota está noiva de César Augusto, filho de um português que fez fortuna no Brasil. Para Carlota, este é um casamento "forçado" pois o seu pai está falido.
Confesso que esta parte romântica não me agrada tanto mas gosto da caracterização de época. Gosto bastante dos cenários, dos figurinos e das imagens do hotel são fabulosas.
Achei também interessante a introdução da guerra civil espanhola e também o crescente poderio de Hitler que já começa a preparar a Segunda Guerra Mundial.

Confesso que esperava ter gostado mais desta série. Tal como referi mais acima, a história de amor não me cativou, e apesar de termos alguns focos de enredo focados na caracterização social e política, a verdade é que, senti que poderiam ter sido mais explorados.

Também em termos de personagens, foram-me praticamente indiferentes e não tenho sequer nenhuma preferida. Achei-as algo cliché e estereotipadas como por exemplo as Manas Perliquitetes que são as típicas solteironas e cujo passatempo é coscuvilhar sobre a vida dos outros.


E podem perguntar porque é que vi a série até ao fim? Porque foram apenas 6 episódios e tive à espera que melhorasse.

Mesmo não tendo sido uma série que me apaixonou, pode ser que tenha suscitado o interesse de algum de vós. Por isso, quem quiser, pode ver os 6 episódios no RTP Play.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Série: Big Little Lies


Ficha do IMBd aqui

Esta era uma série que, confesso, não me suscitava grande interesse mas ouvi a Cláudia, A Mulher que Ama Livros, e  a Dora, do Books & Movies, que resolvi dar-lhe uma oportunidade e posso dizer que ainda bem que o fiz.

Big Little Lies conta-nos a história de três mães que aparentemente têm vidas perfeitas. Mas ao longo dos sete episódios vamos percebendo que a vida destas três mulheres é tudo menos perfeita.
Além disso, logo no início percebemos que existiu um assassinato e que está a decorrer uma investigação mas o interessante é que não sabemos nem quem morreu, nem como, mas percebemos que as nossas três mulheres principais estão de alguma forma ligadas.
Como a acção vai saltando entre o passado e a investigação, o que faz aumentar a nossa ansiedade e também de tentarmos apanhar todos os detalhes e pormenores que levem ao desfecho.
Todo o elenco está muitíssimo bem mas tenho que referir o trio de mães Madeline Mackenzie (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman) e Jane Chapman (Shailene Woodley), que estão absolutamente perfeitas.

Uma excelente série!


Quem também já viu ou está com vontade de ver?

terça-feira, 18 de abril de 2017

Série: Ministério do Tempo

Ficha do IMBd aqui

Assim que vi a apresentação desta série portuguesa fiquei logo curiosa e com vontade de ver.

Quem é que não gostava de viajar no tempo? Eu gostava.

Mas afinal o que é o Ministério do Tempo?
O Ministério do Tempo tem como objectivo garantir que a História não é alternada e sempre que recebem algum "alarme", uma equipa é enviada ao passado para garantir que tudo vai correr como nós conhecemos.

A patrulha é composta por Amélia Carvalho (Mariana Monteiro), Afonso Mendes de Noronha (João Craveiro) e Tiago Silva (Sisley Dias), cada um deles de um século diferente mas que funcionam muito bem em equipa.
Temos também Salvador (António Capelo), o secretário-geral do Ministério; Ernesto (Luís Vicente), o chefe de segurança; Irene (Andreia Diniz), a chefe de logística; e Maria dos Prazeres (Carla Andrino), a secretária do Salvador.

Ao longo da primeira temporada foram sendo inseridas outras personagens, algumas como agentes do Ministério, tais como Camões e Pacino, e que colaboram em algumas missões.


Gosto mesmo muito desta série. Acho uma fantástica mistura entre a ficção-científica, com viagens no tempo, e a História de Portugal, pois há sempre um acontecimento histórico que é abordado.
Também o enredo me atraí, a forma como misturam presente e passado, com referências fantásticas, sempre com um toque de humor.
Estou-me a lembrar por exemplo, no primeiro episódio de Camões, uma altura em que o Tiago cita Xutos-e-Pontapés e Camões pergunta se é de Dante. Muito bom!

