domingo, 28 de junho de 2009

A Casa dos Espíritos - Isabel Allende


O relato da vida de Esteban Trueba, da mulher, dos filhos legítimos e naturais, e dos netos vai levar-nos do começo do século até à actualidade; é toda uma dinastia der personagens à volta das quais a narrativa vai gravitando sem perder de vista outros - mesmo depois de mortos. O temperamento colérico do fundador, a hipersensibilidade fantasista da sua mulher e a evolução social do país - que reflecte e pode muito bem simbolizar qualquer país latino-americano - tornam difíceis as relações familiares, marcadas pelo drama e a extravagância e conduzem a um final surpreendente e cruel, que deixa no entanto aberto o caminho de uma trabalhosa reconciliação.
No panorama da actual literatura hispano-americana, nenhum nome de mulher tinha conseguido até agora ocupar um lugar cimeiro. Faltava pois uma romancista. A impecável desenvoltura estilística, a lucidez histórica e social e a coerência estética, patentes em A Casa dos Espíritos, fazem do primeiro romance de Isabel Allende uma obra magistral, um livro inesquecível.
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Este livro conta-nos a história da família Trueba, das suas ambições, das suas paixões, das buscas espirituais e das suas relações entre si.
A história começa na infância de Clara del Valle, uma jovem bondosa e com capacidade telepáticas: move objectos e consegue ler o futuro. Após a morte da sua irmã Rosa, que esta noiva de Esteban Trueba, Clara fica muda durante nove anos e quando recomeça a falar, a primeira coisa que diz é que vai casar em breve.
O seu marido é sem mais nem menos Esteban Trueba, um homem austero e inflexível. Clara previu que Esteban seria seu marido, e este, assim que a vê, desenvolve uma paixão por Clara, que irá durar o resto da vida.
Acompanhamos a história de um país da América-latina através da história de desta família, ao longo de 3 gerações: Clara e Esteban; os seus três filhos: Blanca, Jaime e Nicolau (dois gémeos mas com personalidades muito diferentes); e sua neta Alba.

Este foi o primeiro livro que li de Isabel Allende e gostei bastante da forma como nos é contada a história da família, interligando-a com a história de um país.

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