terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Revolutionary Road - Richard Yates


O primeiro romance de Richard Yates, Revolutionary Road, tornou-se um clássico logo após a sua publicação em 1961. Nele, Yates oferece um retrato definitivo das promessas por cumprir e do desabar do sonho americano. Continua hoje a ser o retrato da sociedade americana. Um casal jovem e promissor, Frank e April Wheeler, vive com os dois filhos num subúrbio próspero de Connecticut, em meados dos anos 50. Porém, a aparência de bem-estar esconde uma frustração terrível resultante da incapacidade de se sentirem felizes e realizados tanto no seu relacionamento como nas respectivas carreiras. Frank está preso num emprego de escritório bem pago mas entediante e April é uma dona de casa frustrada por não ter conseguido seguir uma promissora carreira de actriz. Determinados a identificarem-se como superiores à crescente população suburbana que os rodeia, decidem ir para a França onde estarão mais aptos a desenvolver as suas capacidades artísticas, livres das exigências consumistas da vida numa América capitalista. Contudo, o seu relacionamento deteriora-se num ciclo interminável de brigas, ciúmes e recriminações, o que irá colocar em risco a viagem e os sonhos de auto-realização.
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Sendo considerado um dos melhores 100 romances e depois de ter lido opiniões bastante positivas sobre o livro, resolvi finalmente lê-lo, no entanto, tenho que dizer que não me encheu as medidas.
O livro conta-nos a história de um jovem casal April e Frank Wheeler, e que vivem numa aparente felicidade.
A história está dividida em três partes. A primeira serve como apresentação do casal, o que fazem, como vivem, com quem convivem e quais os seus sonhos, no entanto achei muito enfadonha, pois verificamos que o casal vive de forma acomodada. Na segunda parte, o casal começa a fazer planos para partirem para França e onde parece existir uma coexistência pacifica entre Frank e April. Na terceira e última dá-se uma alteração de planos e um desfecho que é tudo menos feliz.
Na minha opinião, mostra-nos uma visão cruel do casamento, em que o adultério surge como forma de escape das pressões e que consequências que uma gravidez indesejada e um aborto podem trazer. E que as nossas escolhas influenciam a nossa vida e a nossa felicidade, e somos que temos a possibilidade de tornar a nossa vida mais feliz.
Apesar de achar que é um bom livro, com as boas opiniões que li, esperava mais do livro.

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