segunda-feira, 21 de setembro de 2020

[Opinião] Dias de Outono de José Rodrigues


Dias de Outono
Título: Dias de Outono
Autor: José Rodrigues
Editora: Porto Editora
Classificação: 5 Estrelas


Ficha do Goodreads aqui
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Este é o terceiro livro (opiniões Voltar a Ti e O Tempo nos Teus Olhos) que leio do autor e, por isso, ia com as expectativas muito elevadas mas foram totalmente preenchidas.
Em Dias de Outono acompanhamos a vida de Miguel, e os seus problemas quer profissionais, quer familiares. Mguel é casado, tem dois filhos adolescentes, trem um trabalho exigente num banco mas, sempre que pode, visita a sua tia, que está internada num lar com Alzheimer. 
É, por isso, uma história muito familiar, já que, grande parte dos problemas de Miguel giram em torno da sua família. E são problemas comuns a tantos de nós, a degradação de uma relação/casamento, e problemas com filhos adolescentes. História de famílias e dos seus problemas mexem sempre comigo. E este livro não foi excepção. Gostei muito do modo como o autor explorou a relação de Miguel e Catarina, bem como o modo como cada um deles encara o problema do filho mais novo. Apesar de, para mim, se estranho o modo como Catarina vê a situação, acredito que, muitos pais e mães, desvalorizem os problemas e não vêm o óbvio.
E o que me cativa? O modo como José Rodrigues nos consegue expor os problemas, conseguindo tocar nas nossas emoções e tornando-as como sendo nossas. Senti a tristeza, a impotência, o sofrimento do Miguel mas, também consegui sentir a sua mudança. 
Uma vez mais, encontrei uma escrita fluída, cuidada, com mais atenção ao e senti que, nestes três livros, o autor tem vindo a mostrar uma evolução na sua escrita, tornando os seus livros, cada vez mais agradáveis de ler.
E tenho que dizer que, quase no fim, José Rodrigues, apanhou-me completamente desprevenida e que me abalou e me levou, uma vez mais, às lágrimas.
Por último não posso deixar de referir as fantásticas fotografias de Sara Augusto que, e à semelhança dos outros livros, iniciam cada capítulo.

No entanto tenho que referir dois aspectos que me fizeram "comichão", ou melhor, um aspecto e algo que senti que ficou por "explicar", mas que em nada retiraram o prazer à leitura. Fez-me confusão, dois adolescentes, de 18 e 15 anos, tratarem por "mamã" e "papá", não me pareceu muito realista mas pode ser da classe social. E senti que, para o final, o autor se esquecer do Bari, o cão da família pois, de repente, deixou de aparecer e de ser mencionado.


Livro lido para o meu projecto #Lusiteratura

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora, em troca de uma opinião honesta.

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