Um outro episódio que me ficou na memória é o que se refere à invasão francesa. Foi o episódio mais divertido que assisti, onde temos Maria dos Prazeres como Madre e Pacino como padre. Hilariante!

A minha personagem preferida é, sem dúvida, o Afonso, nascido no final do século XV. Com alguma dificuldade em se adaptar ao século XXI e as suas observações são sempre divertidas. Como por exemplo, o "Chapino".
Também Camões e Pacino têm o seu "quê" de especial e gostava que aparecessem com mais regularidade.


A primeira temporada, com 16 episódios, terminou esta semana mas está já confirmada uma segunda temporada, pela qual estou já ansiosa.


Podem saber mais sobre a série na página da RTP e acompanhar também página de facebook.

Todos os 16 episódios podem ser vistos no RTP Play, local onde maioritariamente acompanhei a série. E porquê, perguntam vocês? Primeiro pela flexibilidade, pois não tinha que estar a ver na tx com box para "voltar atrás", e depois porque descobri que no RTP Play os episódios eram disponibilizados às 12h de 2ªs (enquanto que na tv dava às 21h)


Mais alguém viu a série?
Ficaram com vontade de ver?
Contem-me tudo =)


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Série: Os Bórgia (Temporada 1)

Ficha do IMBd aqui

Sendo Abril o mês de Lucrécia Bórgia no #Historiquices decidi começar pela série de 2011.


A série é baseada na história da Família Bórgia, uma família com bastante peso durante o período Renascentista e que normalmente é recorda pelo governo corrupto e pela acusação de ter cometido vários crimes, tais como adultério, corrupção, incesto e assassinato, entre outros.
Teve apenas três temporadas, ao contrário das quatro inicialmente previstas, com um total de 39 episódios (9 episódios na primeira temporada e 10 nas temporadas seguintes).

Logo no início da temporada acompanhamos o processo de eleição de Rodrigo Bórgia, despenhado por Jeremy Irons, tornando-se então no Papa Alexandre VI que, com a ajuda dos seus filhos, utiliza subornos e outras artimanhas para manter sua posição na Igreja e ganhando muitos inimigos no Colégio de Cardeais.
É também retratado a relação conturbada entre César e Juan, onde se nota muito ressentimento e divergência de opiniões. E como não podia deixar de ser, todas as relações carnais (e por isso é uma série com muitas cenas de sexo) a que os Bórgia estão associados.

Gostei do modo como a série nos mostra toda a corrupção da Igreja, a devassidão, os jogos políticos e alianças que permitam manter os diferentes Principados no entanto acabou por não me prender a atenção e até desiludir um pouco.
Não sei se teria muitas expectativas, afinal de contas adoro história, mas realmente não foi uma série que tivesse gostado de assistir e não irei ver as restantes temporadas.


Algum de vós viu a série? O que acharam?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Série: Victoria


Ficha do IMBd aqui

A Rainha Victoria foi a personalidade escolhida para o mês de Fevereiro para o projecto #Historiquices da Miúda Geek e resolvi ver a série inglesa centrada na Rainha Victoria, a segunda monarca com o reinado mais longo.

A série inicia-se com a morte do Rei Guilherme IV e que leva a jovem Victoria, com apenas dezoito anos, ao trono. Sendo que esta primeira temporada termina com o nascimento da primeira filha de Victoria e Albert.
São vários os acontecimentos importantes nesta primeira temporada, como a forte amizade da Rainha Victoria com o Primeiro-Ministro Lorde Melbourne, como o próprio namoro e casamentos com o príncipe Albert, mas também muitas outras intrigas.
Sendo uma amante de história é óbvio que tinha muitas expectativas com esta série e não fiquei desiludida. É certo que no início me senti um pouco perdida com a questão da sucessão e do porquê de a jovem Victoria ser Rainha. Senti que foi um aspecto pouco desenvolvido na série mas, como há uns anos vi um filme sobre a vida da Rainha Victoria, já sabia algumas coisas.
Gostei imenso da série e do modo como tornaram Victoria tão real. Temos acesso a vários episódios importantes no início do seu reinado, como as tentativas de o seu tio querer ficar com o trono, a relação algo conflituosa com a sua mãe ou até o "fica-pé" com Lord Melbourne.
É ainda abordado o facto de Victoria não ter muita vontade de ser mãe, como também os seus receios em relação ao parto.
Para além da vida da Rainha, vamos também acompanhando as vidas dos empregados do palácio e que nos traz mais um ponto de interesse.

