terça-feira, 17 de novembro de 2009

Os Leões de Al-Rassan - Guy Gavriel Kay


Imagine uma Península Ibérica de fantasia, durante o período sangrento e apaixonante da Reconquista, onde realidade e fantasia se entrelaçam numa história poderosa e comovente.
Inspirado na História da Península Ibérica, Os Leões de Al-Rassan é uma épica e comovente história sobre amor, lealdades divididas e aquilo que acontece aos homens e mulheres quando crenças apaixonadas conspiram para refazer – ou destruir – o mundo. Lar de três culturas muito diferentes, Al-Rassan é uma terra de beleza sedutora e história violenta. A paz entre Jaddites, Asharites e Kindath é precária e frágil, mas é precisamente a sombra que separa os povos que acaba por unir três personagens extraordinárias: o orgulhoso Ammar ibn Khairan – poeta, diplomata e soldado, o corajoso Rodrigo Belmonte – famoso líder militar, e a bela e sensual Jehane bet Ishak – física brilhante. Três figuras cuja vida se irá cruzar devido a uma série de eventos marcantes que levam Al-Rassan ao limiar da guerra.

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Finalmente acabei!
Acho que foi o livro que demorei mais tempo a ler, não por culpa da escrita, mas porque desde que vim para Sines, não consegui dedicar tanto tempo à leitura, apenas lia um pouco antes de dormir e começava a ficar cansada.
Sobre o livro em si, adorei a história e a forma como as três religiões existentes na Península (Asharitas, Kindates e Jaditas) se interligam com as três personagens principais – Ammar ibn Khairan (poeta e assassino asharita), Jehane bet Ishak (médica kindate) e Rodrigo Belmonte (capitão jadita).
Foi com bastante interesse que fui acompanhando a história destes e outros personagens, com a descrição dos lugares e costumes das três religiões.
É um mundo bem construído, e onde julgo que poderemos fazer o paralelismo com Espanha e a forma como as religiões (cristãos, judeus e muçulmanos) se cruzaram.
Quem seja reticente a ler livros classificados como “Fantástico”, este é uma boa opção para experimentarem, pois não tem nem criaturas imaginárias (como dragões ou elfos), nem pessoas com poderes mágicos, simplesmente, é a criação de um país, com muitas referências que se poderão classificar como históricas.
A única coisa que senti falta no livro, foi um mapa, para me orientar com os locais, no entanto, este encontra-se facilmente na net; e por norma prefiro capítulos mais pequenos =P
Será um livro a reler mais tarde, num período mais calmo, para poder ler de forma mais continuada.

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