Li o mês passado o primeiro livro e confesso que não tinha sido uma história que me tivesse cativado o que eu esperava (opinião AQUI), pelo que, quando recebi este livro, não ia com grandes expectativas e, se calhar, foi melhor assim.
Acho que o facto de também já conhecer o "conceito" da história - viagens no tempo - também foi um factor positivo para a leitura deste segundo livro. Temos também, no início, um cronograma das personagens e da relação entre elas.
Mais uma vez, encontramos quatro histórias, quatro viagens no tempo e que, para mim, são mais emotivas e prenderam-me como as duas últimas histórias do primeiro livro.
Uma boa surpresa e que me cativou mais do que eu contava.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.
Título: Queria Tanto Que Estivesses Aqui
Autor: Jodi Picoult
Editora: Editorial Presença
Classificação: 5 Estrelas
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Diana é uma jovem que está quase nos 30 anos e que já tem a sua vida toda planeada. Está prestes a ir de férias, com Finn, o seu namorado, para Isabela, uma ilha das Galápagos. No entanto, o covid começa a surgir em força nos EUA e Finn, médico-cirurgião interno, acaba por não poder ir de férias e pede que Diana vá sozinha. A viagem não começa por correr da melhor forma e Diana vê-se sozinha, num sítio que não conhece.
Gostei imenso da história e do relato que a autora faz da ilha Isabela, bem como Diana encara a viagem, passado de turista a quase residente.
É uma história muito marcada pelo covid e como a pandemia veio alterar a nossa vida. Mas também sobre doentes com covid e a sua recuperação.
Foi um livro que no deixou a pensar no que é verdadeiramente importante para nós e como o que damos como certo, poderá ser facilmente alterado.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.
Título: O Clube de Xadrez de Auschwitz
Autor: John Donoghue
Editora: Editorial Presença
Classificação: 4 Estrelas
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Esta é uma história ficcionada passada entre dois tempos: 1944 e 1962 e em que os dois protagonistas são Emil Clément e Paul Meissner.
Em 1962, na Holanda, temos um torneiro de xadrez internacional e um dos jogadores é Emil Clément e que é um sobrevivente de Auschwitz III e após uma entrevista polémica e de defrontar o seu primeiro adversário, encontra um padre que lhe é familiar. Esse padre é Paul Meissner e foi um oficial das SS e que obrigou Emil a jogar xadrez, contra oficial nazis, no campo de concentração. Se Emil ganhasse, podia salvar a vida a outro prisioneiro.
Os diferentes períodos temporais estão sempre devidamente identificados, sendo por isso fácil percebermos em que ponto da narrativa estamos. As personagens estão bem desenvolvidas e é-nos dado também alguns aspectos do seu passado.
Mas o que achei mais interessante foi, sem dúvida, o modo como o autor explorou os temas do perdão, da culpa, de como assumimos os nossos actos e como lidamos com eles.
Uma abordagem diferente e muito interessante sobre o tema principal da 2ª Guerra.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.
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Começo por referir que este livro não foi o que eu estava à espera, por minha culpa é certo, mas ainda assim, não era o que eu esperava. Confesso que, há uns meses, já tinha lido a sinopse em inglês e li-a agora também em português mas, não sei como, "assumi" que seria um relato, não só sobre as conversas que a autora teve com a Lale e com as irmãs Cibi e Livi, mas também com outros sobreviventes do Holocausto.
Este é um livro de não ficção onde a autora nos fala sobre a importância de escutar os outros e como deveremos escutar. Conta-nos também algumas das conversas que teve com Lale Sokolov, O Tatuador de Auschwitz, como fez a pesquisa para a Coragem de Cilka e traz-nos ainda um pouco das conversa de Três Irmãs. Complementando também com histórias mais pessoais, não só sobre a sua família como também enquanto trabalhou como assistente social.
Confesso que é interessante, sim, não o nego, no entanto, eu julgava que ia encontrar novos relatos sobre mais sobreviventes do Holocausto que tivessem também falado com Heather Morris e daí ter ficado um pouco "desiludida".
Grande parte do livro são conselhos sobre como escutar as crianças, os idosos, ou até nós próprios. Não digo que não seja interessante, porque até é, no entanto, senti que acaba por ser um assunto mais dentro do tema de desenvolvimento pessoal / auto-ajuda, e não era isso que eu estava à espera.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.
Título: O Gato Que Salvava Livros
Autor: Sōsuke Natsukawa
Editora: Editorial Presença
Classificação: 3 Estrelas
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Adoro livros sobre livros e também livros com/sobre gatos, por isso, quando vi este livro fiquei logo super entusiasmada e pensei que ia ser uma história que me iria arrebatar. Infelizmente tal não aconteceu.
O nosso protagonista é Rintaro, um jovem introvertido de 17 anos, e que acabou por perder o seu avô, com quem vivia. Num dia, na livraria do seu avô, aparece um gato falante, o Tigre, que lhe diz que precisa da sua ajuda para salvar livros.
Vamos embarcar então, em várias "viagens", onde cada uma delas aborda questões sobre os livros, tais como, a quantidade da leitura, a velocidade com que se lê, ou até mesmo o tipo de livros que se edita.
Gostei muito de acompanhar a evolução de Rintaro e de ele perceber que, afinal, não está sozinho. Gostei também dos temas abordados nas várias "viagens", no entanto, senti que foram explorados de forma mais simples e que poderiam ser mais desenvolvidos. Talvez por ser um livro mais juvenil, o autor tenha optado por não desenvolver mais os temas. Senti também um pouco repetição de ideias/ideais, onde se tenta enaltecer os clássicos em detrimentos de outros livros, como também o ritmo e quantidade que lemos. Sendo eu, uma leitora que lê rápido e bastante, confesso que me senti um pouco "criticada" e não me agradou tanto esta ideia.
Não sei se terá sido das minhas elevadas expectativas mas a verdade é que a história não me conquistou como eu estava à espera, uma leitura agradável mas nada que me marcasse.
Título: O Desaparecimento Perfeito (O Homicídio Perfeito N.º 2)
Autor: Holly Jackson
Editora: Editorial Presença
Classificação: 5 Estrelas
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Adorei o primeiro livro e assim que vi que ia ser editado o segundo volume fiquei muito empolgada.
Neste livro, Pip tem um podcast de true crime sobre o homicídio que desvendou juntamente com Ravi, bem como sobre o julgamento que surgiu após algumas revelações. No entanto, Pip diz que já não investiga crimes mas, o irmão mais velho do seu amigo Connor, Jamie, desaparece e a polícia não dá prioridade ao caso. E assim, Pip sente que tem que investigar.
À semelhança do primeiro livro temos, novamente, uma narrativa muito bem estruturada e cheia de mistérios a desvendar. Adoro o modo como a autora vai intercalando com gravações de entrevistas e até do próprio podcast, como também esquemas e fotografias que são importantes para a investigação de Pip. Torna tudo tão real.
E se eu pensava que seria difícil a autora superar o primeiro livro, fui completamente arrebatada. Tanta coisa a acontecer que me deixou completamente agarrada à história. E que final absolutamente fantástico!
Uma história com muitas reviravoltas e que prende do início ao fim! E que me faz querer ansiar pelo terceiro volume!
Nota: Estes livros foram-me disponibilizados pela editora, em troca de uma opinião honesta.