Uma excelente série de época e que me fez ficar empolgada pela próxima temporada.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Série: Stranger Things


Ficha do IMDb aqui

Já há uns meses que ouvia falar bem de Stranger Things e finalmente decidi dar-lhe uma oportunidade.

Passada numa pequena localidade, em 1983, conta-nos a história de um miúdo que, após ter estado a jogar Dungeons and Dragons com os seus 3 amigos, desaparece misteriosamente enquanto regressava a casa. Enquanto a polícia investiga, os amigos decidem também procurar Will, e deparam-se com uma menina muito estranha. E temos também coisas muito estranhas e o envolvimento de uma agência governamental.


Assim que comecei a ver o primeiro episódio, lembrei-me logo do filme de 2011, Super 8, que também trazia até nós, o ambiente dos anos 80.
Quando comecei a ver a série, tinha a ideia de ver um ou dois episódios por dia, mas posso-vos dizer, que assim que um episódio terminava, tinha que ver logo o próximo. E acabei por ver os oito episódio num único dia.
Achei todo o enredo super interessante, quer desde ao desaparecimento de Will e a misteriosa Eleven, mas também, o desespero de uma mãe em ter o filho desaparecido, o chefe da polícia que sofre com a morte da sua filha, os dramas românticos dos adolescentes e ainda a agência governamental que está por envolvida nas "coisas estranhas, e que me recordou um pouco o ambiente vivido em Ficheiros Secretos.
Tenho que destacar as actuações da pequena Millie Bobby Brown (Eleven) e também de Winona Ryder que, para mim, desempenha na perfeição o desespero, quase loucura, de uma mãe em busca de respostas. Mas todas as personagens são importantes para a trama, tal como todos os episódios, sem "enche-chouriços".

A banda sonora é excelente, com inúmeras referências aos anos 80 e que nos levam atrás no tempo.

Num misto de ficção-científica, suspense e terror, foi uma série que me manteve colada ao ecrã. E apesar de estar já agendada, para este ano, uma segunda temporada, é uma história que termina no final da primeira temporada. Claro que existem algumas respostas por desvendar, mas a história principal, é finalizada.


Quem já viu, gostou?
Quem não viu, está curioso?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mini-série: And Then They Were None


Ficha do IMBd aqui


Apesar do título da mini-série em Portugal ter ficado Convite para a Morte, é a adaptação do livro As Dez Figuras Negras de Agatha Christie, um dos meus livros preferidos da autora.
Desde que ouvi falar nesta adaptação que tinha muita curiosidade, e aproveitei que deu na Passagem de Ano no canal Fox Crime, para ver durante a semana.

Oito desconhecidos são convidados pelos casal U.N. Owen, para a Soldier Island. Lá, completamente isolados, são recebidos pelo casal de criados Rogers e onde na primeira noite, todos são acusados de terem cometido um crime. À medida que o tempo passa, um a um dos desconhecidos começam a morrer, e em que umas figuras vão desaparecendo misteriosamente, criando a dúvida e desconfiança entre os sobreviventes.

