quinta-feira, 9 de julho de 2020

[Opinião] Foi Sem Querer Que Te Quis de Raul Minh'alma


Foi Sem Querer Que Te Quis

Título: Foi Sem Querer Que Te Quis
Autor: Raul Minh'alma
Editora: Manuscrito Editora
Classificação: 1 Estrela

Ficha do Goodreads aqui
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Quero começar por dizer que este não foi um livro que eu comprasse por o querer mas veio numa box literária que comprei em 2019 e, verdade seja dita não fiquei particularmente entusiasmada pois percebi que seria romance romântico. Mas também, pelas classificações que vi no Goodreads, não esperava que fizesse uma leitura tão fraca e que me fizesse revirar os olhos tantas vezes.
A história inicia-se com o namorado de Beatriz a terminar a relação e, ela, claro, a ficar desgostosas. Poucos dias depois, conhece Leonardo, neto de um dos utentes do lar onde é terapeuta e não consegue simpatizar com o jovem pois acha-o mal-educado e mimado. É óbvio e cliché que apesar da inicial antipatia, se vão apaixonar, mas este nem foi o principal problema.
As personagens são "vazias" e demasiado típicas.
Beatriz, a menina remediada, infeliz no amor, mas cheia de lições de vida, que se apaixona pelo o menino rico.
O menino rico, antipático, mas que com a ajuda de Beatriz, modifica o seu comportamento.
A sério? O Leonardo não muda por causa da mãe e do avô mas muda com a "preciosa" ajuda de Beatriz, rapariga que ele nem simpatizava? *revira os olhos*
E o que dizer das "pérolas de sabedoria"/lições de vida da Beatriz? Praticamente todas as suas conversas estão cheias de lições de vida, as chamadas frases feitas. Montes e montes delas! Tudo tão irritante! E Beatriz tem 27 anos e é assim tão sábia? Ah, não conhece a receita do amor mas em tudo o resto tem uma sabedoria incrível. A sério, deixou-me sem paciência.
Os próprios relacionamentos familiares pareceram-me forçados e não senti qualquer tipo de ligação entre as personagens. E toda a trama foi, para mim, muito irrealista.
E a fixação da Beatriz para que Leonardo entre em contacto com o pai e o devido perdão? Sinceramente, pareceu-me daquelas pessoas que vem com a conversa de "pai é pai". E não, senhores, pai não é pai. Pai está presente, pai ama. Se é/foi um pai ausente, qual é o problema de não se querer ter um relacionamento com o progenitor? E falo por experiência própria, não falo com o meu pai há vários anos e foi o melhor que fiz.
E o que dizer do final? Forçado e criado para levar os leitores a emocionarem-se (mas não resultou comigo).

Em resumo, uma história demasiado cliché e forçada, com a tentativa (falhada, na minha opinião) de tentar passar mensagens de vida (que também não levam a lado nenhum). Uma completa perda do meu tempo.

Livro lido para o meu projecto #Lusiteratura.

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