Confesso que já não me recordava da história, nem sequer do culpado, mas adorei a série. Uma história cheia de suspense e mistério.
Adorei a caracterização da ilha, com aquele ar deserto e isolado. Todo o clima de suspeita e desconfiança que surge à medida que as personagens começam a aparecer mortas. O guarda-roupa.
Adorei tudo!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

The Walking Dead


Devo dizer que só comecei a ver a série The Walking Dead a partir da 2ª temporada e por insistência de um ex-colega de trabalho. No início estranhei um pouco, pois não muito de zombies, mas depressa fiquei viciada. E porquê? Porque considero uma série distopica, em que vemos as pessoas a lutar pela sua sobrevivência. Não digo que fosse algo que gostasse de passar, não, nada disso, mas em termos de livros e séries, gosto de ver.

E porque é que eu estou a falar da série? Porque esta 2ªfeira, dia 31 de Março, terminou a 4ª temporada na Fox, e agora tenho (eu e mais uns quantos fãs) que esperar até Outubro pela próxima temporada.
Como personagens preferidas gosto muito do Daryl com a suas besta =D e gosto da evolução da Carol (uma mulher frágil que se tornou uma sobrevivente muito forte).
O que me chateia na série, é serem poucos episódios por temporada e darem na mania em dividirem as temporadas ao meio. Mas pronto, aguenta-se =P

Quanto à 4ª temporada, e tirando alguns episódios em que tivemos mais acção e um clima mais tenso, caracterizou-se por ser um pouco mais calma. No entanto, os episódios de pausa de temporada e o final da mesma, são óptimos para deixar o espectador na expectativa de querer saber mais.

De salientar ainda o fantástico trabalho de maquilhagem na caracterização dos zombies. Excelente!!

Também são fãs desta série?

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Downton Abbey - Temporada 4


Eu sei que esta temporada já terminou há algum tempo na Fox Life, nomeadamente dia 26 de Dezembro, mas eu fui adiando escrever um pouco sobre ela.

Antes de mais, tenho que referir só comecei a ver a série numa das repetições da mesma, antes da terceira temporada, mas que tinha boas recomendações. No entanto, com o final da terceira temporada fiquei um bocadinho de pé atrás, devido ao que aconteceu a Sybil e a Matthew mas decidi voltar a ver a nova temporada.
Continuo sem gostar de Edith mas confesso que estou expectante com as consequências do que lhe aconteceu. Já sabia que iam arranjar pretendentes a Mary, mas era mesmo preciso serem três? Acho demais para uma personagem que não acho que seja tão interessante como isso (Sybil era uma personagem bem mais rica). Também não achei que a introdução da personagem de Rose trouxesse muito interesse à história, nem sequer com a polémica do seu "affair". Temos ainda o drama de Anna que, para mim, foi mesmo o que mais me custou de ver, e foi o drama desta temporada.
Algo que continuo a adorar é a interacção entre a Mrs Crawley e Condessa Viúva de Grantham que são das personagens mais engraçadas.

sábado, 18 de janeiro de 2014

North & South (Mini Série)

Ao ler o livro pela primeira vez senti a necessidade de rever a mini série e não pensei que fiquei prejudicada por ter lido o livro só agora.

Apesar de a mini série não ser 100% fiel à obra, é uma excelente adaptação e de óptima qualidade, ou não fosse da BBC.

Os actores estão fantásticos nas suas personagens, revelando bem o carácter de cada uma delas, e com uma química perfeita entre Margaret e Mr Thornton *suspira por Richard Armitage*. E tenho que salientar que Sinéad Cusack representou Mrs Thornton na perfeição, mostrando a mulher dura e decidida que a personagem é.

Também os cenários estão muito bem, e gosto particularmente das cenas na fábrica de Mr Thornton, quer onde Margaret o conhece, quer a cena final do episódio, em que o algodão parece neve. White Hell
Deixo-vos o vídeo com a cena final



A banda sonora é magnifica e simplesmente adoro-a!! E podem-na ouvir nos vídeos abaixo.




Que mais posso dizer? Leiam o livro, vejam a mini série e ouço a banda sonora.

Deixo-vos ainda o trailer para vos aguçar o apetite



Quem já leu o livro ou quer ler? Quem já viu a mini série ou quer ver?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014